Just The Two Of Us

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To make those rainbows in my mind
When I think of you some time
And I wanna spend some time with you
Just the two of us
We can make it if we try
Just the two of us

Após dois meses desde o dia agitado onde Charles e Pierre se beijaram pela primeira vez e haviam começado um lance ainda sem nome específico, as coisas pareciam a cada dia entrar mais em foco.

Charles terminava uma das plantas de uma casa mais simples enquanto Sebastian, sentado na cadeira à sua frente, o acompanhava e dava dicas. O alemão havia chamado Charles para o ajudar nos projetos e por as habilidades no desenho em jogo.

Após algum tempo, ambos finalmente finalizaram o primeiro esboço. Sebastian sorriu ao pegar o papel em mãos.

– Isso está muito bom. Você tem muito potencial, Charles. - ele disse e o monegasco sorriu. - Bem, hora de ir!

Charles franziu o cenho, olhando no relógio. Não havia passado nem metade do tempo de expediente.

– Mas… A gente literalmente só fez esse projeto.

– Eu sei, desculpe mesmo, amanhã fico disponível o dia inteiro e treinamos mais. Marquei com Lewis para sairmos e comemorar os 2 meses de namoro e se eu demorar mais um pouco, vou me atrasar - Charles arregalou os olhos, pensando se havia escutado certo. Sebastian desviou a atenção breve que havia dado ao celular e quando viu a expressão de Charles, começou a rir. - Achei que tinha te contado. Bom, era meio óbvio, não é? Só faltava um pedido e um nome oficial.

...

Sebastian abriu a porta tranquilamente, colocando suas coisas em cima da mesa. A casa estava silenciosa, o que era normal e ele particularmente gostava. Estava, porque logo ele ouviu o barulho de patinhas pelo piso de madeira. Franziu o cenho levemente ao ver Roscoe surgir todo pomposo a sua frente.

– Oi, amigão. Lewis já chegou? - O cachorro latiu, como se confirmasse. - E por que você está de roupinha? - o alemão se agachou, fazendo carinho no animal. Então ele percebeu que na roupa havia um bolso, e que no bolso havia um papel. Pegou delicadamente, abrindo o que parecia ser um cartão, encontrando uma flor pequena e amarela presa delicadamente e uma mensagem.

"Oi, meu bem. Você provavelmente sabe o que vai acontecer, considerando nossas últimas conversas sobre o assunto e enfim, espero que esteja tudo bem com isso. Estou aqui em cima.

ps: mandei o Roscoe só pra fazer uma gracinha mesmo. Ou pode ser uma chance de você fugir, não sei. Xx."

Sebastian riu, guardando o papel na carteira e voltando a fazer carinho em Roscoe.

– Sinceramente… Nós dois temos tanta sorte de ter ele, não é? - perguntou baixinho para o cachorro, e sabendo que não viria resposta, subiu as escadas ansiosamente.

Sebastian nem era uma pessoa tão ansiosa assim, mas ele conseguia sentir o nervosismo aumentar a cada degrau, mesmo que já soubesse o que provavelmente iria acontecer. Encontrou a porta de seu quarto aberta, as luzes apagadas. Estava tudo vazio, exceto a varanda. Lewis estava sentado em uma das cadeiras compridas, e Sebastian se aproximou, se sentando de costas para ele. Lewis o puxou delicadamente, permitindo que ele deitasse em seu peito.

– Meu mensageiro fez tudo certo? - a voz suave do inglês perguntou e Sebastian sorriu, entrelaçando a sua mão a de Lewis.

– Sim, mas pare de enrolar, senhor Lewis Hamilton! - Sebastian brincou e Lewis revirou os olhos, dando risada. Sebastian se virou levemente para poder observar o outro, esperando ansiosamente.

O Plano (im)perfeitoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora