Tranquilamente vou voar.
No espaço, tão longe de tudo,
Sem tantos fatos, atos e laços.
E se for...
Sem terra para o pé
Sem ancora, peso ou maré
Só lembranças de lados,
De passados e prosas
Se me perguntar pra onde eu vou.
Voar. Em mares tão distantes.
Em marés flutuantes
Em sonhos de alguém.
Sem data pra voltar
Nem destino contratado
Só afagos do vento
Nem companheiro certo
Só aventureiros voadores
De mochilas aladas e óculos de sol.
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Janelas
PoetryUma pequena parte do mundo pela visão de alguém que o conhece mais do que devia e menos do que queria.