Encontro

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Andando em direção a Jeon, ainda parado à minha espera, eu penso que sinceramente minha vontade é girar os calcanhares e sair correndo.

Mas eu não volto atrás, não dessa vez, chegando perto vejo que ele possui um sorriso lindo nos lábios. Vestido com uma jaqueta de couro preta, camisa e calça jeans escuras rasgada nas pernas, um coturno também preto.

Lindo o filho da mãe é lindo.

Ele tinha alguns brincos nas orelhas, seu cabelo castanho jogado de uma forma despojada e bagunçada, mas um bagunçado bonito.

- Vai ficar só olhando? Se gostou leva pra casa - gargalhando, e com um sorriso que faz seus olhos criarem pequenas rugas dos lados, ele me tira do transe.

-- Você se acha né, a última bolacha do pacote, menos Jeon bem menos.

-- Não bebê eu não me acho eu sou, e sei que você adora o que vê - Ele ainda sorri, mas um sorriso sacana agora.

- Me poupe do seu narcisismo, para onde vamos?

- Lembra, pedi pra você decidir baby, eu é quem pergunto onde vamos?

- Oh! É mesmo, bem eu não conheço muitos lugares aqui, me leve a algum parque, praça. O que acha?

- Ok Park sei exatamente onde podemos ir.

Ele me dá o capacete, se vira e sobe na moto eu fico parado no mesmo lugar.

Tá eu tô com medo, e agora que me dei conta de algumas coisas.

Bom eu nunca andei de moto, eu estou saindo com um cara desconhecido, e o pior esse cara desconhecido quer me beijar.

Eu estou cagando de medo.

Alguém me dá um soco, onde eu estou com a cabeça.

- Jeon, você não vai me sequestrar não né, olha minha família é pobre não tem como pagar resgate não em.

Ele me olha sério, e em seguida começa a rir, ele está gargalhando tanto que quase caí da moto.

-Park, de onde você tira essas coisas? Que história é essa de sequestrar?- ele diz ainda rindo, mas seu riso cessa devagar - Eu não farei nada que você não queira ok - Ele diz olhando no fundo dos meus olhos.

- Promete que vai devagar, eu não vou mentir, estou com medo.

- Eu prometo, vem sobe.

Eu vesti o capacete e subi na garupa, me ajeitei e segurei os apoiadores ao lado do banco.

- Park acho melhor você se segurar em mim, é mais seguro.

- Não tudo bem, tá bom assim - digo tentando não demonstrar o meu desespero, em ter minhas mãos em volta da sua cintura.

Ele não diz nada, apenas sorri de lado e dá partida na moto. Os pneus cantaram no asfalto do estacionamento e eu fiz algo por simples reflexo.

Eu agarrei Jungkook com toda força do mundo, minhas mãos em seu peito, fazendo com que meu corpo ficasse completamente colado ao seu.

O idiota não parava de rir, eu dei um belo tapa em seu braço, filho de uma mãe quase me mata do coração.

Tá eu preciso admitir, sim é mais seguro segurar nele, e sentir seu corpo colado ao meu me fez sentir aquele choque percorrer novamente meu corpo.

É estranho não sei explicar, eu não gosto dele, eu mal sei quem ele é de verdade, mas a sensação de estar no lugar certo com a pessoa certa está presente.

É como se o destino já tivesse previsto o que estaria para acontecer, é como se eu e ele estivéssemos destinados a viver esse momento e mais, sinto que não tem como fugir de tudo isso.

After TimeOnde histórias criam vida. Descubra agora