🍼Capitulo 13🐝

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Maratona 4/5

Noah

  Essa semana a Milla está estranha, não está tão animada como normalmente. Eu tentei perguntar, mas ela desconversou, resolvi não forçar. Hoje eu teria que ir trabalhar e a Milla tinha faculdade. Já fazia um mês que ela havia começado as aulas de artes e estava amando.

— Honey! — Ela estava chorando quando voltei para o quarto. — O que foi?

Ela não me respondeu, continuou a chorar. A peguei no colo e tentei acalma-la. Peguei a Malu e a sua chupeta favorita de abelhinha. Ela se agarrou a mim como é fosse desaparecer. Acho que ela regrediu, mas ela não estava em seu período menstrual e nem nada...Então qual o motivo?

— Calma bebê. Eu estou aqui, está tudo bem. — Ela foi se acalmando aos poucos e agora só fungava.

  Sai do meu quarto e andei até o dela. Eu teria que avisar aos meninos que não posso ir na empresa hoje. A coloquei sentada perto da tenda com vários bichinhos, fiz menção de me afastar, mas ela engatinhou até mim e segurou minha perna. Ela me olhou com os olhinhos cheios de lágrimas, as mãos pequenas segurando a barra da minha calça.

— Dada! — ela choramingou.

  Suspirei e a peguei no colo, ela foi rápida em segurar a minha blusa. Peguei meu celular e avisei aos meninos, Dan disse que iria trocar comigo. Resolvi descer e pedi para a cozinheira fazer uma vitamina para a Milla. Tomei café e dei a vitamina a ela, de início a mesma recusou mas eu insisti.

  Eu estava sentado no sofá com ela vendo um desenho estranho de duendes e fadas, acho que se chama Ben e Holly. Meu celular começou a tocar, vi que era o número da clínica de reabilitação, era o número que o pai dela usava para ligar.

— Alô? — Atendi.

— Oi, Noah. Eu liguei para saber como as coisas estão. Está tudo bem ? — Ele indagou preocupado.

— Bem, hoje a Milla regrediu. Está tudo bem mas eu não sei o motivo. — Expliquei e escutei ele suspirar.

— Eu sei. Está semana é o aniversário de morte da Eliza, a mãe dela. Isso ainda afeta muito a Milla então ela deve ter regredido pelo estresse ou pela tristeza mesmo. — Ele explicou e eu olhei para a menininha no meu colo que prestava atenção na televisão.

— Ela não me contou sobre. — Murmurei.

— Não se sinta mal com isso, tenho certeza que ela iria contar quando estivesse pronta. — Eu concordo. — Enfim, pensei que talvez vocês pudessem vir me visitar.

— Claro! Ela iria adorar, talvez ela se sinta um pouco melhor em te ver.— Afirmei.

— Eu estou com saudades dela, obrigado, Noah. Tenho que ir.

— Tudo bem. Tchau. — Me despedi e desliguei o celular.

Apertei mais a minha neném contra meu corpo e beijei seus cachinhos. Ela me olhou e sorriu fraco. Resolvi dar um banho nela, separei uma roupa, fui com ela no colo até o banheiro e enchi a banheira. Prendi seu cabelo para não molhar.

— Vamos tomar banho, bebê? — Tirei sua roupa e a coloquei na água. Milla bateu as mãos na água rindo. — Que bebê bagunceira.

Dei banho nela enquanto a mesma brincava com os brinquedos que eu tinha colocado na água. Ela chorou para sair do banho, mas consegui a distrair com a Malu. Coloquei nela um body azul com estampa, sua chupeta de sereia e uma fralda.

— Você fica quietinha para o Daddy trabalhar? — Fui para o escritório

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— Você fica quietinha para o Daddy trabalhar? — Fui para o escritório. Sentei na cadeira com ela no meu colo.

  Apoiei o tablet na mesa e coloquei um desenho no volume baixo, para não me atrapalhar. Ela ficou quietinha com a girafinha nos braços e a chupeta, além de estar com a mãozinha segurando a minha roupa. Liguei o computador e comecei a trabalhar.

○○○

  Acordei e vi que a Milla não estava na cama. Levantei meio sonolento e fui até onde suspeitei que ela estaria. Escutei uma música tocando no estúdio e confirmei as minhas suspeitas quando entrei no local. 

Estava tocando "Say Something" . Milla estava parada em frente à tela de uma mulher, eu já sabia quem era, elas eram muito semelhantes. Me aproximei e toquei seu ombro, ela se virou e seu rosto estava banhado em lágrimas. Me abaixei, passei meus braços ao seu redor e ela abraçou fortemente a minha cintura, minha blusa ficou molhada por suas lágrimas. Eu apenas acariciei seu cabelo e a deixei chorar, aliviar a dor.

  Eu só queria poder pegar a dor dela para mim, não deixar que ela sofresse tanto. A apertei contra meu corpo e observei a quadro que ela pintou da mãe há semanas atrás, ela sentia muita falta dela.

○○○

— Noah, eu quero te contar. — Sua voz soou rouca por causa do choro.

  Estávamos sentados no seu estudio. Eu estava encostando nas janelas com ela entre minhas pernas, sua cabeça apoiada no meu ombro e nossas mãos entrelaçadas.

— Não precisa, eu posso esperar. — Acariciei o dorso da sua mão com o polegar.

— Eu preciso. — Ela suspirou. — Há alguns anos eu estava com a minha mãe em casa, meu pai estava trabalhando. Minha mãe tinha parado de trabalhar, eu não sabia o motivo, apenas estava feliz por ter ela em casa. Eu subi para pegar alguns desenhos para mostrar a ela mas quando eu desci eu a encontrei desmaiada na cozinha. — Ela apertou as minhas mãos. — Eu a chamava e ela não respondia, estava pálida. Eu tentei de tudo mas não adiantava, meu pai chegou em casa e nos viu. Ele chamou a ambulância mas ela já estava morta quando chegou no hospital. Meu pai me explicou que ela estava bem doente, mas que ela sempre se esforçava para não me deixar perceber....Eu não sabia, Noah. Não sabia que meu tempo com ela estava contado, se soubesse eu teria aproveitado mais, cada segundo.

Ela volta a chorar e eu a abraço por trás. Beijei sua testa. Fiz ela me olhar, seu olhar tão frágil me deixou aflito.

— Milla, eu sinto muito. Não tem nada que eu possa dizer para amenizar a sua dor, mas quero que saiba que vou estar sempre aqui. — Ela confirmou com a cabeça.

— Eu sei.

○○○

— Vai até ele. — Encorajei ela.

  Viemos visitar o Rafael hoje na clínica. Disseram que ele estava no jardim, agora a Milla está encarando o pai.

— Vem comigo. — Ela estendeu a mão para mim.

Andamos até onde ele estava. Ele parecia outro homem. As olheiras sumiram, a barba e o cabelo estavam feitos, ele sorria. Quando ele viu a Milla esse sorriso se ampliou ainda mais.

— Querida! — Ela o abraçou fortemente. Ela beijou a bochecha do pai.

— Pai, a Milla estava com saudade! O senhor está incrível! — Ela afirmou sorrindo.

— Também senti sua falta. Falta pouco para que eu saia daqui, vai ser ruim não ter sua companhia em casa. — Ele falou enquanto acariciava a bochecha da filha.

— Isso não vai ser um problema se o senhor aceitar a minha proposta. — ele me olha confuso e a Milla sorri. — Eu tenho um condomínio residencial perto da minha casa, são prédios então o senhor teria que morar em um apartamento, mas estaria mais perto da Milla.

— O que acha ? — Milla questionou. Seus olhos brilhando em expectativa.

— Não sei se posso aceitar...Isso é muito.

— Se for para ver a Milla feliz, então não, não é. — Eu respondi e ele concordou com a cabeça.

— Ebaa!! — Milla pulou abraçou o pai.

  Ele falou um "obrigado" sem som e eu apenas acenei com a cabeça. Ele resolveu tentar ensinar a Milla a jogar xadrez, eu ri horrores da minha baixinha perdendo.

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Esse capítulo acaba comigo 😭. Eu amo o jeito que o Noah cuida da Milla, é tão lindo.

Votem e comentem bastante para o próximo! Espero que tenham gostado. Beijos 😍

Até o próximo capítulo.

My little BeeHistórias para pegar e não largar. Descubra agora