Capítulo 14

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Anne

-Tô com fome!- digo olhando pra Herry que sorri da minha careta.

-E verdade, você não comeu nada, deve estar faminta!- Diz apertando seu polegar contra meu nariz.

Isso fez com que eu reparasse na aliança presente na sua mão esquerda. A mesma era dourada e bastante lustrosa.

Olho rapidamente pra minha mão e vejo que na minha também possuía uma, só que a mesma possuía brilhantes na parte superior. Era linda devo confeçar, mais a fome que eu sentia era grande de mais pra pensar em outra coisa que não fosse comida.

Herry praticamente obrigou o motorista da van a parar no primeiro restaurante que encontrou.

Entramos rapidamente, por que de acordo com a garota, não poderíamos chamar atenção.

Por conta da pressa não pude ver bem a fachada do estabelecimento, porém pude apreciar com cautela o interior. O mesmo possuía a decoração no estilo "viking", e até mesmo os garçons e cozinheiros eram caracterizados.

-Gostou ursinha?-pergunta Herry sussurrando em meu ouvido.

-Ah, sim!-digo maravilhada -E incrivel!

-Fico feliz!-diz beijando minha testa.

A ariranha ruiva apenas revirou os olhos e foi até o balcão pedir uma mesa. Ela falava algumas coisas em escosses então nem dei atenção.

Olhei em volta e percebi que a maioria das pessoas usavam um elmo com um par de chifres no topo da cabeça.

Achei a situação engraçada por que se fosse no Brasil aquele com certeza seria algo que viraria uma espécie de meme e piada nas redes sociais.

Já havia pesquisado um pouco da história daqueles capacetes.

Foi em uma noite onde me perguntava por que raios os vikings usariam aqueles troços em batalhas, onde os adversários arrancariam com mais facilidade o acessório da cabeça dos mesmo? Por que não usar algo menor e mais resistente?

Porém, ao que tudo indica esse mito surgiu em 1820, com a publicação do livro A Saga de Frithiof (uma coletânea de lendas da Escandinávia, terra natal dos vikings). Um artista sueco, contratado para ilustrar as histórias, teria erroneamente se orientado por roupas típicas de tribos celtas e germânicas. Entre elas, era comum o uso de chifres animais na cabeça durante cerimônias religiosas. Ou seja, uma coisa não tem nada a ver com a outra!

O garçom disse que havia apenas duas mesas disponíveis, e ambas com dois acentos apenas. Herry mais que de pressa disse que ficaríamos com a mesa que ficava ao lado de enorme janela que ajudava a iluminar o local, já que o mesmo possuía apenas grandes cancelados que faziam todo o trabalho da parte elétrica.

Ele me arrastou até o lugar e por alguns instantes fiquei sem fôlego.

O restaurante tinha uma vista incrível para o mar.

Por anos imaginei como seria conhecer o oceano. Aquela imensidão aquática agora parecia me chamar, a mesma me fisgava tanto quanto uma grande e gigantesca isca suculenta!

-E lindo né?-Diz Herry me trazendo de volta.

-Ah, sim. É que essa é a primeira vez que eu o vejo.

-Quer ir até lá?- pergunta e eu o olho confusa no mesmo instante que minha barriga ronca.

-Toh com fome!- faço biquinho e ele se segura pra não ter uma crise de risos.

-Não se preocupe, já cuidei disso!- ele me olha e no mesmo momento o garson chega trazendo dois sacos grandes de papel com o eslogan da loja.

Herry agradece e no mesmo instante em que agarra os dois sacos segura minha mão me colocando de pé.

Olho pra ele assustada. Porém, mal tenho tempo de me manifestar e já estou sendo arrastada pra em direção aos fundos do Restaurante.

Passamos por uma porta salmão um pouco desbotada onde tinha uma placa que provavelmente estava escrito "Apenas funcionários" e demos em um depósito onde era colocado os alimentos não perecíveis e alguns legumes.

Assim que saímos de lá pude sentir a brisa forte me abraçar. Olhei pra Herry e vi que seus cabelos, Sempre bem penteados, agora revoltos. O seu sorriso brilhava bem mais que o sol e o seu toque na minha mão, proporcionava um calor tão ou mais confortante que o próprio astro rei.

Corríamos livres, o som das nossas risadas se uniam tornando-se uma melodia tão bela, que provavelmente deixaria Mozart enciumado.

Herry

O som da voz de Anne me deixava estasiado. Não entendo como pude viver tanto tempo sem ouvi-la reclamar do treinamento ou com seus ataques de raivas aleatórios. Sei que ainda somos jovens e que a vida nos reserva surpresas que nem sempre estamos preparados pra lidar. Mais sei também, que enquanto ela estiver aqui, enquanto ela segurar minha mão e sorrir pra mim desse jeito tão sincero e terno...poderei lidar com qualquer problema que surgir.

{•••}

-E é por isso que eu tinha medo!- diz Anne enquanto caminhava-mos pela praia.

-Anne, baleias geralmente são animais pacíficos. Elas não virão aqui e te mataram ou deitaram em cima de você!- ela faz uma careta enquanto imagina a possibilidade.

-Eu sei mais...-Ela de repente fica alerta e começa olhar em volta -Tem alguém aqui!

-Do que está falando?- sussurro e um segundo depois estávamos cercados por pessoas toltamente de preto e fortemente armados -Merda!

Oi meus amores, desculpa a demora, e que eu estava sem celular. Tive que trabalhar um mês inteiro pra conseguir comprar outro; mais cá estou eu, Espero que tenham gostado do capítulo e do livro.

Amo vocês, até a próxima!


Anne Oliveira

Academia De HeróisOnde histórias criam vida. Descubra agora