08. The Asylum, Part 2.

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Hope Wayne's Point of view.

Acordei em um lugar totalmente desconhecido para mim, uma sala minúscula que recebia muito pouco a luz do sol.

Meu corpo estava deitado no chão frio, e por mais que eu o esforçasse na intenção de me levantar, não adiantava.

Eu não conseguia me mexer.

Apoiei meu cotovelo no chão e tentei mais uma vez, e com muito esforço, e uma dor horrível, consegui me sentar.

Minha cabeça latejava a cada virada que eu dava e minha visão ficava turva uma ou outra vez.

Levei minha mão até a parte de trás

Minha mente viajou no passado até os meus quatro aninhos de idade, pouco antes da minha mãe morrer.

Me lembro que a noite estava fria, e não demorou muito até começar a chover, os trovões e os relâmpagos me assustavam.

Não consegui dormir nada naquela noite, e me lembro também que uma hora depois da chuva começar, ouvi as cordas do piano formando uma melodia suave e logo depois ouvi a voz doce e calma da minha mãe cantarolando a nossa música.

Me lembro de chutar os cobertores pra fora da cama e sair correndo do quarto, descendo as escadas com cuidado e me aproximando da sala de estar.

Vi minha mãe sentada ao piano tocando as teclas com tanto amor. Seus cabelos louros ondolados estavam soltos e bem penteados, sua camisola de veludo azul arrastava no chão, lhe dando um ar mais chique.

Me aproximei em passos lentos de onde ela estava e me apoiei no piano, ficando em frente a ela.
Ela parou imediatamente de tocar e suas mãos macias tocaram as maçãs do meu rosto.

- O que foi, minha Princesinha?

- Não consigo dormir.

- São os trovões? - Acenti.- Está com medo deles? - Acenti novamente.

Uma risadinha escapou dos lábios dela, ela me olhou por um breve momento e depois chegou para o lado, abrindo um pequeno espaço para mim no banco ao seu lado.

- Eu também tinha muito medo dos trovões quando era pequena, sabia? Ainda tenho, na verdade.

- É sério? - Cecília acentiu, colocando uma mecha do meu cabelo avermelhado atrás de minha orelha. - Mas você não parece estar com medo agora.

Cecília riu.

- Pode acreditar, eu estou morrendo de medo...mas descobri um jeito de espantar esse medo, você quer saber qual é?

Balancei a cabeça positivamente várias vezes e me lembro de ter me agarrado a ela ao ouvir outro trovão do lado de fora.

Me lembro de ouvir sua risada e de sentir ela me abraçar de volta, logo me pegando e me colocando sentada em seu colo, me dizendo para prestar atenção.

Derrepente, uma melodia desconhecida para mim começou a ser tocada no piano e logo a voz dela se fez presente junto a melodia.

Our Only Hope (Titans) Histórias para pegar e não largar. Descubra agora