ESPÍRITOS |"but we're all strange and maybe we don't wanna change"
O mundo era um lugar ruim, Alyssa Carter sabia disso e qualquer um que disse o contrário era apenas mais um alienado acreditando na utopia de mundo perfeito. Antes do blip era tudo u...
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Conviver com crises constantes de ansiedade é ter um dia bom e seis ruins, é não saber como será o dia de amanhã, é viver a espera de que algo ruim aconteça, é um medo sem fim de falhar, é sentir o mundo mais lento enquanto você tenta correr. É ser jogado em um quarto escuro enquanto tenta pedir ajudar e ninguém aparece. É descer ao inferno sem previsão de volta.
Lyssa teve um ou dois ataques antes de Berlim, depois foi que as coisas pioraram. Quando a caçada as Carter começou, quando elas tiveram que aprender a se esconder em plena visão, quando tiveram que deixar tudo pra trás, quando tiveram que aprender a sobreviver um dia por vez.
Ela tinha tudo e de repente não tinha nada, nada de amigos, nada de pessoas que pudessem ajudá-la. Eram apenas ela e Sharon, só podiam confiar uma na outra. Foi quando os ataques começaram a serem mais frequentes.
Sharon os leva até uma boate na parte alta da cidade. A música alta incomoda Lyssa, ela sabe o que precisa fazer dali pra frente, Sharon está mais a frente junto a Zemo e Sam.
Lyssa balança a cabeça afastando os pensamentos que invadiram sua mente. Aperta as unhas nas mãos e respira fundo se concentrando, Sharon se afastar deles e ela a segue com os olhos. Se aproxima do bar e pede um drink enquanto passeia com os olhos vasculhando as mentes por ali.
Seus olhos perdem o foco enquanto invade as mentes simultaneamente, não há nada de realmente interessante na maioria deles. Lyssa suspira, acontece que telepatia é uma habilidade que requer tempo e prática e invadir tantas mentes é exaustivo.
Suas unhas afundam mais na pele pálida de duas mãos, ela sente os dedos molhados pelo sangue. Antes que possa continuar com a ação, sente alguém segurar sua mão e abri-la com cuidado. Lyssa ergue a cabeça vendo James olhar para sua mão machucada.
- Lyss - ele em tom de repreensão.- pare de machucar a si mesma.
Lyssa não responde, ela assiste James passar os dedos pelas palmas de suas mãos sujas de sangue, ele as toca com cuidado, como se em algum momento elas fossem quebrar. James volta a olhar para Lyssa.
- Não é algo que eu consigo controlar, ok?- Lyssa diz.
- Eu sei - James responde.- alguns hábitos são mais difíceis de superar do que outros. Eu posso ajudar você se quiser.
- Não quero ser um peso, eu posso me virar sozinha.- Lyssa declarou.
- Você jamais será um peso, Lyssa - James garante.- me deixe retribuir desaguam forma por todas as vezes que você me ajudou.
- Estará me retribuindo melhor se não se preocupar comigo.- Lyssa pede.
- E se eu quiser continuar me preocupando?- James pergunta.
- Porque?- Lyssa franze o cenho.
- Você realmente não percebeu ainda?- ele pergunta e nega com a cabeça enquanto dar risada.