🍼Capitulo 6🐝

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Mais um 🤭🥰

Noah

— Milla ? — Chamei por ela e não obtive resposta.
 
  Adentrei o nosso quarto. Sim, nosso. Eu ainda não tinha feito um quarto pra ela, quero que fique perfeito e vai levar algum tempo. Mesmo depois de pronto eu quero que ela continue dormindo comigo, me acostumei a dormir agarradinho com a minha bebê. Eu fico sentindo seu cheirinho de bala.

  Milla estava desenhando em uma folha. Ela estava concentrada, sempre era assim quando ela estava fazendo algo do tipo. Já era fim da tarde, ela estava sentada no banco que tem na janela, tentando aproveitar a luminosidade natural. Seus cachos estavam presos em um coque despojado e sua mão pequena deslizava precisamente com o lápis. Os raios dourados a deixavam ainda mais perfeita, não existem dúvidas de que eu estou completamente apaixonado por essa garota. 

— Oi amor. — Me sentei ao seu lado e ela se recostou em mim. — Eu te chamei e você não respondeu.

— Diculpa, tava desenhando. Ficou bonito, Daddy? — Ela me mostrou um desenho com um farol e o mar batendo nas pedras. Era tão realista, mesmo que fosse em preto e branco.

— Está perfeito. Minha menininha é muito talentosa. — Falei orgulhoso e ela gargalhou.

— Bigada! — Me deu um beijo na bochecha. — Pu que chamou a baby?

— Quer ligar pro seu pai ? — Perguntei e vi seus olhos brilharem. Ela está com saudade.

— A Milla podi ? — Eu assenti. — Então eu quelo.

  Eu peguei meu celular no bolso e fiz uma chamada de vídeo para o Rafael. Demorou um pouco, mas ele atendeu. Eles tinham horários na clínica e agora era o momento em que ele teria acesso ao aparelho.

— Oi, Filha! — Ele disse sorrindo. — Como você está? Estou com saudades!

Rafael já está há cinco semanas na clínica de reabilitação, pois é, faz um mês e uma semana que eu estou aqui com a Milla. Rafael parece um novo homem! Cortou o cabelo, fez a barba, e o mais importante, está lutando com o vício.

Eu sentia raiva dele, ainda sinto um pouco, mas ele está tentando mudar pela Milla e eu admiro isso. Eu entendo o que ele disse sobre como ficou quando perdeu a mãe da minha menina, não sei como ia ficar se perdesse a Milla. Eu fico feliz que ele esteja melhorando agora, ele é uma boa pessoa, apenas não soube lidar com a perda. Pelo que eu sei, ele nunca sequer gritou com a filha, mesmo bêbado. Isso só prova que a bebida nunca é desculpa para um comportamento abusivo ou agressivo.

— Tô bem! O Daddy cuida muito bem de mim! — ela abriu um sorriso lindo. — Pai! Olha o que a Milla fez! — Ela mostrou o desenho ao pai e ele sorriu emocionado. Seus olhos ficaram marejados. — É onde o papai conheceu a mamãe!

— Ah querida! Está perfeito, muito obrigado! Você conseguiu imitar perfeitamente a fotografia lá de casa. — Ele alegou surpreso.

— A mamãe semple mostrava pra Milla. — Minha baby sorri, mas algumas lágrimas rolam por suas bochechas. — Ela faz falta.

— Faz sim, mas eu sei que ela tem muito orgulho de quem você é. — Ele disse e até eu me emocionei.

— Obrigada pai. — Ela agradeceu. — Queria ir te visitar.

— Oh não, ainda não. Quero estar cem porcento quando você me ver da próxima vez, quero que sinta orgulho de mim. Eu quero sentir orgulho de mim. — Ele falou firme e ela assentiu.

Ficamos conversando com o Rafael por mais algum tempo, a Milla sorriu muito e isso não podia me alegrar mais. Eu não aguento ver ela triste, nunca conversamos sobre o que aconteceu com a mãe dela, mas eu sei que quando ela precisar vai se abrir comigo.

My little BeeHistórias para pegar e não largar. Descubra agora