Uma vaga lembrança

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-Senhor Lee que bom que está vindo com mais frequência, sabemos que é um homem ocupado mas isso é bom. Sua mãe fala muito do marido e do senhor também, tenho certeza de que ela vai gostar de vê-lo.

-Se ela se lembrar.

Taeyong disse com as mãos no bolso do sobretudo preto, andando nos corredores brancos daquele lugar acompanhado da enfermeira responsável pela sua mãe. Já tinha se passado quase uma semana desde que Ten foi embora de sua casa, deixou um vazio enorme em seu peito que estava derrubando seu orgulho e personalidade de "querer sempre estar certo." Se tornando alguém que via seu erro e que estava pagando por isso.
Entretanto Chittaphon tirou do platinado a vontade de continuar sua rotina compulsiva por trabalho, talvez tivesse haver com o fato de que tudo que envolvia seu trabalho levava ao coreano pensar no moreno. E mesmo em casa não deixava de pensar nele, sonhar com ele, até sua televisão nunca ligada tentou ser um tipo de passatempo mas filmes sempre tinham um romance há não ser que fosse terror e Taeyong sempre achou uma perca de tempo ver algo cujo seu final já era previsível.

Era difícil se distrair, se Ten não queria desculpa-lo o que iria fazer? Apenas desistiria e seguiria enfrente de alguma forma, deu uma quantia para que o tailandês ficasse se mantendo bem por um tempo mas não tinha notícias suas, sua mente estava tão aflita queria se desligar disso, mas não deixava de pensar nele e que solução viu melhor para si do que ver sua mãe e saber como ela estava.

A enfermeira olhou para ele e viu sua aparência cansada e pálida, não que o coreano já não fosse assim, mas seu tom de pele pedia por vitamina D e sua fisionomia mostrava que precisava dormir e comer algo saudável. Ela sorriu gentil e tocou seu braço para reconforta-lo.

-Senhor Lee, sei que a sua mãe tem dificuldade para lembrar de você as vezes por falar muito do marido. Mas tem dias que ela chora e diz ter saudades do filho.

Taeyong olhou para ela com a sobrancelha franzida, como podia? Sua mãe falava mais de seu pai quando ele vinha, o amor dos dois no passado seria tão forte ao ponto dela sempre se lembrar e esperar que ele chegasse de novo.

-Ela... fala de mim?

-Sim, soube que sua última visita também foi antes do natal, e quando passei no quarto dela ela disse que viu o marido, sei que foi você, mas ela me disse que veio e que tinha um rapaz loirinho de quem ela não se lembra o nome mas que ele era um doce. Ela tem uma memória confusa, há dias que ela não lembra de nada assim como tem dias que ela lembra que o seu pai faleceu e é como se ela estivesse tendo outro luto. Por isso é importante que venha, pode chegar um dia em que ela não se lembre que teve um filho entende?

Taeyong não soube o que lhe doeu mais naquele momento, sua mãe ainda ter se lembrado vagamente de Ten ou de um dia a mulher doce que ele amava não se lembrar mais dele. Concordou com a enfermeira e seguiram para os fundos do asilo onde tinha um jardim cercado por árvores, flores e bancos por todas as partes para que os outros pacientes se sentasse para tomar um sol de vez em quando.
Avistou a mulher de leves grisalhos no banco perto dos lírios sozinha olhando para longe perdida em pensamentos, Taeyong respirou fundo e foi até a que banco fazer companhia a ela.

-Mãe? -Perguntou hesitante com medo dela não se lembrar, mas quando ela deu aquele sorriso já soube que podia relaxar um pouco.

-Tae meu querido, você veio. Sente-se.

Assim ele fez no espaço ao lado dela e deu um longo abraço.

-Se sabia que vinha, seu pai disse que não vinha mais. Mas sabe como é um instinto de mãe.

-Claro que sei mãe, e vou vir mais eu prometo. Como você está?

-Eu vou bem, tem dias que estou cheia daqui queria ficar em casa com você e seu pai mas tudo o que essas mulher me dizem é não.

-Aqui é mais seguro mãe, e eu vou vir sempre que puder.

-Ja sei, você está em época de prova e seu pai viajando eu sei que não querem me deixar sozinha mas eu sei me cuidar.

-Eu sei que sim. -Taeyong sorriu tirando os cabelos do rosto dela e a mulher sorriu tocando a bochecha do coreano era bom ver o rosto do seu único filho.

-Alias, Tae onde está seu amigo... ou era namorado? Não me lembro, queria mostrar para todos aqui. Ele veio?

Foi como um soco no estômago, acertou em cheio. 

-Não, ele... Mãe eu e o Chittaphon terminamos. Bom ele terminou.

-Mas porque? Vocês eram lindos juntos.

-Eu fiz uma bobagem e ele não gosta mais de mim então deixei que terminasse.

-Ah Tae, não pode deixar que terminem por uma briga.

-Foi mais que uma briga mãe.

-Então peça perdão, seu pai e eu brigavamos e ele era cabeça dura e eu também, mas sabemos reconhecer quando erramos então ele vinha de noite em um terno preto elegante e um buquê de rosas brancas se ajoelhava na minha frente e pedia desculpas da maneira certa. -A mais velha sorria de orelha a orelha olhando para longe se recordando do marido com o coração quente e feliz. - Eu com o coração mole sempre aceitava as desculpas dele, mas porque ele sabia o que me dizer. E quando você souber você e seu namorado vão voltar.

-É mas não é só uma briguinha, foi mais do que pensa.

-Então é melhor você se desculpar logo, antes que não de tempo.

-Eu vou pensar ok?

- Por isso vocês adolescentes sempre estão se enrolando nos próprios problemas, é esse orgulho.

Taeyong sorriu, se isso fosse um problema de adolescente talvez não fosse tão complexo quanto ela pensasse. O celular do platinado começou a vibrar em seu bolso e na tela tinha o nome de Sicheng, Taeyong não queria atender ninguém mas disse para o chinês ligar caso fosse algo sério na empresa.

-Um minuto mãe.

Tae se levantou do banco para perto de uma árvore e atendeu antes que caísse a ligação.

Fale Sicheng... Sim eu estou ocupado, pode ser direto por favor? Amanhã? Não eu não vou amnh-...Que? Como assim? Ele fez o que? Estarei amanhã , as sete. E me mande esses documentos por e-mail. Obrigado, sim até amanhã.

Taeyong desligou com o sangue circulando por suas veias e a vontade de descarregar a raiva naquele desgraçado, respirou profundamente voltando até sua mãe para se despedir e ir para casa abrir o notebook e ler o que Sicheng havia lhe mandando junto com um pequeno levantamento que iria fazer na sua empresa nesse último período.




Tenso com T de Taeyong. Irra. Olaaaa tudo bem atualização relâmpago por que estava inspirada hehe. Podem me amar.

Seguinte, esse (possívelmente,) ou seja, não é uma certeza. Pode ser o penúltimo capítulo de Boss2:((( sim infelizmente estamos no final e então please não fiquem tristes pra mim não chorar ok? Sem comentário triste. Mas estamos no fim e uau o que será que aguarda esse Taeten? Não sei nem vocês então me aguardem até logo.

'Boss' 2 {TaeTen}Histórias para pegar e não largar. Descubra agora