Capítulo Vinte e Sete

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No capítulo anterior...

"Boa tarde, qual é a sua denuncia?" - Rosé escuta a voz de um homem do outro da linha.

- Meu nome é Roseanne Park e eu fui seques... - Rosé para de falar no momento que percebe que a ligação caiu. - Que porra!

"Sem sinal"

É o que aparece no topo da tela do celular.

- Funciona caralho! - Rosé tenta ligar novamente para a polícia mas a chamada nem completa.

Depois de pensar por alguns instantes, Rosé entra no quarto e pega um casaco grosso, a garota teria que sair do chalé para tentar arranjar sinal e morrer de frio não estava em seus planos. Ela faz seu caminho até a porta do chalé passando por Suzy que ainda estava estirada no sofá.

- As coisas poderiam ter sido diferentes. - Murmura olhando para Suzy e logo depois sai do chalé entrando novamente na floresta.

(...)

Lisa desce rapidamente as escadas com a ajuda de sua mãe depois de escutar sua campainha tocar. Lisa se senta na cadeira de rodas como faz todos os dias de manhã. Quando a senhora Manoban abre a porta dá de cara com o investigador Lee, o responsável pelo caso de Rosé.

- Trago notícias.- O homem diz já entrando na casa.

- O houve? - Lisa pergunta já sentindo uma animação crescendo dentro de si.

- A polícia recebeu uma ligação de Roseanne. - O homem murmura.

- Graças a Deus! - A mãe de Lisa dá um abraço rápido na filha.

- Onde ela está? - Lisa pergunta energética.

- Esse é o ponto que eu quero chegar. - Ele coloca a mão nos bolsos de seu casaco e Lisa e sua mãe se entrolham confusas. - A ligação caiu antes mesmo de Rosé dizer onde estava. Mas se acalmem, nesse momento estamos tentando rastrear de onde a ligação veio.

Lisa massageia sua têmporas tentando pensar positivo enquanto sua mãe coloca a mão em seu ombro. Depois de alguns segundos em completo silêncio, o celular do homem começa a tocar.

- Me dêem licença. - Diz se afastando um pouco das duas. - Alô?... Tudo bem estamos a caminho. - Ele se vira novamente em direção as duas. - Conseguiram rastrear a chamada. Temos que ir agora.

(...)

- O rastreamento está indicando que a ligação foi feita de dentro desse matagal. - Lee aponta para fora do carro. - Teremos que procurar a pé apartir daqui.

- O que? Não tem nenhuma estrada? - A mãe de Lisa pergunta.

- Não. - O homem apenas responde saindo do carro e todas o seguem.

- Não dá para entrar nessa floresta amazônica com uma cadeira de rodas, mãe. - Lisa diz quando sua mãe posiciona o objeto em sua frente. - Vou andando mesmo. - A garota fica em pé com um pouco de dificuldade.

- Mas filha...- A senhora Manoban ia tentar argumentar porém Lisa já dava passos lentos.

(...)

Já fazia um tempo que Rosé andava sem tirar os olhos do celular. A garota estava tão vidrada que na tela que não percebeu uma raiz de árvore bem na sua frente. Dois segundos depois a coreana vai direito ao chão. Ela não se machuca, porém não pode dizer o mesmo do celular que estava anteriormente em sua mão. O objeto voou até o tronco de outra árvore que estava a alguns centímetros de si. Rosé se levanta se castigando mentalmente por ser tão desastrada. Ela vai até o celular e o pega percebendo que o mesmo estava destruído.

Detention - Chaelisa Onde histórias criam vida. Descubra agora