Noé, E Seu Segundo Perdão

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Fazia dois meses da morte de sete alunos, mortos por um cara que entrou na escola e matou a eles e foi embora e ninguém nunca encontrou.

E agora, uma garota estava na frente da sala em pé, no mesmo lugar onde ele estava antes de atirar e ir embora.

Noé, está sendo apresentada pela professora e diretor para todos na sala, já que estudará o resto do ano conosco.

Seus cabelos encaracolados exaltava seus olhos castanhos claros, que por sinal fazia de sua pele parda admirada. Meus pequenos pensamentos de como uma garota era bonita, foi cortado por sua própria voz.

- Bem... Desculpe me, mas eu queria pedir a todos um minuto de silêncio com os olhos fechados. _ acho eu, que era o único com o cenho franzido, assim que ela começou a remexer em sua bolsa que estava sobre um dos ombros e escondeu algo dentro da manga de seu moletom. _ Eu queria aproveitar a presença da diretoria aqui e pedir também para me gravarem, enquanto falo algo.

Foi engraçado o olhar de todos sobre todos a sua volta. Alguns antes da permissão, já tinha retirado seus celulares e gravavam a menina que parou uns segundos para respirar antes de continuar.

- Eu já pedir coisas demais hoje. Mas... Peço o perdão de todos, mesmo sabendo que minha alma irá para o inferno ou qualquer coisa que vocês queiram chamar. Pois, eu Noé da Silva Malta, admito e digo a todos que matei os sete alunos desta escola e peço perdão a todos.

Ao final de sua falar, sem dá chance para que processarem o que foi dito, ela levantou tão rápido sua mão esquerda e cortou com tanta força seu pescoço com um estilete, que o sangue voou para todos os lados indo de encontro ao chão seu corpo convulsionando, e sua cabeça se sobressaindo de seu corpo de origem para perto dos pés da professora ali presente.

Uma cena traumatizante, que fez com que todos ficassem sem mexer um músculo. Como se, ficassem parados aquilo sumisse de suas mentes e vidas, e daquele chão.

Alguns piscavam os olhos rápido demais, outros abriam e fechavam a boca afim de algo de que não conseguiram, mais outros fechavam os olhos com força, e aqueles que estavam gravando...

Bem... Aqueles que estavam gravando sua respiração era pesada e barulhenta demais para uma sala em silêncio.

E acho que foi por isso que minha voz saiu alta demais, e fez o caos se instalar.

O que eu falei? Nada demais. Mas o suficiente para que o cérebro de todos vinhes-te a funcionar em modo hard.

- EU TE PERDOO.

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