Capítulo 08

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Any Gabrielly

Já estava quase na hora de ir embora, Noah estava me chamndo a um bom tempo, mas eu tenho que terminar de enviar uma conta para a central da empresa.

- Vamos logo - falou suspirando - Eu tô cansado

- Calma Noah - falei impaciente sem olhar para ele - Eu já estou terminando

Ele começou a resmungar e morder a chupeta dele, causando barulhos de dente dele com o atrito da borracha da chupeta.

- Vamos, já terminei - falei desligando meu computador e olhando Noah que estava com a cara fechada - Por que meu neném está emburrado?

Ele levantou da cadeira e saiu da sala com a cara emburrada e os braços cruzados.

- Noah - o chamei mas o mesmo não se virou - Ei, Noah - o que esse garoto tem?

Me levantei e arrumei as coisas dentro da bolsa, e fui procurar ele na garagem. Seu carro ainda estava alí, então significa que o senhorzinho ainda está na empresa.

- Hina - ela me olhou e sorriu - Você viu o Noah?

- O vi indo em direção ao banheiro, mas não o vi saindo de lá

- Ok, muito obrigada - sorri e fui em direção ao banheiro.

Antes de abrir, ouvi um barulho de choro e outra que parecia estar gritando.

- Seu imprestável de merda - ouvi a voz gritando - Você é um porta de um infantil, que não consegue ao menos honrar nossa família - ouvi soluços vindo da outra pessoa, eu já ouvi esses soluços antes.

- Por fa-favor papai, não fala assim co-com o Noah - disse soluçando, calma, NOAH?

Tentei abrir a porta, mas a mesma estava trancada, batia naquilo como se fosse a única coisa que faria na minha vida.

- ABRE ESSA PORTA AGORA - gritei mas ninguém fez nada, só escutava o soluço do meu bebê.

- NY, AJU-AJUDA EU - ouvi um barulho de tapa e choro de Noah aumentar.

- NÃO BATE NELE - gritei e um segurança veio em minha direção - Por favor, me ajuda, meu namorado está preso com um louco lá dentro.

Ouvi a porta se abrindo e aquele nojento sair de lá sério, o empurrei e corri em direção a Noah, que estava em posição fetal, chorando e tremendo.

- Meu neném - abracei ele por cima do seu corpo e ele soluçou.

- ny - falou somente.

- IMPRESTÁVEL É VOCÊ, VOCÊ É UM IRRESPONSÁVEL, UM IDIOTA, UM OTÁRIO - gritei olhando para o pai de Noah.

- E quem é você para levantar essa voz de merda comigo? - perguntou sério

- Eu vou te processar, seu filho da puta - falei com a respiração ofegante

- Com que provas? - falou rindo sarcástico

- Todos viram você - falei vendo umas pessoas olhando para cá

- Ele sabem que se falarem um "a", irão perder o emprego - falou cruzando os braços - E só não tiro o seu, porque essa porcaria que as pessoas falam ser meu filho, não iria deixar, tenha uma boa tarde - se retirou e o segurança foi atrás, merda.

- Vamos para casa meu bebê - falei tentando o ajudar a levantar.

- Eu sou um imprestável? - perguntou chorando, enquanto eu estava procurando algum machucado pelo corpo do mesmo.

- Claro que não - falei o abraçando - Você não é, se fosse um imprestável, essa empresa não existiria mais - sorri para ele
- Você é a pessoa mais forte, perfeita, responsável, e amorosa do mundo - falei dando beijinhos pelo seu rosto

- Eu quero... - falou fungando

- Eu sei o que você quer - sorri - Vamos para casa, para descansarmos.

Cada um foi em direção a seu carro, falamos que iríamos para casa dele, ele queria que eu dormisse um dia lá.

Mandei mensagem para ele, para a gente passar primeiro na minha casa, pois tenho que buscar algumas roupas e coisas de uso unitário

(...)

- Se você não quiser dor-dormir comigo, tudo bem - falou gaguejando.

- Você quer que eu durma com você? - perguntei fazendo carinho no seu rosto

- Sim - falou feliz

- Então, eu vou dormir com você - sorri para ele que me abraçou.

Noah me puxou até o sofá, na frente tinha uma TV, não uma normal, ela era imensa. Ele ligou e colocou na Nickelodeon, que estava passando "The Lound House"

Ele me sentou e ficou me organizando, concentrado, fazendo com que eu não fique desconfortável, várias almofadas em minha volta, sorri com o seu ato.

- Para quê tudo isso amor? - falei sorrindo, quando ele deitou com a cabeça próxima ao meu seio.

- Achei que ficaria mais confortável para você - falou tímido.

- E ficou - sorri levantando a blusa e desabotoei o sutiã, Noah beijou meu seio e começou a sugar.

Ele sugava calmamente com os olhos fechados, e eu ficava vendo o desenho que passava na TV.

(...)

- Meu bebê - chamei ele calmamente, estava dormindo e não quero que acorde assustado - Quer alguma coisa para comer?

- Mama - falou sonolento

- Você tem mamadeira amor? - perguntei alisando seu cabelo

- Armário ny - falou de olhos fechados.

Fui em busca dessa mamadeira. Quando achei, preparei o leite ninho com a água e chacoalhei.

- Aqui neném - entreguei para ele, que despertou e colocou a mamadeira na boca sugando ainda sonolento - Depois de mamar, você vai querer comer o quê? - falei fazendo carinho na sua mão.

- Pizza

- Pizza? - sorri para ele, que sorri por baixo da mamadeira - Meu amor, quer pizza? - fiz cosquinha e ele gargalhou - toma tudinho amor, mais tarde eu peço uma pizza.

Ele começou a mamar mais forte e terminou tudo mais rápido. Antes de cair no sono de novo, ele sussurrou.

- Não deixe eles chegarem perto de mim.

My Babyboy - NoanyHistórias para pegar e não largar. Descubra agora