Deserto

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Oi meus amores, mais um capítulo quentinho para vocês ♥
Estou gostando tanto de escrever esse especial (apesar de pequenos surtos aqui e ali). Espero que vocês estejam gostando também! Aos poucos as peças vão se juntando e as respostas vão ficar mais claras.

Quero dedicar esse capítulo a uma pessoinha muito especial que está fazendo aniversário hoje, alguém que me aguentou durante quatro longos anos de surto, desespero, lágrimas e alegrias durante a faculdade. Um ser humano incrível e que eu espero poder ter ela ao meu lado por muitos e muitos anos. Gabi, feliz aniversário meu amor, você merece o mundo ♥

Sem mais, aproveitem ♥


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Mas estamos ficando sem tempo (tempo, oh)
Todos os ecos em minha mente choram

AURORA


A segunda dimensão não era tão surpreendente quanto a primeira. Exceto, é claro, pelo fato de ser desprovida de qualquer tipo de vida. Andaram por dias por entre as areias que pareciam infinitas até o que restou do que parecia ser uma enorme e, antigamente bela, árvore.

Quando botaram os olhos nos restos fúnebres pela primeira vez, a dupla sentiu os corpos se arrepiarem pelo reconhecimento: aquela era, ou fora, uma árvore divina. Eles se aproximaram com cuidado, ambos com suas armas empunhadas e prontos para ativarem as respectivas linhagens sanguíneas. Parecia que quanto mais chegavam próximo ao tronco seco e distorcido mais o ar sumia, sufocando-os naquela atmosfera podre e pesada.

Quando chegaram nos pés da árvore, Hinata ativou seu byakugan e, ao enxergar as raízes, os olhos claríssimos se arregalaram. A ninja quase derrubou suas ninjakens no chão. Ali, enterrado junto às raízes podres, jazia o que um dia fora um juubi e uma multidão de casulos que a Hyuuga sabia terem sido pessoas.

Aquela dimensão não tivera a mesma sorte da Terra.

Pequenos flashes da guerra passaram pela mente da perolada. Visões do gigantesco dez-caudas e a formação dos casulos que envolveram seus companheiros. O sonho – ou pesadelo – praticamente infinito que ficara presa por sabe lá Kami quanto tempo.

— Hinata? — A voz do companheiro fez com que ela saísse do pequeno estupor.

A Hyuuga desativou o byakugan e fechou os olhos com força, respirando fundo da melhor forma possível naquela atmosfera tão rarefeita, e guardou suas lâminas nas bainhas em suas costas antes de responder.

— De alguma forma... — Ela começou, a voz tão trêmula quanto suas mãos. — De alguma forma, existe um juubi enterrado ali, Sasuke... Junto a milhares de casulos... Os mesmos casulos...

Sasuke não precisou que ela completasse para entender. Aqueles casulos eram os mesmos que prenderam todos no Tsukuyomi Infinito durante a guerra. E aquilo apenas comprovava o que o último Uchiha suspeitava: os Otsutsuki eram um problema.

Running with the WolvesOnde histórias criam vida. Descubra agora