Ainda me perco e você

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Ainda me perco em você

Já não possuo mais o seu corpo
Minha pele esqueceu a sensação de seu toque
Meus lábios já não conhecem mais a sua boca
E meu pescoço sente falta de suas mãos violentas

Desejei você nas profundezas da minha alma
E neguei que estava entregue
Como uma poeta havia se perdido
Nas profundezas de uma alma solitária ?

Jurei que não iria me apaixonar por essa energia
Só iria conhecer a mesma
Porém perdi o rumo das minhas poesias
E me vi em seus braços que eram pura maresia

Fui só uma outra boca para você
Outro número na sua listinha
Mas eu estava perdidamente apaixonada
E logo minhas poesias tinham nome e endereço

Um último gole daquele vinho barato antes de você chegar
Meu corpo estava leve
Mas minha alma pesava por te amar
Gritei para o universo: o que eu estou a fazer ?

Me declarei
Abri meu coração trancado por frases em vão
E decretei meu amor
E você tão pouco soube lidar

Seu toque foi embora
Mas te vejo por ruas vazias
E enterrado em meu passado
Eu cavo flores até você

Não posso te ter
Eu preciso aceitar
Mas sou só  uma poeta vazia
Que já não sabe mais amar.

"Uma poeta aleatória"

A poesia da alma... Historias para obsesionarse. Descúbrelo ahora