ᴊᴏᴀᴏ ᴠɪᴛᴏʀ [ᴋᴏɴᴀɪ];;

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Vocês eram amigos não tinha muito tempo, Konai vivia ocupado com os trabalhos da faculdade dele e parecia que tinha esquecido de tudo. Você estava com seus amigos, o observando de longe de uma outra mesa no intervalo entre as salas. Ele parecia tão concentrado, você queria tanto conversar com ele, mas tem atrapalhá-lo... sinceramente, vocês nem eram tão próximos assim.

Você parou a música que escutava e tomou coragem pra ir dar umas palavrinhas com ele.

— Eu já volto... — você disse para os seus amigos e se distanciou da mesa. os olhares deles te seguiam, mas pararam assim que alguém voltou a comentar alguma coisa na mesa.

Você quase travava as pernas no meio do caminho, porque seus instintos sabiam das coisas que você sentia por ele.

— Oi...? — ele disse e você nem percebia que já estava ao seu lado. — Ah! Tudo bem? — ele finalmente te reconheceu.

— Oi Vitor. — você tinha chamado-o pelo apelido. — Posso sentar aqui? — você apontou pra uma cadeira ao lado da dele e ele apenas concordou com a cabeça. — Tudo sim e você?

— Eu estou bem, só um pouco enrolado aqui. — o menino deu uma risada leve se mencionando aos estudos.

— Entendi. Você precisa de ajuda em alguma coisa? — você perguntou com uma pequena preocupação.

— Na verdade preciso sim... a gente podia tirar um dia pra estudar juntos ou algo assim? Acho que eu preciso de uma aula completa.

— Podemos sim. — você sorriu, mesmo que aquela ideia te desse ansiedade. — Aqui meu número. — você anotou na última folha do caderno dele. — Marcamos o dia por lá.

[...]

Lá estava você na porta da casa do menino, ele tinha marcado num dia não tão bom assim. na verdade a culpa não era dele, sabe? é que o temporal não favoreceu. Você tinha pegado uma bela chuva.

— Meu Deus desculpa! — João abriu o portão o mais rápido pra você e te trouxe para dentro da casa com uma toalha na cabeça.

— Tá tudo bem... — a sua voz saía trêmula por conta do frio.

— Você não quer tomar um banho? Eu empresto algumas roupas, acho que vão te servir. — você concordou, não tinha pra onde fugir mesmo.

Ele lhe entregou uma toalha, algumas roupas que ele guardava e um desodorante em spray, porque todo mundo precisa mesmo. Te guiou até o banheiro da casa.

— Se acontecer alguma coisa pode me chamar okay? — e você notou que não tinha ninguém na casa, o que tornava meio constrangedor e um cenário até mesmo sexual...

— Okay. — você acenou com a cabeça e entrou lá dentro.

Tomou o seu banho no chuveiro alheio, aproveitando a água quentinha pra não sair dali com um resfriado ou algo do tipo. Também usou os produtos de cabelo do menino. Assim que você terminou o banho e se secou, pra finalmente poder se vestir percebeu que o garoto tinha esquecido de ter uma blusa.

— Ér... — você abriu a porta e falou pelas frestas. — Vitor! — ele parecia não te escutar. Então você catou as roupas e se enrolou na toalha, caminhando diretamente pro quarto dele. — Vitor... — ele levou um susto assim que te viu na porta, apenas com a toalha. — Você esqueceu uma blusa, posso vestir roupa aqui?

— Sim. Pega qualquer uma da gaveta ali. — disse e saiu rápido, logo fechando a porta assim que você entrou lá.

Você se vestiu rápido e pegou uma blusa aparentemente velha, que ele provavelmente não usa. Abriu a porta do quarto que ele pudesse entrar. — Ei. — o olho do outro lado mexendo no celular. — Vem... — o menino entrou e passou a ter encarar enquanto sentava na cadeira da escrivaninha, esperando você, então, com rapidez você imitou ele.

— Gostei das minhas roupas em você, parece que ficaram muito melhores do que em mim. — ele sorriu. Você não sabia o responder por pura vergonha e João entendia isso. Os dois resolveram começar a estudar logo, no caso você explicando o conteúdo e passando revisão pro garoto. E vocês ficaram algumas horas assim.

O Vitor fazia um dos últimos exercícios que você tinha passado pra ele. ele realmente parecia ser muito esforçado e você apreciava isso, até porque ele bem atraente quando parecia se fixar em alguma coisa.

— Eu estou meio cansado... — você ouviu um resmungo dele e automaticamente passou a encarar a sua boca e todos os detalhes do seu rosto.

— A gente pode dar uma pausa. — você sorriu. — Uns 20 minutos, que tal? — o menino concordou e passou a sentar na sua cama.

A verdade era que ele nem estava tão cansado, só queria tirar o clime de nervosismo de cima de você, porque ele tinha noção dos seus pensamentos, dos seus olhares e as suas reações.

— Ei. — te chamou pelo nome. — Por que você não consegue parar de encarar a minha boca...? — e naquele exato momento você se encontrava em choque e sem reação, sem resposta alguma.

— Eu... — o menino te encarava fixamente, querendo tirar alguma coisa de você. — eu não sei. — e a última parte saiu como um sussurro.

— Na verdade, eu acho que eu também não consigo parar de encarar a sua. — e ele passou a sentar no mesmo lugar de antes. — Deixa eu testar um negócio, hm?

— Deixo. — o respondeu, esperando qualquer coisa.

João te segurou pela sua nuca, os dedos frios dele arrepiavam os fiozinhos do seu pescoço e aquele era gostoso de se sentir. Ele foi preciso e deixou a boca dele contra a sua, assim formando um beijo, aos poucos você foi se acostumando com a ação repentina. Ele pedia passagem com a língua, o que fazia aquilo deixar se ser um selar pra um beijo cheio de sentimento. Vocês se levantaram juntos, a língua dele se enrolava na sua e deixava o beijo mais luxuriante. Acabaram caindo na cama macia juntos, esquecendo de estudos, faculdade e tudo mais.

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