10. Work it - part 1

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Oi gente! Como vocês estão? Hoje o capítulo é mais curtinho mas podem esperar, tem coisa nova vindo aí. Será que vocês vão gostar?

Beijos, boa leitura! s2

  Como tudo que é bom dura pouco, num piscar de olhos o fim de semana acabou

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  Como tudo que é bom dura pouco, num piscar de olhos o fim de semana acabou. Esses últimos dois dias foram imprescindíveis para a estabilização do relacionamento entre Carol e Thor. Cada segundo estreitava ainda mais sua relação. Por um momento Carol estranhou o longo período sem conflitos. Felizmente abortou esses pensamentos antes que se tornassem uma paranoia.

  A segunda já amanheceu agitada. Era o primeiro dia de trabalho e Carol não queria chegar atrasada de maneira nenhuma. Perdera muito tempo lutando contra o despertador. Mal tomou café e saiu de casa.

*Carol*

  Parti para o galpão como uma flecha. Não que isso seja certo, inclusive é muito perigoso. Ainda bem que o asfalto por aqui é bom. Andar de moto na velocidade que eu estava é quase assinar um atestado de óbito. Pelo menos de uma internação, no mínimo.

  Toda a pressa foi praticamente em vão. Cheguei lá meia hora mais cedo. Talvez eu tenha me empolgado demais, mas é melhor chegar adiantada do que atrasada. Não tinha muito o que fazer por ali. O local aparentava estar inutilizado há muito tempo. Com toda a ansiedade e a falta de distrações, o ponteiro do relógio parecia enferrujado.

  O local era grande e guardava alguns galões e caixas. Resolvi por dar uma volta. Em meio à poeira e lonas, vi uma escada que dava para um segundo andar. Se é que posso chamar assim! Estava mais pra um forro ou apenas uma pequena área de onde era possível observar todo o andar inferior. Subi e caminhei um pouco analisando o ambiente. Tentava imaginar qual finalidade teria aquele lugar anteriormente.

  Notei algo parecido com uma cabine de controle a alguns passos de distância. Me aproximei cuidadosamente, não queria estragar nada ali mesmo sabendo que provavelmente tudo seria jogado fora. Na cabine haviam alguns botões. Presumo que comandavam algum maquinário maior. Pelas teias de aranha e a ferrugem, certamente não funcionavam mais. Dei um passo à frente mas logo recuei ao ouvir um ranger metálico vindo do andar inferior. Me manti em silencio e fui em direção as escadas. Novamente ouvi um som mas que dessa vez pareciam passos. De fato eu não estava sozinha.

  Desci degrau por degrau evitando qualquer ruído. A porta do galpão estava entreaberta, bem diferente de como havia deixado. Vi algo se mexendo por trás de uma das lonas. Carreguei meus punhos de energia e fui até lá. Me aproximei e vi alguém abaixado. Estava distraído mexendo em uma caixa de ferramentas. Pude perceber então que quem quer que fosse, não me traria perigo. Se tivesse algum plano vilanesco não estaria tão despojado e desatento.

  —Tá precisando de alguma coisa? – me posicionei atrás do garoto

  Em um ato irrefletido, ele soltou um estridente grito de susto. Confesso que achei engraçado, mas não ri! Mantive a pose séria enquanto esperava ele se recompor. Com o susto, perdeu o equilíbrio e "caiu" no chão.

  —Ai meu Deus! Quase me matou de susto! Você não pode chegar assi... – interrompeu a fala assim que voltou o olhar para mim.

  Sua cara surpresa por algum motivo me agradou. Descruzei os braços e dei um sorriso de canto de boca. O menino rapidamente se levantou.

  —Você deve ser a Capitã... Na verdade você é né, eu acho... Você é a Capitã Marvel! – estendeu a mão e sorriu aparentemente nervoso

  —Sou eu sim! – o cumprimentei de volta —E você é...?

  —Eu sou o Luccas! Me apresentei no grupo, não sei se você lembra. Acho que não, vida de herói é muito ocupada. Não têm tempo pra gravar essas coisas!

  —Lembro sim! Você não é o responsável pela elétrica?

  —Aham – me olhava ainda abismado

  O menino era magro e de altura próxima a minha. Negro de pele clara, tinha um cabelo curto formado por pequenos e delicados cachinhos. Se fosse chutar diria que tem 21 anos. Quando desviei meu olhar, percebi Luccas ajeitando o óculos de grau e tentando limpar sua roupa suja de poeira. Acho engraçado quando percebo alguém desconcertado com a minha presença. Sou exatamente como ele mas ainda assim há essa diferenciação.

* * *

  —Tem muito tempo que você chegou?

  —Na verdade não. Cheguei agora mesmo. Você deve ter ouvido o barulho da caixa de ferramentas. Deixei cair sem querer, sou meio desastrado as vezes.

  —É eu ouvi. Por isso desci, pra ver quem era.

  —Desculpa eu não queria atrapalhar.

  —Não atrapalhou não! Já era hora de descer mesmo! Sabe cadê o resto do pessoal?

  —Bom, a Alex já deve tá chegando. Falei com ela hoje mais cedo. A Bri também não deve demorar, ela é bem comprometida sabe? Agora o David... não faço ideia! Não sei nem se ele vem, do jeito que é...

  —Oi galera! – uma moça morena entra no local toda animada —Ué, cadê o resto do pessoal? – Alexia tirou a mochila das costas e pôs sobre um dos latões

  —Era pra ter me esperado Alex! – Bri entra distraída ajeitando a roupa —Capitã! – ela se surpreende ao ver Carol

  Brianna era branca e loira. A trança delicada que caia sobre seu ombro combinava perfeitamente com sua roupa milimetricamente ajeitada. Seus olhos castanhos brilhavam, principalmente quando se tratava da grande "Capitã Marvel"! Quase surtou com a notícia de que trabalharia com ela. A admirava muito e sua presença com certeza a desestabilizava. Bri estava estática olhando para Carol.

  —Bri? – Alex estalou os dedos próximo ao rosto dela

  —Sim?! – voltou o olhar à Alex —Ata! – percebeu o quão estranho estava a situação

  —Bom, eu sou a Alex e essa louca aqui é a Bri.

  —Brianna, e eu não sou louca!

  —Jura? Não é o que tá parecendo! – riu

  —É um prazer! Eu sou a Carol, Carol Danvers.

  —Ah sim, eu sei! Sei muito bem! É que eu sou muito sua fã. Muito mesmo, sabe? Nossa você é incrível e-e perfeita e maravilhosa e incrível! Eu já disse incrível né?

  —Obrigada! – Carol ria —Mas não precisa disso tudo não. Sou como você, você é como eu...

  —Se não for pedir muito, posso tirar uma foto com você? – Luccas surgiu segurando o celular um pouco inseguro

  —Pode sim! Vem cá!

  Luccas desmanchou a pose formal e se encaixou ao lado de Carol. Pediu para que Alexia batesse a foto pois, no momento, não teria capacidade de tirar uma selfie não tremida.

  —Alex, você pode...

  —Sim Bri, eu tiro uma foto pra você também!

  —Ai, obrigada! – ela foi toda feliz e saltitante

  Brianna exibia no rosto o maior sorriso que poderia exibir. Luccas não estava diferente. Ambos olhavam as fotos extremamente contentes. Carol por sua vez sentia um misto de gratidão e felicidade. Era prazeroso vivenciar tais situações. Principalmente poder proporcionar tamanha felicidade a alguém com algo tão simples para ela.

  —Bom, agora que a sessão de fotos acabou, tá na hora de voltar ao trabalho né? – Alexia

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