Fique Comigo

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Retomo a consciência. Estou deitada na cama da Lauren e todas estão ao meu redor.

-Mariah você precisa ir a enfermaria -Katha diz

-Não precisa, eu vou ficar bem.

-Você apanhou pra caramba, você não está bem. -Jasmine fala

-É sério, eu vou ficar bem.

Eu me levanto com dificuldade, e lavo o rosto na pequena pia da cela.

-Meninas, eu vou tomar o comprimido.

Ela fala inesperadamente, ninguém consegue ter uma reação direito.

-Não, você não vai tomar isso -Jasmine usa um tom incisivo.

-A escolha não é sua -Katha fala

Todas no refeitório -A voz do alto falante diz

Nos caminhamos até o refeitório. Na mesa está um tremendo silencio, e continua até o final da refeição. Logo em seguida nos espalhamos e vamos ao pátio. Eu sento em um lugar afastado das outras, mas não fico sozinha por muito tempo.

-Hey Mariah.

Karolin caminha até mim, junto com as ''três escudeiras''. Ela senta no meu lado:

-Segundo round? -meu tom e irônico

-Estou em missão de paz. -ela levanta as mão para o alto.

-O que você quer?

Ela acena para as mulheres que a acompanhavam saírem.

-Só quero saber se você está bem.

-Sim estou bem, mas sei que esse não é o real motivo de você está aqui.

-Tudo bem, você não vai mesmo me contar para quem eram aqueles comprimidos?

-Por que você quer tanto saber?

-Curiosidade, talvez?

-Você mais do que ninguém, deveria saber que curiosidade aqui não é bom.

Lauren e Jasmine caminham até nós:

-Eu vou indo, até mais Mariah. -Karolin diz

-Mariah você viu a Katha? -Lauren fala

-Não porquê?

-Não há vi desde que chegamos aqui.

-Ela vai aparecer fica tranquila.

Eu me levanto rapidamente.

-Para onde você vai? -Jasmine diz

-Andar um pouco, vejo vocês depois.

Saio do pátio. Não quero acreditar no que eu estou pensando. Entro na cela:

-Katha, você tomou?

-Venha, aqui.

-Eu tenho que chamar as outras, elas estão preocupadas com você.

-Não, não faça isso. Por favor Mariah.

Eu sento no chão, ao lado da cama dela.

-Você tem quanto tempo?

-Acho que 10 minutos.

-Isso não vai doer né? -minha voz e preocupada

-Não, claro que não querida -ela sorri os olhos dela brilham -Mariah, quando eu morrer, você precisa chamar os guardas, assim eles não vão suspeitar de você.

-Você tem 9 minutos agora, tem certeza que quer falar disso?

-Você é uma boa pessoa Mariah, você apenas deixa sua coragem te dominar.

-Isso não é bom?

-Tudo demais é ruim querida, ter medo as vezes é bom, nos impede de fazer burradas -ela ri.

Ela começa a tossir descontroladamente.

-Ei você está bem, quer um copo d'agua?

Eu me levanto, mas ela me impede.

-Então, você vai fazer o que depois do seu julgamento?

Eu olho para ela -Eu só vou te dizer isso porquê sei que você vai morrer -eu sorrio.

-Ok -ela ri

-Tem uma pessoa que pode me ajudar a sair daqui, mas isso só vai acontecer, se eu ajudar a resgatar uma garotinha de 6 anos.

-E o que te impede de aceitar?

-Medo?

-Ei eu falei que tudo demais é ruim, mas tem suas exceções. Mariah você matou um homem, você é ou melhor era uma delegada, o juiz não vai te dar menos do que 30 anos de prisão. Não se iluda com o mundo lá fora, quando você sair daqui tudo vai mudar, mas será que não vale apena arriscar, para salvar uma garotinha?

Ela começa a tossir, o brilho nos olhos dela começam a apagar lentamente.

-Katha! Fica comigo.

-Mariah... faça a escolha certa...

Os olhos dela perdem o brilho instantaneamente. Ela se foi. Fico sentada no chão por alguns minutos, e depois levanto. Caminho pelo corredor para procurar um guarda. Jasmine e Lauren correm até mim.

-Mariah o que aconteceu? -Lauren pergunta

-Você achou a Katha? -Jasmine pergunta

Eu ignoro a pergunta delas e falo com o primeiro guarda que passa na minha frente:

-Senhor?

-Montes.

-A Katha está desacordada na cela, ela está sem pulso.

Ele corre a caminho da cela e chama os médicos pelo rádio. Antes de eu poder reagir, Jasmine pula em cima de mim e começa a me socar:

-Sua filha da puta, você vai morrer.

Lauren tenta tirar ela de cima de mim, mas não consegue. Mesmo com a visão embaçada, consigo ver Karolin no corredor.

-Tirem ela!

As ''escudeiras'' da Karolin a tiram de cima de mim.

-Vamos você precisa sair daqui. -Karolin me puxa

Sangue escorre da minha boca. Ela pede ajuda para uma outra mulher, elas me levam até a cela da Karolin, e me colocam na cama.

-Você vai ficar bem.

Meu coração começa a disparar. A partir desse momento eu só lembro da Karolin falando: ''-Chamem os guardas, ela está tendo um ataque!! Vamos Mariah, fique comigo.''


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Vinte De Maio (CONCLUÍDA)Onde histórias criam vida. Descubra agora