24- Epílogo

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Louis abriu os olhos lentamente e encontrou-se deitando nos braços do seu marido. Ele sorriu. Hoje é um dia especial. É o dia em que completa um ano que eles já tem o seu menino. Ele ouviu um choramingo pela babá eletrônica e uma seção de "Papapa-" seguiu-se tristemente. Levantou-se cuidadosamente, e caminhou até o quarto do seu garotinho, que ficava bem em frente ao seu.

Encontrou o menino de pé em seu bercinho, segurando nas grades confusamente. Eles ainda não se acostumaram a dormir em quartos separados. Nem Louis, nem o bebê. Quando eles moravam com a vovó, Jay, Tommy não tinha um quartinho separados e o seu bercinho ficava bem ao lado da cama dos pais (embora Louis o deixasse dormir com eles sempre).

Seu rostinho estava amassado pelo tempo que passou dormindo e seus cabelos completamente bagunçados. Louis sorriu mais ainda quando o menino, ao ver o pai, começou a gritar seus "Papapapapa-" novamente.

- Bom dia, garotinho. - O mais velho retirou o menino do berço e beijou-lhe os cabelos. - Você acordou cedo hoje, meu amor? - deitou-o no trocador e retirou sua pequena calça de pijama e, logo em seguida, sua fralda molhada.

O menino gargalhou e disse "Não!" e depois murmurou "Papapapa-" novamente, fazendo Louis rir junto. O garotinho havia aprendido a dizer não com Lottie. É uma história engraçada. Eles estavam na casa da vovó e Jay estava brigando com filha por ela não ter arrumado o quarto. Sendo a adolescente birrenta que é, após Jay sair e mandá-la arrumar tudo, ela resmungou um "Não" baixinho, pelas costas da mãe. Porém, Tommy escutou e repetiu, fazendo Louis se debulhar em lágrimas pela segunda palavra do filho e Lottie levar uma bronca da mãe.

- Eu estou bem aqui, seu bebezinho bobo - pegou o lencinho umedecido e limpou sua pequena parte íntima, logo em seguida, seu bumbum vermelhinho. - Você sabe que dia é hoje, amor? - perguntou, passando pomada contra assadura nos mesmos lugares enquanto o garotinho apenas chupava sua mãozinha. - Isso mesmo, é o seu aniversário! YAY! - comemorou fazendo o filho gargalhar gostosamente e balançar as perninhas, enquanto ele colocava uma fralda limpa e o pegava no colo novamente.

Caminharam para a cozinha enquanto Louis conversava com o filho e recebia respostas em sua língua de bebês. O mais velho pôs a criança em sua cadeira grande e pegou um maçã e a partiu no meio, sentou-se de frente para o menino e começou a raspá-la com uma colherzinha de bebê, dando na boquinha do filho.

- Meu garotinho já tem um aninho. - Louis disse, sentido. - Mas você sempre será o bebezinho do papai, não é?

- Não! - disse e gargalhou com a boquinha suja.

- Não? - Louis se fingiu indignado. O menino gargalhou ainda mais e Louis decidiu parar de brincar para o menino não engasgar.

Após estar devidamente alimentado, Louis deu um pouco de água ao filho e, em seguida, o levou para o banheiro, escovar os dentinhos. O menino gargalhou quando o pai o pôs na frente do espelho sobre a pia e começou a cutucar as bochechas de Louis, que as inflava e fazia barulho quando o menino cutucava.

Então, Louis pegou a escovinha azul com o cabo em formato de elefante e pegou sua pasta de sabor, sem flúor, para bebês. O menino soltou um gritinho e deu um sorriso forçado mostrando os quatro dentinhos que tinha. Ele adora escovar os dentinhos, Louis acha que é porque faz cócegas, mas a criança simplesmente adora. Ele ficou tentando tomar a escova da mão do pai e fazer o trabalho sozinho, sendo o menino teimosos que é, mas Louis foi firme e fez o que tinha que fazer. Só quando já tinham acabado, Louis deixou o menino brincar um pouco com a escova, logo tomando de volta e lavando a boquinha do mesmo.

Louis voltou para a cozinha e deixou Tommy em sua cadeira grande, brincando com seu sapinho de borracha enquanto ele preparava o café e panquecas para ele e Harry comerem. Pouco depois que terminou de preparar tudo, um Harry de boxer branca e cabelos extremamente despenteados entrou na cozinha.

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