Capítulo 16

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Herry

-Precisamos conversar!- diz meu pai me tirando de meu devaneios.

Ele me guia até um banco e nos sentamos nele, o clima está tenso, e perceptível a preocupação de meu pai.

-O que houve?- pergunto já me adiantando.

-Filho, olha preciso que entenda que tudo que será feito e para o bem estar de todos, principalmente da Anne.

-O que quer dizer?- pergunto confuso - O que Anne tem a ver com isso?

-Bem, você se lembra de quando ela desmaiou na semana retrasada não é?- pergunta e eu acinto -Pois bem, ao que parece não foi apenas uma anemia que fez aquilo com ela.

-O que quer dizer?- pergunto

-Anne tomou apenas um dos soros, e ao que parece o soro elemental tem tido efeitos colaterais por não ter sido totalmente aplicado.

-Mais eu dei o soro corretamente pai eu juro, eu...

-Calma filho!- ele me interrompe -Isso tudo o que você disse é verdade, a aplicação do soro elemental foi um sucesso, no entanto, e necessário que este soro esteja completo,e pra que isso aconteça ela precisa do outro de dons, um completa o outro, e se caso isso não acontecer, ele poderá levar a paciente a óbito!

-O que quer dizer?-pergunto atordoado.

-Estou dizendo que se Anne não tomar o soro de dons, ela tem grandes chances de morrer!

Meu ar falta, o chão desaparece sob meus pés, um grande nó se forma em minha garganta e minha visão embaça.

-Não pode ser!- sussurro -ELA NÃO PODE MORRER PAI, ELA NÃO VAI!- grito sem me importar.

-Herry se acalme eu...-ele exita por alguns segundos mais logo procede - eu vou contar hoje no jantar, Anne precisa saber não é justo esconder isso dela!

Me levanto do banco e começo a andar de um lado pro outro, o desespero toma conta de mim, e a raiva por ter sido tão inútil com Anne me assola, eu deveria ter feito mais, ela não merece isso, não merece!

-Herry, será que dá pra parar?- diz meu pai e sinto uma estranha calma tomar conta de meu corpo como, era se tudo o que estava perante mim não fosse grande coisa -Desculpe, não queria chegar a isso, mais foi necessário.

-Nunca mais use seus poderes em mim!- digo entre dentes.

-Filho não vai adiantar nada se exaltar, Anne precisa de seu apoio agora!

-Eu sei...-sussurro com a voz embargada -Quanto tempo?- pergunto

-Dois meses no máximo!- diz e o nó novamente se forma em minha garganta e as lágrimas descem por minha face sem permissão.

-Mais o soro esta em falta, ele só chegará daqui 4 meses pai, o que vamos fazer?- o desespero toma meu corpo, sinto novamente a onda de paz, mais agora a angústia é bem maior que qualquer outro sentimento.

-Eu não sei filho...- lamenta meu pai -Eu sinto muito!

Ele põe a mão em meu ombro e novamente a onda de paz se instala vindo dessa vez com força total, no entanto as lágrimas não cessam, o nó na garganta não se desfaz e a dor em meu peito parece maior a cada instante.

-Eu vou dar um jeito!- digo decidido

-Não há jeito -diz meu pai.

-Veremos!- me levanto e saio andando dali sem destino certo, precisava ficar sozinho, eu sei que daria um jeito, mais como eu faria isso?

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