Capítulo 51 - A história completa

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(Part.2)

Chegamos e estavam todos lá. Isso que é vida.

Saímos do carro e olhamos todo mundo alí. Infelizmente o Nano foi desobediente pra um caralho e foi junto. A Sarah correu e foi abraçar ele.

Como eu queria isso agora.

- Vamo entrar na van, depois eu explico a vocês.

Entramos e o pai do Miguel começou a dirigir.

Agora começa a merda.

O Miguel, a Sarah, o Nano e o Pietro sentaram do lado do motorista. E eu e os outros sentamos atrás todo mundo misturado. Sentei de frente pra eles e virado de costa pro motorista e pro banco da frente, porém eles podiam me escutar e eu podia escutar eles.

- Eu sei que todos vocês me odeiam, mas eu preciso explicar o porque que a gente tá aqui. - digo.

- Precisa mesmo. Nem em sonho eu queria ver você. - o Valério diz.

Sorri pra ele.

- Por onde eu começo, meu Deus?! - perguntei pra mim mesmo.

- Do começo. - o Christian diz zoando.

Isso infelizmente não é hora, mas foi boa kkkkkkkj.

- Vou pela mais básica e menor... Eu sou gay. - digo.

A cara de surpresa deles foi maravilhosa. Uns ficaram processando, até o Eduardo, o pai do Miguel ficou confuso.

- EU SABIA, PORRA! - a Cayetana grita.

Todo mundo olha ela.

- NÃO ERA NÍTIDO A VOCÊS? MEU DEUS, EU SOU MUITO FODA. - ela fala empolgada.

Alguns riram.

- E nisso, eu tenho que contar a história inteira. - falo.

Suspirei e senti a mão da Sarah no meu ombro.

Todos me olhavam atentamente.

- Eu era mais novo e não sabia muito bem como era meus pais em relação a sexualidade dos filhos. Eu evitava falar sobre isso, mas eu sempre fui o "macho alfa" lá de casa. Quando acontecia qualquer coisa com a Sarah, eu tinha que ir lá, não importasse as circunstâncias, eu não reclamava disso, até porque é minha irmã, mas meu pai tinha todo o dinheiro do mundo e podendo contratar um segurança, eu tinha que ir pra provar o quanto eu era "homem". Meu pai era um pai comum, eu achava. - respirei fundo - Eu comecei a gostar de um garoto na oitava série, mas eu não contava a ninguém, a Sarah desconfiava mas eu sempre negava. Um certo dia, esse garoto foi na minha casa fazer um trabalho e eu roubei um beijo dele. A porta estava aberta, e meu pai viu. Fez o maior escândalo do mundo por isso e mandou o garoto ir embora. Eu não sabia o que estava acontecendo, eu era muito novo e não sabia ainda o motivo de estarem com raiva apenas por eu amar alguém. - respirei fundo novamente.

Senti os olhares em cima da Lu e do Valério, mas depois voltaram a atenção a mim.

- Meu pai me trancou em casa e saiu. Eu me senti super excluído do planeta. Eu sentia que eu estava fazendo algo errado, mas eu não sabia o que era. Ninguém nunca havia conversado comigo sobre beijar homem ou algo assim, meu pai sempre disse que eu quando crescesse iria "pegar várias gatinhas". Ele chegou em casa bêbado, começou a gritar comigo e com a Sarah, mesmo sem ela ter feito nada. Gritava coisas como "eu não queria que você estivesse nascido", com a Sarah ele gritava "você é uma vagabunda", pelo motivo dela ter contado que gostava de um garoto na escola.

O Crime Confessado - ELITE -Onde histórias criam vida. Descubra agora