vinte e sente ☆。*゚+

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A REAÇÃO DE DRACO FOI IMEDIATA.

Ele recuou, deixou seus braços caírem e recostou-se nas palmas das mãos para colocar alguma distância entre eles.

Seus olhos haviam perdido a aparência vítrea e cansada e de repente estavam calculistas.

Elara não se moveu um centímetro, encontrando seus olhos, firmemente, enquanto ele olhava para ela, sua mandíbula cerrada.

"Então é por isso que você veio." Ele zombou, desviou o olhar antes de encontrar seus olhos mais uma vez. "Veio ser a advogada de Potter, não é? Que fofo. Ele está pagando por ficar entre suas pernas?"

Elara estremeceu, deu um passo para trás, com o peito torcido. "Você não precisa ser tão rude."

"Eu não?" Draco riu e congelou o sangue de Elara com sua frigidez. "Acho que tenho todo o direito, visto que você veio aqui para se defender -"

"Eu não estou defendendo ninguém!" Elara atirou de volta, estendendo a mão para ele novamente. Ele torceu o ombro. "Eu só quero saber o que aconteceu -"

"Quem te disse que eu usei a Maldição Cruciatus?" Draco exigiu, agarrando brevemente os lençóis com as mãos antes de soltá-los. "Potter? Ele sempre quis me pegar -"

"Você sempre lutou para pegá-lo!"

"-por que diabos você acreditaria nele? A menos que ele tenha você enrolada em seu pau -"

Elara exalou, bruscamente, por entre os dentes. "Você está sendo um idiota absoluto agora, Draco -"

"Então, por favor, saia!" Draco exclamou, frustrado. "Eu não vou te impedir."

Elara cerrou os punhos. "Você é inacreditável." Ela pegou sua bolsa do chão e a colocou no ombro, dando alguns passos para longe antes de pensar melhor e dar a volta nele novamente. "Era uma pergunta simples de sim ou não!"

"E se eu disser sim?" Draco sibilou, ficando de pé. Ele se elevou sobre ela, e se íris girando com animosidade. "E se eu usei uma Imperdoável nele? E então?"

Elara mordeu o lábio para se impedir de dizer algo estúpido. Draco percebeu o movimento, flexionou a mão ao lado do corpo como sempre fazia quando tentava não perder o controle.

"Você vai me denunciar?" ele exigiu, aproximando-se. Elara recuou, mas ele continuou se aproximando, rondando em sua direção como uma pantera. "Você vai ser uma vadiazinha e me delatar?"

"Harry contaria a eles antes de mim," Elara disse, fracamente, mal registrando que era sua própria voz falando.

Draco parou em seu caminho por um segundo antes de meio rir, meio zombar. "Puta que pariu. Você e Potter são perfeitos um para o outro. Ele é um apanhador de quadribol, não é?" Ele estendeu a mão, agarrou seu braço e puxou-a para mais perto. "Bem, e você é a porra do pomo."

"Então você usou," Elara concluiu, estremecendo com o aperto em seu braço. "Você usou o Cruciatus nele."

"E teria funcionado," Draco sibilou para ela, uma mão enrolando em seu cabelo para puxar sua cabeça para trás e forçá-la a olhar para ele. "Se é isso que você está se perguntando. Eu quis dizer isso."

O estômago de Elara se enrolou. Ela tentou se desvencilhar dele, mas seu aperto era muito forte. "Então eu acho que você teve o que merecia."

A frase saiu de seus lábios antes que ela pudesse detê-la e ela viu, apesar da raiva em seu rosto, o lampejo de dor em suas feições. A mão dele afrouxou por um instante em seu cabelo.

Mas então a emoção se foi, engolida pela máscara.

"Você teria me deixado para morrer lá se soubesse antes," Draco rosnou, soltando-a e empurrando-a de volta no processo.

𝐓𝐡𝐞 𝐛𝐨𝐲 𝐰𝐡𝐨 𝐡𝐚𝐝 𝐧𝐨 𝐜𝐡𝐨𝐢𝐜𝐞𝐬 [𝐝.𝐦]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora