Josh finalmente desligou o computador depois que todo o trabalho estava feito. Seu pai ainda estava presente, sentado no sofá ao lado de uma estante e próximo a sua mesa.- Seu aniversário de vinte anos está próximo, se sente pronto para assumir a empresa? - o alfa mais velho perguntou casualmente, não eram mais homens de negócios e sim apenas pai e filho.
Josh sempre o admirou desde pequeno, tinham uma boa relação e ele era um homem em quem tentava se espelhar.
- É para isso que tenho me preparado por todos esses anos, não?
- Certo. - ele riu pelo tom de brincadeira do filho. - Estava pensado em tirar umas férias assim que você tivesse tudo sob controle, sempre quis conhecer o México.
- Parece ser uma boa ideia, o senhor precisa relaxar.
- Não só eu como sua mãe, sinto que ela pode explodir a qualquer momento.
- Eu que o diga... - murmurou coçando a nuca, seu pai riu.
- Ela só está nervosa com todas as mudanças que vêm acontecendo. Seus vinte anos, minha aposentadoria, este ômega.
- Ela comentou algo sobre Noah?
- Apenas que não confia nele. Apesar do rosto adorável que ele tem, ela insiste que o pobre ômega é capaz de te esfaquear pelas costas.
- Mamãe me estressa tanto as vezes. Aquele ômega não mataria nem uma formiga, o senhor entenderia se tivesse o visto quando fui buscá-lo. Ele parecia tão frágil e chorou como se estivesse o levando para a morte, sentia medo até do som do meu suspiro.
- Pude ver uma amostra disso no quarto das meninas, o cheiro do nervosismo dele foi notável quando entrei.
- Gostaria que ele confiasse mais em mim.
- Não entendo porque precisa da confiança dele, o garoto é seu...
- Servo, eu sei... Dona Úrsula tem repetido isso em cada conversa que temos. - tomou uma respiração mais funda, passando a mão pelos cabelos. - Só não queria que tivesse que ser assim.
Ron o avaliou por alguns segundos antes de voltar a falar.
- Sua mãe me contou sobre sua aversão a situação desde o início, se for de sua vontade, sabe que pode devolvê-lo.
- Aí que está a questão. De algum jeito sinto que Noah está melhor aqui, os pais dele agiram com tanto descaso, apenas se importaram com o dinheiro.
Seu pai ficou quieto, então continuou.
- Eu apenas queria que as coisas não fossem assim, não acho justo que ômegas não tenham poder de escolha em suas próprias vidas. Sina e Sav podem ter um bom relacionamento com seus alfas, mas sei que elas gostariam de ter vivido um romance e realmente conhecer bem a pessoa com quem se casaram. Sei que elas sentiram tanto medo quanto Noah ao serem entregues para alguém que não conheciam. Só... Não é justo. Pelo menos para mim, não é.
Ron se levantou parando ao lado do filho e pondo uma mão em seu ombro.
- Infelizmente é assim que as coisas funcionam, filho. Mas não o julgo por pensar diferente, você tem esse direito.
O mais novo sorriu pelo tom reconfortante do outro.
As vezes parecia que sua mãe era uma alfa e seu pai um ômega.
- A única coisa que pode fazer, na verdade, é tratar esse ômega com respeito, já que se importa tanto.
- Obrigado. - estava realmente agradecido, um pouco de compreensão era muito bem vinda.
∆∆
Josh sorriu observando Noah interagir com os cozinheiros. Ele estava aparentemente os ajudando com o jantar.
Teve certeza que não era visto, ficando um pouco atrás da parede. Sentia que estava criando o hábito de vigiar o ômega.
O moreno mexia nas panelas e picava algum legume conforme os outros empregados pediam. Eles sorriam para ele e elogiavam suas habilidades e truques.
Já fazia uma semana desde sua compra, e pouco a pouco todos se afeiçoavam ao doce ômega, que era sempre gentil e prestativo com todos. No dia anterior tinha escutado a conversa de duas empregadas que diziam sobre como a presença do ômega era calmamente.
E concordava com elas. Pegava até mesmo a si próprio reparando nele mais do que o "normal".
Noah agia mais como um empregado comum do que como seu servo. Ele limpava e agora até mesmo cozinhava, não importa se a atividade envolvia Josh ou não.
Não estava incomodado com isso, na verdade. Gostava que ele não se sentisse preso a si e não se condicionava a estar.
Apenas queria que ele se sentisse o mais livre possível dentro da mansão.
Escutou a risada dócil de Noah e voltou a olhar de seu esconderijo. Ele tinha a ponta do nariz suja de algum molho, provavelmente arte de algum dos cozinheiros. Ele se limpou ainda entre risadas e Morgana, uma senhora que fazia as mais deliciosas comidas disse que já estava quase tudo pronto e que ele poderia ir, se quisesse.
O ômega falou mais algumas coisas que não entendeu e tirou o avental, para sair da cozinha.
Se afastou da porta, esperando o ômega sair para fingir estar apenas passando ali por acaso.
Noah pulou quando deu de cara consigo, não esperando o alfa naquele lado da casa.
- Hey! - exclamou meio sem jeito.
- Josh, não esperava vê-lo por aqui! - o ômega sorriu com as bochechas avermelhadas.
- Ah... Eu só vim... Eu ia... Perguntar para a Morgana! - acabou não fazendo sentido nenhum e o menor riu de seu embaraço.
- Perguntar... O quê? - levantou uma sobrancelha ainda sorrindo.
- Sobre... O jantar? - pareceu mais uma pergunta do que uma afirmação.
- Certo. - sorriu mais um pouco. - Precisa de algo mais?
- Não, eu vou... Falar com a Morgana, então. - apontou para a cozinha.
- Até mais, Josh. - o ômega passou por si, deixando seu perfume suave enquanto seguia seu caminho até seu quarto.
- Até...
Respirou o máximo que pôde o odor agradável antes de voltar para seu próprio quarto, tão distraído que não percebeu que o ômega via que ele não iria falar com Morgana coisa nenhuma.
Noah respirou fundo, obrigando seu coração a se acalmar. Depois riu do jeito bobo do alfa.
Josh com certeza não era como tinha imaginado que seria.
Josh apaixonadinho iti malia
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𝐏𝐨𝐨𝐫 𝐎𝐦𝐞𝐠𝐚 •𝐍𝐨𝐬𝐡 ✓
Romance𝘜𝘮𝘢 𝘴𝘰𝘤𝘪𝘦𝘥𝘢𝘥𝘦 𝘰𝘯𝘥𝘦 𝘰̂𝘮𝘦𝘨𝘢𝘴 𝘥𝘦 𝘧𝘢𝘮𝘪́𝘭𝘪𝘢𝘴 𝘳𝘪𝘤𝘢𝘴 𝘱𝘰𝘴𝘴𝘶𝘦𝘮 𝘶𝘮 𝘧𝘶𝘵𝘶𝘳𝘰 𝘱𝘭𝘢𝘯𝘦𝘫𝘢𝘥𝘰, 𝘤𝘰𝘮 𝘣𝘰𝘯𝘴 𝘢𝘭𝘧𝘢𝘴. 𝘗𝘰𝘳𝘦́𝘮, 𝘰̂𝘮𝘦𝘨𝘢𝘴 𝘱𝘰𝘣𝘳𝘦𝘴 𝘴𝘢̃𝘰 𝘷𝘦𝘯𝘥𝘪𝘥𝘰𝘴 𝘤𝘰𝘮𝘰 "𝘢𝘯𝘪𝘮𝘢...