Capitulo 47 - Mentira

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Pietro On

Terça feira // 04:20 AM

Acordo com o barulho infernal de alguém batendo na porta do meu quarto sem parar. Me levanto na dificuldade.

- Já vai, caralho. - digo indo até a porta.

- Pi... É sobre o Valério... Abre logo. - a Lucrécia fala em meio de choro.

Abro a porta rapidamente assutado e ela estava chorando pra caralho.

- Ele acordou com essa falta de ar desgraçada que ele tava quando desmaiou na minha casa. - ela fala.

- Coloca uma roupa melhor pra a gente sair que a gente vai no hospital. - digo.

Ela imediatamente corre pro quarto. Visto uma roupa melhor, coloco algo na bolsa para comer enquanto espero ele e saímos. No carro, a perna dela tremia de ansiedade. Ela tentava não demonstrar mas, estava exalando ali.

- Lu, calma. - digo quebrando o silêncio.

- Eu tô calma, Pi. - responde.

Ela CLARAMENTE não estava calma. Não puxei mais assunto, quis deixar ela na dela. Chegamos no hospital o mais rápido possível. Suspirei e fechei o carro. Eu não quis receber informação ruim então andei devagar, aproveitando os últimos momentos de paz que eu tinha. Entrei no hospital e vou na atendente. Eu e a Lu entramos, a mão dela soava frio de preocupação.

- Boa noite? - ela pergunta sorrindo.

Oh, querida, queria eu sorrir assim.

- Boa noite. - sorri rapidamente - Vim ver o Valério Montesinos. - digo.

Ela olha o computador e me olha com uma cara péssima.

- Quarto 403. Caso ele não esteja acordado, não façam muito barulho, ele acabou de acordar com falta de ar e desmaiou.

Demos um sorriso falso a ela e saímos. Peguei na mão da Lu e fomos. Chegamos em frente ao quarto e abrimos a porta.

- SEJAM BEM-VINDOSSSS. - o Valério grita quando abrimos a porta.

Ele estoura um champanhe e começa a pular no quarto. Parecia que nunca tinha acontecido nada.

COMO, MANO? COMO?

- Caralho Valério, que susto da porra. - digo colocando a mão na cabeça.

- Você tá bem? - a Lucrécia diz indo abraçar ele.

- Claro que tô. O Valério é inabalável. - ele diz debochando.

Ele da um gole na garrafa de champanhe sorrindo.

- Essa porra não tem álcool. - diz engolindo com nojo.

Se ele não estivesse num hospital, eu acharia que ele cheirou uma carreira de cocaína facilmente antes de chegarmos aqui. Eu ainda não entendia nada.

- E toda a história da falta de ar? E o desmaio? Era tudo mentira? - a Lu pergunta.

- Claro. Eu acordei hoje assim que você saiu. Estava me sentindo bem melhor. Convenci a enfermeira a ligar pra você e falar que eu estava desmaiado. - ele diz bebendo novamente.

Pelo visto a Lu também não entendia. O Valério pegou dois copos e colocou champanhe pra gente, mandando a gente sentar nas poltronas que tinham ali.

- O que aconteceu enquanto eu morri? - ele pergunta agachado na nossa frente.

Nós não respondemos. Ele estava muito agitado.

O Crime Confessado - ELITE -Onde histórias criam vida. Descubra agora