Mas se algo acontecer...

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-Feito -eu jogo as chaves no balcão

Falo assim que chego na recepção do prédio.

-Ótimo trabalho -a recepcionista diz, enquanto me entrega dois convites.

-Você não vai conferir? -pergunto intrigada.

Ela vira o monitor para mim. Tem uma câmera dentro do baú do caminhão.

-Claro, eu deveria ter imaginado -dou um sorriso.

-A G.Eventos agradece o seu apoio.

Eu aceno, e saio da recepção. James me espera no estacionamento do prédio.

-Vamos -falo caminhando em direção de um ponto de taxi.

Eu aceno para um taxi que passa.

-Qual é o destino? -o taxista pergunta

-Pode nos deixar, uma quadra antes da avenida principal -James fala.

O motorista não diz nada, apenas dirige. O taxista nos deixa no destino.

James começa a andar, e eu o sigo.

-Você está com os convites? -ele pergunta

-Sim -eu falo diretamente

Caminhamos por um longo tempo, até James parar.

-É aqui.

Ele abaixa e tira a grama solta de cima de uma porta no chão.

-Entre -ele fala puxando a porta pesada.

Eu desço as escadas, ele me acompanha.

-Até que é um lugar legal -eu falo.

-Sim -ele sorri

É bem menor que o galpão que estávamos. As coisas parecem estar bem mais próximas, mas aqui tem tudo que precisamos.

Nós tomamos um banho e comemos alguma coisa, depois eu sento no sofá em frente a um quadro.

-Dessa vez tem uísque, quer? -James fala enquanto senta na outra ponta do sofá.

-Pode ser.

Ele me serve.

-Você abriu o convite? -eu pergunto

-Ainda não -ele retira o convite do bolso.

-Por que não?

Ele passa um tempo olhando para o convite, e fala:

-Eu preciso que você saiba de uma coisa.

É uma das primeiras vezes que percebo o medo na voz dele.

-Eu me escondo do Sergio a anos, eu sei falando isso eu pareço um covarde, mas esse cara... -ele passa a mão na cabeça repetidas vezes.

-O que foi James? -falo com preocupação

-O Sergio sabe que nós vamos para esse evento.

-Como...

-Acredita em mim Mariah, ele sabe. Eu só quero que você saiba que ele vai atrás de mim.

-Então nós não vamos para esse evento -eu falo como se fosse obvio

-Mariah, você não está me entendendo, ele sabe que nós invadimos o galpão, que estamos nos passando pelos Kellers. Nós não podemos perder a chance de encontrar a Hannah, quanto mais tempo ela fica lá pior, agora que ele sabe o que estamos fazendo... Não temos para aonde correr.

-Então, você está dizendo que você vai deixar o Sergio te matar? - falo com aflição

-Ei...eu não disse isso, eu vou dar muito trabalho para aquele filho da puta -ele sorri -Eu só estou te dizendo isso por que se algo acontecer comigo, eu preciso que proteja a Hannah, e diga a ela que eu a amo.

-Oh meu Deus -digo com a voz embargada, enquanto apoio a cabeça nos meus braços.

-Eu sinto muito, pelo que eu falei ontem, mas a minha proposta não era uma droga -ele rir.

-James você não pode morrer -as lagrimas dessem descontroladamente pelo meu rosto.

Ele me da um abraço, mas não fala nada. Passamos a noite toda bebendo uísque, ambos torcendo que tudo não passasse de um pesadelo. Eu parei de contar no 5 copo. Eu acordo com um cheiro forte de café. James está sentado na mesa.

Eu levanto do sofá e a ressaca me tortura.

-Imagino que queira se juntar ao clube do café -ele fala levantando a xicara enquanto sorri.

-Sim -minha voz é baixa.

Eu me levanto, coloco um pouco de café na minha xicara, e me sento na mesa. Assim que me sento, vejo o convite aberto em cima da mesa.

-Então é quando? -eu falo enquanto olho para o convite sem toca-lo.

-Amanhã às 22:00. O Filipi já conseguiu as nossas roupas e mascaras.

Nós terminamos de tomar o café.

-Que tal um vídeo game? -James fala com os olhos brilhando como uma criança.

-Você tem um vídeo game? -pergunto supressa

-Eu quase matei o Filipi, quando eu soube que ele esqueceu de colocar no galpão. Mas agora...

Ele caminha até uma gaveta e retira o vídeo game de dentro.

-Eu tenho -ele sorri -E então?

-Tudo bem, vamos jogar -eu sorrio

Ele instala rapidamente, e fala:

-Eu sou muito bom, então não quero que fique triste se perder -ele dá uma piscadinha.

-Ai...ai James, eu achei que você não contava vitória antes da hora -eu dou uma risada.

Então o jogo começa, é uma corrida e nós dois começamos iguais. Depois eu começo a pegar vantagem e ganho, das 4 partidas 3 eu ganhei.

-Eu ganhei! -eu falo entusiasmada

-Não valeu, meu controle está ruim -ele fala irritado

-Você falou a mesma coisa nas outras 2 partidas que eu ganhei -eu começo a rir

-Certo, você venceu -ele começa a rir.

Durante a tarde nós continuamos a jogar, em uma parte eu só o observava jogar. Depois James desliga o vídeo game, e deita no sofá.

-Mariah?

-Sim?

-Obrigado por hoje, fazia muito tempo que...

-Alguém não ganhava de você? -eu expresso um sorriso.

-Eu já falei que o meu controle estava estragado -ele rir

-Eu também me diverti -eu dou uma piscadinha.

-Boa noite, Mariah -ele diz sorrindo.

-Boa noite James.



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Vinte De Maio (CONCLUÍDA)Onde histórias criam vida. Descubra agora