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MALIA

- Então amiga? Como você acha que foi? Arrasou ou foi arrasada?

Estamos em uma uma cafeteria, são quase seis horas da tarde e a Amanda conseguiu sair mais cedo para me encontrar aqui já que não conseguiu sair para almoçar e furou comigo.

Depois que sai do escritório, eu rodei por toda Boston a procura de trabalho, seja como lavadora de pratos em restaurantes ou ajudante com lixos mas nada, parece que todas as vagas já foram preenchidas e isso é muito frustrante.

- Acho que fui bem. Mas eu também achei isso nas outras quinze entrevistas, então. - dou de ombros

- Amiga, para com isso. - diz - Anda tão negativa ultimamente. - revira seus olhos azuis - Sei que vai conseguir, tenho fé.

- Assim espero amiga, assim espero. - suspiro e olho para fora da janela.

Pessoas passam apressadas com suas vidas, outras nem ao menos olham para frente ou onde pisam pois estão com sua mente e atenção totalmente voltadas para o aparelho em mãos. É um mundo tão individualista.

- Mas e ai? O que perguntaram? - volto minha atenção para a Amanda.

- O de sempre. - mexo em minha xicará de café agora vazia em cima da mesa. - A mulher que me entrevistou é madrinha da menina que esta precisando de babá.

- Nossa, que pressão.

- Nem tanto, fui sincera quando ela me perguntou porque eu queria cuidar de uma criança agora já que nunca cuidei antes.

- Sinceridade é a base de tudo amiga. - diz e eu a olho

- Ela me olhava estranho. - solto

- Estranho como?

- Como se lê-se até meu ultimo fio de cabelo. Isadora o nome dela, seus olhos era desnecessariamente super verdes. - digo e sorrio

- Se ela te leu, tenho certeza que viu o quão verdadeira e maravilhosa você é. Não fica paranóica com isso não Malia.

- Eu sei, é so que.. - suspiro em frustação

- O que?

- Eu preciso tanto desse emprego amiga. Eu preciso fazer algo, me apaixonar pelo meu trabalho novamente, me distrair, entende?

- Entendo, tenho certeza que logo logo te ligam. Deixa de ser negativa, põe um lindo sorriso nesse rosto maravilhoso. - pede e eu acabo rindo junto a ela.

- Não sei o que seria da minha vida sem você. - digo com sinceridade

- Convenhamos que um saco. - me lança um beijinho e eu acabo gargalhando

Ficamos ali mais um tempo conversando e vendo a noite chegar. Pedimos a conta mas antes mesmo dela chegar, meu celular começa a tocar em cima da mesa.

Eu toda desastrada que sou, nem ao menos olho quem é e já atendo logo enquanto sigo conversando com a Amanda.

- Alô?

- Malia Johnson?

- É ela. - olho para minha amiga que me encara desconfiada

- Aqui é a Thamyres da Ferrary Company, estou te ligando para lhe informar que você foi selecionada para a vaga de babá.

Uma vontade imensa de gritar me bate e eu seguro o maximo que consigo.

- Poderia vir aqui ainda hoje. O senhor ferrary chegará hoje de viagem e gostaria de te passar informações.

MaliaOnde histórias criam vida. Descubra agora