Stars shining bright above you
Night breezes seem to whisper "I love you"
Birds singing in the sycamore tree
Dream a little dream of me
Lewis colocou o disco para tocar. O mesmo que ele havia dado de presente para Sebastian logo após se encontrarem pela primeira vez. Ele lembrava da noite, do gosto da bebida, do boné da Ferrari, dos olhos azuis de Sebastian como o fundo do oceano contrastando com o vermelho sangue do boné, se lembrava do gosto dos lábios do loiro da primeira vez. Como poderia esquecer?
Agora, dez anos depois, Lewis estendeu uma taça de vinho da mesma forma que estendeu uma para Sebastian, que havia rejeitado, naquela noite. Sebastian deu um gole, pondo a taça na mesa e puxando Lewis pela mão.
Mãos nos ombros e na cintura, passos para lá e pra cá. Essa era a vida deles agora. Eles adoravam dançar com as cortinas fechadas, a única luz sendo de uma luminária na sala.
– Staaaaars shining bright aboooove yooou. Night breezes seem to whisper I love youu – Lewis começou, Sebastian sorriu.
– Birds singing in the sycamore tree, dreeeeam a little dream of…me – O alemão continuou, fazendo Lewis rodopiar de forma desajeitada. Eles riram, e Lewis encostou a cabeça no ombro de Sebastian enquanto balançavam levemente.
Após alguns segundos de silêncio, enquanto escutavam a música, apreciando a paz, Lewis quebrou o silêncio.
– Seb? – Começou, a voz baixa. Tentou disfarçar o sorriso enorme, mas não conseguiu, e deu graças a Deus por Sebastian estar de olhos fechados.
– Hum?
– Layla me mandou mensagem hoje. As crianças virão morar conosco. Oficialmente papais! – Ele sorriu tão largamente que sentiu suas bochechas doerem. Sebastian abriu os olhos rapidamente, lhe segurando pelos ombros.
– Você está falando sério? – Lewis puxou a carta oficial do bolso, e Sebastian a encarou por 3 longos segundos até dar o sorriso mais lindo do mundo para Lewis. O alemão lhe pegou no colo, girando junto a ele.
Eles eram completos. E agora, seriam mais ainda. A família estava aumentando.
…
Charles e Pierre empurraram o sofá e todos os outros moveis. Colocaram um tapete, prateleiras com inúmeras fotos deles, com Antonella e Sofia, Lewis e Sebastian, livros e plantas. Sorvete nunca faltava no freezer, e eles assistiam filmes toda sexta à noite enquanto comiam pipoca.
Com muita dor no coração, Charles teve de deixar o apartamento e seu querido terraço. Passou as chaves para a neta do amigo da família, o mesmo que havia lhe dado a exclusividade do terraço. Mesmo assim, estava feliz. Ele e Pierre já estavam morando juntos no apartamento de Pierre, mas agora iriam para um maior. Sem passe vip para terraço, infelizmente.
Quando terminaram a mudança, se jogaram de forma levemente dramática no sofá novo. Pierre, porém, logo se levantou.
– Feche os olhos, Charl. Eu já volto, mantenha os olhos fechados hein! – Pediu, e Charles ouviu a porta abrir. Ouviu a voz da senhora vizinha de corredor, com Pierre agradecendo por algo. Não estava entendendo nada.
Até que algo fofo como uma almofada pousou em seu colo. Era pequeno, fofo e…bem, miava. Charles abriu os olhos, encarando uma coisinha pequena e preta com olhos verdes. O gato lhe encarou de volta, logo esfregando a cabeça em sua barriga.
– Charles, este é Oliver. Oliver, este é Charles. Surpresa! – O francês sorriu e Charles pegou Oliver, só então notando que havia uma patinha faltando. – Ele foi atropelado. Achei enquanto estávamos empacotando as coisas no último dia. Estava no veterinário até hoje.
VOCÊ ESTÁ LENDO
O Plano (im)perfeito
RomanceCharles e Gasly não se conhecem, mas uma coisa eles tem em comum: trabalham muito. Quando, após se esbarrarem, decidem juntar os chefes viciados em trabalho para tentar ter um pouco de paz, ambos pensavam que seria o único casal formado nesse plano...
