Maratona, né minha filha?
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Já se passou mais de um mês, que tudo aconteceu. Nessas quatro semanas, não aconteceu nada demais.
Quase todo dia Billie vinha me pedir desculpas pelo ocorrido, talvez ela tenha realmente se arrependido, ou apenas queira que eu acredite que ela está arrependida para então me machucar mais uma vez. As vezes eu penso que a morte é melhor do que ficar nessa casa, mas se eu morrer, o que será da minha irmã, quem irá protege-la, se bem que esses últimos tempos eu não tenha ajudado muito.
Eu fazia minhas refeições no quarto, e me recusava a sair, mas aparentemente à dois dias a Eilish se encheu o saco e decidi-o que eu só iria comer se eu saísse do quarto, ou seja, eu não como a dois dias. Eu não senti muita falta, até agora.
Sai do quarto com cuidado para não acordar ninguém. Era meia-noite e meia e acredito que todos devem estar dormindo.
Desci as escadas e fui até a cozinha, ela estava escura mas eu escutava uma voz fina e desconhecida por mim. Tinha uma garota ali, cabelos escuros e cacheados, ela era alta usava um salto extremamente alto, usava uma roupa, na verdade, não era exatamente uma roupa.
Acendi a luz fazendo a garota olhar para mim. Não era uma ladra, eu sei por causa das roupas que ela uusava ou não usava. Uma lingerie rose que ficava muito bonito em contraste com sua pele negra.
- O que está procurando? - Perguntei na porta.
Ela abriu um das gavetas e pegou uma colher de madeira e apontou para mim.
- Quem é você?
- Sophie, eu moro aqui, não que eu tenha muita opção.
- A O'Cornell falou sobre você. - Ela colocou a colher na bancada. - Ela está mal porque você está mal com ela.
- O que você está procurando? - Perguntei seca ignorando o que a garota havia dito.
- Ela me disse para procurar uma garrafa quadrada com líquido marrom, mas eu estava procurando o interruptor.
- Do lado da porta.
- E você? O que faz aqui?
- Estou com fome. - Respondi indo até um armário, pegando a bebida da qual ela estava falando.
- Você é muito bonita.
- Obrigada, aqui está a sua garrafa. - Falei entregando a garrafa.
- Tem gelo?
- Geladeira. - Ela assentiu e pegou uma das taças que ficava a mostra.
- Ela me falou bastante sobre...
- Por que está demorando tanto? - Falando do diabo, a sua voz veio de trás de mim. - Ahh, finalmente vai comer algo, achei que teríamos que enfiar goela a baixo em você.
- Perdi a fome. - Falei tentando ir de volta para o meu quarto, mas fui impedida na porta, por ela.
- Não se preocupa, não quero que morra de fome.
- Talvez morrer não seja uma ideia tão ruim. - Falei me soltando de sua mão.
Meu braço ficou um pouco avermelhado onde ela havia segurado.
- Sophie, volta aqui. - Ela falou um pouco mais alto, mas eu a ignorei, o que fez com que ela gritasse. - Sophie, volta aqui, caralho.
- Eu te odeio, Eilish. - Gritei e corri até o meu quarto.
Entrei no meu quarto batendo a porta. Escorreguei na porta sentindo ela ser empurrada para frente alguns segundo depois.
- Sophie? - A voz rouca da minha irmã se fez presente.
- Charlotte? - Falei saindo da frente da porta.
- O que aconteceu? - Ela perguntou me abraçando no chão.
- Ela é uma filha da puta.
- O que ela fez desta vez?
- Ela é uma idiota.
- O que...
- Nada. - Falei me levantando. - Eu estou bem, eu... - Não terminei de falar, eu não queria que ela ficasse preocupada comigo.
- Você...
- Vai dormir, está tarde.
- Mas...
- Vai dormir, me obedece, eu estou bem.
Ela apenas assentiu e saiu do quarto me deixando sozinha, sozinha com a minha mente. Me deitei na cama, era uma noite nublada, não conseguia ver a lua, muito menos as estrelas.
[...]
Era manhã, e eu estava voraz, eu precisava comer, ou iria desmaiar de fome. Eu estava tentando me sustentar com os doces que eu e minha irmã havíamos comprado, mas era extremamente difícil me sustentar com besteira.
Coloquei uma calça de moletom cinza e uma blusa cinza e azul claro.
Desci as escadas encontrando minha irmã e Billie sentadas em silêncio na mesa comendo. Assim que Billie me viu sorriu e disse:
- Parece que alguém decidiu comer. - Falou em tom de brincadeira.
Eu à ignorei e me sentei no meu lugar, que infelizmente fica ao lado de Billie. Me servi de panquecas recheadas com creme de avelã e chocolate. Colocando suco de laranja no copo em minha frente.
- Bom dia. - Ela falou tentando puxar assunto. - Eu não queria que você conhecesse Mera assim.
- A prostituta da cozinha? - Perguntei atraindo o olhar de Billie e Charlotte.
- Por isso que... - Minha irmã começou.
- Não. - Falei curta e grossa.
- Por isso que? - Billie falou tentando incentivar a minha irmã a terminar.
- Eu fiquei brava porque estava com fome e eu não consegui comer. - Falei nervosa.
- Ninguém te impediu de comer.
- Não queria ficar perto de você e a puta alugada.
- Ela não... Não vou discutir. - Billie falou encostando no encosto da cadeira.
O almoço passou no resto em silencio, ninguém quis começar um assunto. Então almoçamos com um silencio, que não era desconfortável, pelo contrario era bom.
Quando acabou o almoço subi para o meu quarto, me trancando no mesmo. Por mais que minha irmã dissesse que queria ficar comigo, eu preferia ficar sozinha, na minha varanda lendo um livro.
Comecei a ler um livro de romance de época qualquer, enquanto observava as casas a abaixo, minhas pernas jogadas sobre a poltrona.
O céu sem nuvens era lindo, totalmente azul, olhei a minha volta vendo os muros que cercavam a casa, eu tive uma ideia, e se der certo, eu prometo a minha irmã que eu volto para salva-la.
Vota se não eu não volto
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That's fire
RomanceSophie, filha de um empresário, recentemente falido. É obrigada a se mudar junto de sua irmã, para Los Angeles. Sair do frio, para o calor. Sair da vida pacata, para ser de alguém. Contém BDSM, se você não gosta, por favor, não leia os hots.
