Qualquer um que prestasse um pouco mais de atenção era capaz de perceber o modo que ele olhava pra ela.
Desde o momento em que a viu pela primeira vez, ele soube que não teria olhos para mais ninguém.
Seus olhos eram azuis como o oceano, mas o seu b...
Depois da conversa que teve com Bash durante a madrugada, não pôde mais dormir, sua mente o levou a diversos cenários para seu futuro. O amigo era muito sabio e sempre parecia saber o que se passava em sua mente, mesmo que não dissese ou tentasse negar a si mesmo.
Para sua surpresa, em todos os cenários que sua mente, infelizmente pouco criativa, criou ele se via retorando a Anvolea e tinha uma ruiva de lindos olhos azuis implicando com ele por qualquer motivo. Anne, o que será que ela estaria fazendo? Será que sentiu sua falta, pelo menos a falta de ter alguém para competir com ela? Foram tantas aa vezes que repassou a despedida deles em sua mente.

De repente, pensou em um plano, e para isso precisava falar com Bash, mas estava confiante que o mesmo toparia. Tomou coragem e resolveu escrever para Anne.
Querida Anne, Como estão as coisas em Anvolea ? Espero que todos se encontrem bem, por favor dê meus cumprimentos a Marilla e Matthew. Tenho vivido muitas aventuras nessa viagem, pude conhecer lugares lindos guiado pelo meu novo amigo Sebastian, ou Bash, como gosta de ser chamado. Estou lhe escrevendo pois pretendo voltar á cidade para o Natal, e dessa vez vou ficar em Anvolea por escolha e não por obrigação.
Com carinho, Gilbert.
Espero que ela receba a carta a tempo, teremos mais um mês de trabalho no navio antes de retornar e poderiam juntar mais algum dinheiro.
Assim que terminou de endereçar sua carta, Bash apareceu.
- Carta, huh? Para sua amiga Anne?
- Na verdade sim, para avisa-la que estou retornando no Natal.
O semblante de Bash muda na hora. - Que ótimo Blythe, se eu tivesse escolha faria o mesmo.
- Quanto a isso, tenho uma proposta a lhe fazer. Gostaria que fosse meu sócio, tenho as terras e o pomar que meu pai deixou e não posso cuidar de tudo sozinho, não tenho familia, e nesse tempo trabalhando juntos, você se tornou um irmão para mim. Então o que acha?
- Blythe! Sócios de verdade? Eu adoraria, mas também não sei como cuidar de uma fazenda.
- Isso não é problema, podemos aprender juntos, além do mais, o senhor Cuthbert ofereceu ajuda e tem cuidado das coisas nesse tempo que estou fora.
》》》 ○ 《《《
- Solta ela Andrews!
Anne olhou para trás a procura de seu salvador.
Moody.
- Spurgeon, fala serio! Você vai defender esse lixo?
- Uma garota não deve ser tratada dessa forma. Você é um covarde, solta ela.
- Ta, ta, não tenho tempo para perder com isso.
Billy soltou ela e saiu apressado em direção a sua casa.
- Anne! Você está machucada?
- Não, você chegou bem na hora.
- Sorte a minha eu ter ficado um pouco mais para falar com a Miss. Stacy. Vamos eu te acompanho até em casa.
Pov Anne.
Como eu sou estúpida e ingênua, eu sempre tento ver o melhor nas pessoas, mas está claro que Billy Andrews realmente é podre. Se Moody não tivesse aparecido, não consigo imaginar o que teria me acontecido.
- Anne! Chegou uma carta pra você. - Marilla gritou da cozinha.
Uma carta? Meu Deus, eu nunca recebi uma carta!
- Estou indo.
Gilbert Blythe.
Por que esse garoto me escreveria uma carta? Depois de tanto tempo longe? Rapidamente ela abriu o envelope e leu a carta, e leu novamente mais 3 vezes.
- Gilbert está voltando para o Natal...
- Que notícia maravilhosa, que bom que o menino Blythe está bem. Anne, vamos convidá- lo para passar a ceia conosco, o que acha?
- Mas faltam somente 3 dias para o Natal Marilla, não temos nada preparado e olha meu cabelo horrendo! - falou desesperada.
- Ora, eu ja planejei jantares maiores nesse período de tempo querida. E eu não imagino porque seu cabelo poderia ser um empecilho. Amanhã cedo vamos ao centro comprar os ingredientes.
No dia seguinte foram atrás dos ingredientes que precisavam, e Anne estava animada, pediu à Marilla para fazerem torta de amora para sobremesa e ela foi atrás das amoras mais doces e bonitas para sua torta. Quando chegaram em casa elas iniciaram os preparativos dos pães e torta para o dia seguinte.
Foi muito dificil pegar no sono aquela noite, estava tão animada que não aguentava de ansiedade para a véspera de Natal. De repente lembrou de seu cabelo. Após um dos seus surtos de desespero tentou se livrar do ruivo e acabou ficando com os cabelos verdes e Marilla teve de corta-los bem curtos.
Abriu as gavetas a procura dos seus laços e testou varias formas de usa-los, mas não teve jeito, teria que aceitar que seus cabelos estavam curtissimos e o máximo que conseguiria era por o laço no topo da cabeça com o uma tiara.
Como foi dormir tarde, no dia seguinte acordou com Marilla gritando.
- Anne! Por Deus menina, acorde. Rachel veio para o café e disse que viu um movimento na casa dos Blythe, estou indo lá convidá-lo para a ceia. Olhe o forno por favor!
Ela levantou rapidamente, se trocou e desceu as escadas cuidar do forno, tudo deveria estar perfeito. Tinha feito alguns vasinhos de flores para decorar a mesa, e faltava alguns enfeites para a arvore de natal.
Ao pôr do sol, ela estava terminando de ajeitar o laço em seus cabelos, quando ouviu Matthew conversando com vozes diferentes. Vozes? Gilbert estava acompanhado? Desceu as escadas rapidamente e parou no último degrau, quando o vou.
Ele levantou do sofá assim que a viu.
- Anne...
- Gilbert.
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