Depois de tanto tempo

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Respirei fundo ao ver o grande prédio cinza. Muito diferente daquele onde passamos boa parte de nosso relacionamento. Logo fui reconhecida pelo porteiro e adentrei o edifício. Apertei o 14º andar e o elevador começou a subir, sempre achei estranho o fato de que Callie decidiu morar em um andar tão alto. Ela nunca gostou de altura, pelo menos não gostava, mas há tantas coisas que eu já não sei sobre ela.
A saudade de Sofia apertava o meu peito, todos os dias eram como se alguém tivesse pegado uma parte de mim e levado para longe. Eu sentia falta da sua risada, das longas histórias sobre o dia de aula, eu sentia falta até das birras. Abrir mão da guarda foi a coisa mais difícil que eu já tive que fazer, mas para  deixar alguém que você ama bem ás vezes era preciso fazer sacrifícios. Tudo o que importava para mim era ver elas felizes.
Levantei a mão para tocar a campainha - eu estava feliz porque iria ver minha filha depois de semanas, mas o convite de Callie tinha me afetado - tentei me livras das dúvidas e apertei o pequeno botão. Uma movimentação se fez presente e em um instante eu estava sendo esmagada por um pequeno corpo.
- Mãe, finalmente, eu estava com saudades - Sofia disse, as palavras saindo abafadas por conta do abraço.
Peguei seu rosto entre minhas mãos e dei um beijo estalado em sua bochecha.
- Você não imagina o quanto, filha.
Uma figura aguardava atrás de Sofia com um sorriso. Callie estava com os cabelos presos e um pijama de bolinhas, tive que me segurar para não demonstrar o quanto sua presença fazia meu coração pular.
Demos um breve abraço e ela logo foi pegando minha mala.
- Venha - ela disse me guiando por um corredor - vou colocar suas coisas no quarto de hóspedes para podermos comer.
Eu observava o apartamento conforme andava, nunca tinha visto mais que a sala e cada cantinho remetia a Callie. Quase dei risada ao ver que ela não tinha perdido a mania de colocar chocolate sobre os travesseiros ao receber visita.
- O que você tanta olha ? - a morena indagou curiosa ao perceber minha pausa para observar tudo.
Me viro e percebo que ela estava perto, muito perto, eu conseguia sentir sua respiração em minha pele.
- Nada, só que certas coisas nunca mudam - engulo o nó que se formou em minha garganta.
Eu não conseguia decifrar o jeito que estava me olhando. Talvez estivesse imaginando coisas.
- Tem coisas que não precisam mudar - com isso ela vira as costas e se dirige para fora.
No jantar o clima estava leve, nunca iria me cansar de ouvir Sofia tagarelar. Quando a pequena começou a bocejar de cinco em cinco minutos decidimos que era hora de colocá-la na cama. Me encarreguei dessa missão enquanto Callie ajeitava as coisas na cozinha. Não podia negar que a situação me lembrava muito de como as coisas eram antes, só nós três.
Fui para a cozinhar ver se Callie precisava de ajuda em algo e avisar que eu iria me deitar. Quando chego lá a morena está com uma taça de vinho na mão e me olhava do mesmo jeito enigmático de antes, seus pés balançavam. Ela estava nervosa.
- Eu preciso fazer isso - ela disse conforme chegava perto. 
Quando eu iria abrir a boca para questionar sobre o que ela estava se referindo, a latina foi mais rápida. Suas mãos agarraram meu rosto e ela colou nossos lábios. O beijo começou lento, mas sua língua logo pediu permissão conforme minhas mãos agarravam seu cabelo. A saudade se misturava com desejo e necessidade. Ela foi me empurrando para uma porta à direita do corredor e eu não conseguia acreditar que estava realmente tocando seu corpo depois de tanto tempo.


Eaí gente, estão gostando ? Eu continuo ? Essa é a primeira fanfic que escrevo, então paciência comigo kkkkkk.

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