Capítulo 65

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5 meses depois da tormenta

Pov's Joalin

Minha mãe sempre me disse que quando eu fosse mãe saberia como era difícil essa vida, mas precisava começar assim?

Imagine que você está no ônibus voltando da escola, e do nada te dá uma dor de barriga tão forte que se você não for ao banheiro logo, vai fazer nas calças. Mas a questão é, VOCÊ ESTÁ LONGE DE CASA! Então começa o suor frio e os arrepios e você se concentra ao máximo pra chegar em casa sem estar todo cagado. Pois é, se você multiplicar essa sensação por 100 saberá como é entrar em trabalho de parto.

- Joalin, como a obstetra falou, respira- Bailey diz segurando minha mão tentando me acalmar como se não tivesse quase se cagando de nervoso.

- Eu tô respirando, que porra!- Eu reclamo.

- Não grita comigo, eu não tenho culpa!-Bailey retruca.

- Tem sim! Foi você que me engravidou!

- Eu não fiz sozinho!

-Por el Dios santo, cierra tus malditas bocas!- Sabina grita enquanto ultrapassa os carros tentando chegar no hospital.

Por sorte ou azar, a minha bolsa estourou no meio do shopping enquanto eu fazia compras com Bailey e Sabina. E agora cá estou eu, tendo Sabina como motorista e quase quebrando os dedos de Bailey com meus apertos.

- E o seguinte Joalin- Sabina diz enquanto segue com os olhos na estrada- É bom você parir essa criança logo. Eu quero saber se vai ser menina ou menino.

Foi uma coisa que defini com Bailey, só saberemos o sexo do bebê na hora do parto. Eu sabia que se o Bailey soubesse que era um menino iria encher a criança de bolas e camisas de time, e que se fosse uma menina Sabina e Heyoon iriam comprar centenas de roupas rosas cheias de fru fru. Além do mais aumentou a expectativa em relação a aposta do Noah e Josh.

Os gritos estéricos de Sabina aumentam enquanto ela para na frente do hospital e tenta encontrar um enfermeiro para me socorrer, Bailey me ajudar a sair do carro insistindo que eu continua a porcaria da respiração que a obstetra ensinou, fácil falar, não é ele que vai parir.

Tudo é flash pra mim, apenas me concentro em não desmaiar de dor enquanto os enfermeiros me colocam na maca e me empurram pelo corredor enquanto Bailey grita para uma enfermeira que precisa entrar pois é o pai da criança.

[...]

Existe um momento na vida, aquele exato momento que você entende o seu propósito. Em um milésimo de segundo tudo começa a fazer sentido. Eu vou lembrar pra sempre desse momento, foi quando vi Bailey vir em minha direção, a pequena criatura aninhada no seu colo, eu entendi, eu formei minha família.

- É uma menina amor, a nossa menina- Bailey me diz colocando o ser pequeno e delicado no meu colo.

Sentir seu pequeno corpo contra o meu, o olhar inquiento conhecendo o ambiente, tantas coisas novas pra descobrir, tantas coisas pra me ensinar. A única certeza que eu tenho é que eu sempre vou protegê-la no aconchego do meu colo, a minha Elise.

 A única certeza que eu tenho é que eu sempre vou protegê-la no aconchego do meu colo, a minha Elise

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So wrong, but it's so rightOnde histórias criam vida. Descubra agora