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"I don't know what I was doing"
Fairytale; Alexander Rybak

Arrogante. E deu um giro.

Ignorante. E deu um leve pulo.

Arrogante. E respirou fundo, fazendo sua pose, parando em apenas um dos pés em ponta.

Paciente. E parou o que estava fazendo.

— Marinette, por que parou de novo? — Adrien cobrou, posicionando as mãos no quadril e a olhando com desdém. Ali! Ali estava ele, o sr. Arrogante.

— Desculpa. Estou um pouco distraída. — pediu, o olhando de forma desafiadora. — Vou prestar mais atenção.

— Faça uma pausa. — disse, enquanto ele mesmo realizava a própria ordem deitando no chão e encarando o teto. Marinette bufou, mas foi em direção à sua bolsa e a abriu, tirando dois pacotes que tinham o símbolo da sua padaria. 

Foi até ele, que permanecia com os olhos fechados e com um braço em cima da testa e a outra mão estava apoiada em sua barriga, enquanto respirava calmamente. Soltou um dos pacotes em sua barriga, sentindo as bochechas corarem e o acompanhou tomar um leve susto, enquanto ela se sentava ao seu lado, mantendo distância e olhá-la pedindo por explicações.

Sabine Cheng, com tanto amor e carinho e sentindo que deveria agradecer ao rapaz por ter acompanhado a filha até sua casa, preparou um croissant para ele, entregando para Marinette pela a manhã e dizendo que deveria agradecer Adrien por ela mil vezes se fosse necessário. Embora a garota tentasse discutir algumas vezes, alegando que não era necessário tudo aquilo, a mulher falou mais alto, como sempre, e persuadiu a filha.

— Minha mãe pediu para te agradecer. — explicou, erguendo os ombros e olhando para qualquer outro lugar, menos para ele, ignorando-o por completo. Ela abriu o seu saco de papel e pegou o croissant e o mordeu.

A bailarina não acompanhou totalmente o sorriso que se formou em seus lábios nem o modo como balançou a cabeça, apenas viu o gesto pelo canto dos olhos e pensou consigo mesma quão convencido ele estava sendo. Aquele era um novo adjetivo para ele. Anotou em algum lugar em sua mente, apenas para não precisar chamá-lo de "arrogante" repetidas vezes até encontrar outra palavra que pudesse o descrever.

— Obrigado. — ele disse, se inclinando na direção dela para que a mesma pudesse ver seus olhos e sorriso exalando sinceridade.

— Não me agradeça. — respondeu, virando o rosto e o ouvir soltar uma risada nasal. — Eu, realmente, tentei de tudo para não fazer isso. Minha mãe insistiu. 

— Quanta sinceridade! — exclamou, achando graça.

— Eu preciso ser sincera com você, caso o contrário eu não funcionaria. — explicou, sem saber muito bem o que estava falando. Adrien achou graça novamente, mas segurou sua risada.

— Isso pode te fazer ser um pouco arrogante. — disse, sem medo algum. Marinette o olhou com raiva.

Arrogante! Ele está me chamando de arrogante!, pensava, cheia de raiva e sentindo o rosto esquentar. Sempre que ficava com raiva ou com vergonha, seu rosto avermelhava, o que a fazia transmitir totalmente suas emoções.

— Você está toda vermelha! — ele riu, logo depois de dirigir seu olhar para ela ao perceber que a mesma estava muito quieta. A conhecia a poucas semanas, mas sabia muito bem que a garota era explosiva e sempre falava o que estava pensando, sem filtro algum. — Isso é adorável. Me lembra a Tinker Bell. 

Tinker Bell? Sério? — tentou se acalmar, não levando nada para o pessoal. Se havia alguém que deveria ser considerado arrogante, esse alguém era ele. 

arrogance | adrinette Onde histórias criam vida. Descubra agora