Allison Narrando

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Saio do quarto dele e vou para o meu. Depois de alguns minutos ouço batidas na porta.

Natasha: Quer sair comigo?

Eu: Eu não sei se...

Natasha: Só para não ficar esse clima e porque gostaria muito da sua companhia. Por favor.- Ela pede com tanto carinho que não consigo oudizer não.

Eu: Sim.- Peguei a minha bolsa e fomos para seu carro.- Para onde vamos?

Natasha: Ao shopping, você vai adorar eu tenho a certeza.- Quando passamos os portões da mansão tive a sensação de estar sendo observada.

Eu: Será que é uma boa ideia?

Natasha: É sim. Olha, eu notei que você fica meio desconfortável quando estou no mesmo espaço que você e Enzo.- Coro.-Não precisa se sentir inferior a mim ou achar que penso mal de você por ficar no mesmo espaço que Enzo. Na verdade eu respeito muito você.- Não estou entendendo nada.

Eu: Eu só não quero atrapalhar ou parecer que estou tentando impedir a vossa relação.- Ela dá uma olhada em mim e depois volta a olhar para a estrada.

Natasha: Você se parece muito com minha mãe.- Seu tom de voz fica meio abalado.- Estava sempre disposta a ver o melhor das pessoas não importa quantas vezes a magoassem. Eu me arrependo por não ter ouvido suas palavras, hoje eu não estaria aqui.- As lágrimas escorrem em seu rosto. Será que ela também está sendo obrigada a casar com ele?

Eu: Você está sendo obrigada a casar com ele?

Natasha: Não.- Da um sorriso bobo.- Não estou sendo obrigada, eu acho melhor parar de encher o seu saco, você com problemas demais e eu aqui piorando as coisas.

Eu: Se quiser desabafar tudo bem.- Digo sincera.

Natasha: Acho melhor não.- Não quero parecer insistente então deixo ela em paz.

Chegamos a um shopping bem gigante e ela fica empolgada, acho que vamos sair carregadas de sacolas daqui.

        Guilhermo Narrando

Não não não, meu bem mais precioso não pode ter morrido. Minha pequena Maddison não pode ter morrido.

Depois que ela me contou que se casaria com Vicent fiquei com o coração na mão, não queria essa vida para minha filha, e agora, tenho que viver com esse vazio dentro de mim, nunca mais verei aqueles olhos azuis brilharem.

Já se passou um mês e não consigo me conformar com isso tudo, é muita informação para mim, mas tudo só aconteceu porque tive que me empenhar para pagar uma dívida maldita a uns cães do inferno, estava recebendo ameaças de morte contra Maddison e isso eu não podia permitir.

Lisa: Senhor, chegou uma carta para você.- Olhei para a sua direção abatido, provavelmente meus olhos devem estar vermelhos por conta do choro e estou defendendo a álcool.

Eu: Quem mandou essa merda?- Pergunto me levantando da cadeira e cambaleando em seguida.

Lisa: Não está identificada senhor.- Recebo a carta de suas mãos e abro em seguida.

Carta..

Eu sei quem matou sua filha e estou disposto a te ajudar se quiser se vingar.

Se sua resposta for sim liga para esse número. 97*******.

Quando li aquilo fiquei mais sério do que nunca. Minha pequena não tinha morrido por acidente mas sim propositadamente. Fiquei puto, só queria descobrir quem era o canalha que fez isso com ela.

Obrigada A Casar Onde histórias criam vida. Descubra agora