Quando ele abre seus olhos, percebe que estava numa floresta e sentou-se para observar o ambiente em volta, sua cabeça começou a doer de formas torturantes, como se uma pedra estivesse ricocheteando dentro da sua mente e não conseguia pensar direito, a dor dominava seus pensamentos, mas conseguiu levantar e caminhar para baixo de alguma árvore, buscar abrigo e não ficar no descampado.
Durante alguns minutos sentado ao pé de uma árvore, a dor cessou devagar e foi recobrando a sua consciência e então começou a prestar atenção em volta, estava nervoso e com muito medo, ele não sabia o que fazer e não sabia onde estava mas tinha que sobreviver, se tinha árvores, tinha galho, portanto, poderia fazer uma fogueira para se esquentar a noite.
Mas percebeu que eu não estava com a minha roupa que foi dormir, ele estava com seu sobretudo azul escuro, uma blusa de manga comprida e uma camisa, uma calça jeans e um sapato do seu trabalho (botina) e pelo jeito o ambiente que ele estava era meio frio, porque não sentia desconforto nenhum ou calor algum com aquela roupa no meio da floresta. Então continou estranhando toda a situação, mas não podia ficar pensando ali.
Então ele pegou alguns galhos secos para fazer a combustão mais fácil e então pegou galhos mais grossos para ter um fogo mais duradouro, mas como ele não conhecia o ambiente, uma fogueira chamaria atenção de qualquer coisa, mas ele pensou nisso depois que conseguiu toda a lenha.
Conseguido a lenha e já estava anoitecendo, procurou uma árvore com um tronco grosso, por sorte achou uma que tinha um certo buraco, mas antes de entrar, se precaveu, golpeando as entradas do buraco para espantar qualquer coisa que estivesse dentro daquilo e não houve nenhuma reação aparente, entrou e teve que pensar em algum jeito para a fogueira não chamar a atenção, então cavou o chão dentro da árvore com suas próprias mãos, uns 20 centímetros de profundidade, mas a sorte é que a terra estava fofa, e então jogou os galhos grossos no buraco, e os mais finos deixados consigo para fazer o fogo, então depois de 30 a 40 minutos mais ou menos tentando fazer uma faísca, o fogo finalmente apareceu!
Colocando o galho fino em chamas embaixo dos outros mais grossos para que o fogo pudesse queimar e assim conseguiu fazer uma fogueira e para não deixar o brilho dela sair para não chamar atenção, ele fez um tipo de telhado triangular na parte de cima do buraco com galhos e folhas que pegou dentro da própria árvore e então se acomodou e foi dormir.
Acordou e estava amanhecendo, talvez fosse umas 5:30 da manhã e teve que se acordar devagar, sempre tomando cuidado com tudo. Ele não sabia o que espreitava entre aquelas árvores... Mas sabia que algo o observava, porque sons de galhos quebrando sempre o acompanhavam e um barulho de algo grande se arrastando, mas com cuidado, como se tivesse tomando precauções, como uma cobra...
Então saiu dali com cautela e foi pegando algumas pedras e batendo uma nas outras, para fazer uma lâmina (não era uma lâmina das melhores, mas foi o que deu pra fazer no momento), e assim ele fez 2 lâminas: Uma pequena que colocou no seu calcanhar e amarrou com um filamento de folha para caso de emergência e outra para cortar coisas, como madeira, carne, frutas e etc.
Com as duas lâminas prontas, ele amarrou a principal lâmina com o filamento maior de uma folha maior num galho mais grosso, mais parecido com um tronco curto e um tipo de faca/lança foi criado e então foi a procura de comida.
Ele encontrava um monte de frutinhas e coisas do tipo, mas ele não as comia por cuidado então ele se lembrou de como os humanos comem tanta coisa e como sabem o que podem comer, observando os animais, foi assim que os antepassados fizeram, por isso comem coisas que parecem ser.. estranhas, como algo que sai do ânus de um animal como o ovo da galinha por exemplo.
Mas continuando... Richard observou um animal parecido com um chimpanzé (e que compartilha 98% do nosso DNA) comendo uma fruta que estava ao seu alcance e depois que ele se alimentou, foi ali e pegou o máximo que conseguiu e então voltou para a árvore. As frutas tinham uma aparência mais parecida com uma maçã amarela com gosto de abacaxi e era muito suculenta, o que indicava que continha bastante água, o que era ótimo, porque ele não tinha nenhuma fonte de água próxima.
Mas ele tinha que encontrar algo que o saciasse mais, como carne. Ele nunca tinha matado um animal e muito menos estrebuchá-lo para comer, mas naquela situação ele tinha que fazer aquilo, se passou dias comendo aquelas frutas, seu estômago precisava de outras proteínas e carne era perfeito, então foi á caça de algum animal que ele pudesse ter certeza que seria seguro comer, então encontrou um cervo diferente, ele tinha a aparência de um cervo normal, mas era mais pequeno que o normal e tinha uma bioluminescência nada normal nessa espécie e então achou que poderia ser um aviso de que ele era venenoso (assim como uma espécie de sapo ultra venenoso que tem sua pele com cores vibrantes avisando para os predadores que quem tentar devorá-lo terá problemas letais) então evitou e foi a caça de outro animal, mas ficou pensando porque carambas um cervo teria bioluminescência e fosse menor do que o normal? Era algo confuso demais pra pensar naquilo naquela hora e então continuou a procura de uma caça e encontrou um javali que parecia ser normal.
Pegou sua lança que fez, se aproximando o máximo que conseguiu (ele não lançou por não saber a velocidade de reação do animal, se ele teria força suficiente para pelo menos neutraliza-lo, ou seja, muitas possibilidades que seriam muito arriscadas) e então quando estava a 2 metros do animal, ele levantou e conseguiu cravar a lança no meio do javali, na parte do estômago, ele começou a gritar e para não chamar a atenção de algo, ele cravou de novo dentro do cérebro dele, matando ele instantaneamente.
O serviço foi bem sujo e não foi muito prazeroso fazer aquilo, mas conseguiu bastante carne, pelo menos pra um dia inteiro e aproveitou e pegou um pouco de couro. Voltou para sua árvore e assou a carne, realmente... Um gosto dos deuses e do couro a gordura e pele foram retirados e então deixou-a secar. Pelo menos ele poderia sobreviver por no máximo 1 semana intercalando entre as frutas e a carne de javali.
Quando foi caçar um animal no dia seguinte, ele sentiu uma vontade estranha e muito tentadora de ir pra uma certa direção na floresta, e sem conseguir controlar seu corpo, suas pernas seguiram sozinhas com passos descansados e enquanto suas pernas o levavam ele prestava atenção no ambiente para não ser surpreendido e ele viu que estava chegando num descampado e antes de sair da linha da floresta ele conseguiu parar suas pernas, não por vontade própria, mas pelo que viu...
Sua visão era clara e nada poderia estar colocando aquela ilusão diante de seus olhos...Uma mulher gigante com asas extremamente grandes estava "descansando" naquela parte aberta da floresta, como se fosse um anjo. Ela tinha uns 15 metros no mínimo e estava usando uma armadura, que era tão "aberta" que até parecia um biquini de ferro mesmo. A presença dela era tão confortável, tão ótima, que quanto mais ele se aproximava, mais intenso eram esses sentimentos, mas pelo seu passado e medo, conseguiu quebrar essa "ilusão" e se escondeu atrás de uma árvore, ele não podia confiar em nada, nem mesmo em um anjo. E então ficou observando até que um homem de tamanho normal, mais parecido com um caçador sai do meio da floresta densa perto do anjo como se tivesse encantado e então....
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O Pesadelo de Felarya
FantasiUm garoto humano comum é transportado sem sua "permissão" para o mundo de Felarya, tendo pouco conhecimento sobre, ele terá de fazer de tudo para sobreviver a esse mundo criado para matar humanos. Mas seu destino seria diferente do que a maioria dos...