𝐥𝐢𝐬𝐤𝐨𝐨𝐤 || ↬ Lisa é uma modelo bem sucedida. Aos 27 anos, ela vê sua vida virar de ponta cabeça, após descobrir que seu noivo a traia. Então em uma noite ela decide encher a cara e acaba acordando no dia seguinte sem se lembrar de absolutamen...
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Pego minha mala e desço as escadas, com cuidado para fazer o minino de barulho possível. Coloco a mala no chão e ligo meu celular para mandar uma mensagem para o Jungkook.
Uma luz forte bate no meu rosto iluminando algumas partes da casa, olho o horário.
04:37 AM
Desbloqueio o celular e logo diminuo a claridade do celular, entro no SMS o mais rápido e digito:
Onde você está?
Começo a roer as unhas e fico com medo de acordar os pais de Jungkook que ainda estavam adormecidos. Meu celular vibra sobre a minha mão.
Vem aqui fora, estou te esperando.
Caminho silenciosamente até a porta principal e vou até o carro, abro a porta traseira coloco a última mala lá e entro no banco passageiro ao lado de Jungkook.
— Minha mãe vai pirar quando ver que a gente não acordou ela. — declara.
— imagino
— Mas ela estava dormindo tão profundamente, não consegui acorda-la. — solto uma gargalhada abafada.
Ele da partida e caímos pela estrada, a rua estava deserta e escura. Me aconchego no banco e meus olhos cansados logo se fecham e tudo fica preto.
Quando abro meus olhos eu me encontro em um campo a luz batendo nos meu rosto me faz despertar, me levanta e olho em volta. Não reconheço este lugar, até que escuto uma voz de criança.
— Mamãe — escuto alguém gritar, olho em volta e não vejo ninguém.
O mato estava alto e fazia cócegas. Estava definitivamente sozinha, escutava um som de água corrente no fundo mas não conseguia ver muito bem.
— Mamãe — escuto alguém gritar outra vez.
Começo correr pelo campo seguindo a voz de uma criança. Paro abruptamente quando vejo uma criança na minha frente, era um menino de cabelos escuros e pele clara mas eu não conseguia ver seu rosto.
Sua face era embaçada não conseguia ver quem era, sinto meu coração quase sair do peito quando ele fala:
— Mamãe, você vai me deixar morrer?
Acordo sem ar, eu estava suando frio. O carro estava parado na estrada e Jungkook estava com a mão na minha testa.
— Lalisa, você está bem? — meus olhos não conseguiam focar em nada, minha vista estava embaçado.
— E-eu tive um p-pesadelo — gaguejo e minhas mãos começam a tremer.
— Um pesadelo? — balanço minha cabeça varias vezes, meu coração ainda estava acelerado. — e como era?
— eu estava em um campo — minha voz sai trêmula. — t-tinha um garoto. — sussurro.
— Um garoto? — pergunta curioso.
— Isso — engulo em seco. — ele gritava.
— O que ele gritava? — indaga
— Mamãe — ele arregala os olhos. — essa não é a pior parte. — minha voz sai fraca.
— E qual é?
— Eu não conseguia ver o rosto do menino, e ele me chamava de mamãe. — engulo em seco outra vez. — e-ele me p-perguntou se e-eu.
— Se você o que? — pergunta preocupado.
— Se eu ia deixar ele morrer — Jungkook arregala os olhos, me pergunto se ele consegue escutar meus batimentos.
Ele parece pensar no assunto, ele volta para seu assento e põe o cinto. Da partida no carro e fala:
— Vamos no médico assim que chegamos em Seul! — avisa.
— Jungkook... foi só um pesadelo.
— ou pode ser um aviso. — ele acelera um pouco mais. — não podemos correr riscos, é do nosso filho que estamos falando.
Chegando em Seul, Jungkook dirige direto ao hospital. Mesmo eu falando que não é necessário, descemos do carro e adentramos a clínica.
— Com licença, gostaria de pedir uma consulta com uma pediatra.
— Tem horário marcado?
— Não — ela digita alguma coisa antes de falar:
— Qual é a emergência?
— Eu e a minha mulher achamos que ela possa está tendo sintomas de aborto espontâneo. — ela digita mais alguma coisa.
— A médica Yina está disponível, qual é o nome da mãe? — ela sorri.
— Lalisa Manoban.
— Só aguardar, ela irá chamar pelo nome.
— Obrigada. — digo por fim.
Jungkook me puxa até um dos assentos sentamos um do lado do outro, vejo sua perna balançar ao meu lado.
Ele estava ansioso
Coloco minha mão sobre seu joelho e olho para ele.
— Isso é bobeira, só foi um pesadelo. Não se preocupe.
— Pode ser um sinal, Liz. — era evidente o medo em seu olhar.
— Você vai ver que é coisa boba. — deixo um selar em sua bochecha. — é só meu cérebro querendo me pregar pesas, eu estou bastante preocupada com a chegada do bebê. Deve ser isso.
— Você acha?
— Sim, Jungkook vai ficar tudo bem. — fala acariciando seu joelho.
— Lalisa Manoban — a médica nos chama.
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