NOVA VERSÃO 10 | Dinner with Chris Evans

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13/Maio

CHARLIE DEAN

Ele continuou ali, parado bem à minha frente, me encarando com uma tranquilidade desconcertante. Não moveu um músculo. Nem um pingo de hesitação no olhar como se tivesse todo o tempo do mundo pra lidar com uma maluca como eu.

Meus olhos vasculharam o rosto dele mais uma vez, tentando encontrar alguma falha na perfeição quase cínica daquilo tudo. Caramba... e se eu tivesse errada?

E se toda essa certeza fosse só efeito da bebida misturada com minha obsessão mal resolvida por Vingadores? E se eu tivesse confundido um cara qualquer com o maldito Chris Evans?

Balancei a cabeça, me forçando a afastar esse pensamento. Impossível. O universo pode até ser caótico, mas ele não seria cruel a ponto de me fazer encarar um clone tão perfeito sem ser o original.

Quer dizer... quem mais tem aquele queixo? Aquele olhar? Aquele maldito ar de Capitão América mesmo vestido de preto da cabeça aos pés?

Soltei uma risadinha abafada dos meus próprios pensamentos e entrei no elevador como quem se rende ao inevitável. O lado dele parecia me chamar, e eu ocupei o espaço com naturalidade disfarçada. Apertei o botão do 9º andar e senti a leve vibração do elevador iniciando a subida.

Ele permaneceu em silêncio, sólido como uma escultura viva ao meu lado. A tensão era quase tátil, mas não desconfortável. Era mais como uma corda esticada entre a curiosidade e o bom senso. E, claro, meu bom senso tinha saído correndo desde o segundo gole de Dry Martini.

Minha língua coçava. A curiosidade queimava por dentro, como se tivesse sido inflamada pela possibilidade absurda que ele representava.

Então deixei escapar.

— Você é o Chris Evans? — As palavras saíram num atropelo tão rápido que eu mesma duvidei por um segundo se ele tinha entendido.

Ele virou o rosto devagar com aquele maldito charme letal, e um sorriso discreto surgiu no canto da boca dele. E então balançou a cabeça, num sim suave, contido.

Mas mesmo assim, meu coração deu uma cambalhota digna de um filme da Marvel.

– Olá, Charlie... se divertindo?

– Não exatamente... – Respondi sem rodeios. Afogar o fígado em álcool por causa de um cara definitivamente não se encaixava na definição de diversão em nenhum dicionário respeitável.

– Não parece...

– Eu tive um puto dia de merda, pra falar a verdade. – Ele coçou a cabeça, meio desconcertado, parecia não esperar tanta sinceridade logo de cara.

Droga. Talvez eu devesse ter amenizado o tom. Afinal, Chris Evans era um dos maiores clientes da Route. Eu tinha acabado de chamar o dia de merda na frente do Capitão América.

– Quer falar sobre isso? – Ele virou o rosto na minha direção, sua voz era baixa e gentil.

Eu também virei, encarando aquele par de olhos azuis com um gosto estranho na boca... era empatia. Ou culpa alcoólica. Difícil dizer.

Até ali, minha noite se resumia em encontrar uma alma aleatória pra ouvir meu desabafo sobre o babaca do aeroporto.

Mas não, não acho que esteja bêbada o suficiente desabafar todo meu drama com Chris para um outro Chris.

ALL WE HAVE [NOVA VERSÃO EM ANDAMENTO]Onde histórias criam vida. Descubra agora