Ep 04

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A música tocava forte na pista, o calor do lugar misturado à bebida que já começava a alterar o ritmo dos movimentos. S/N estava ali, no meio daquele cenário, deixando a tensão do dia escorrer pouco a pouco entre as batidas da música e o riso leve de Millie.

De repente, a voz de S/N soou no ouvido de Millie, quase um convite para voltar à realidade.

— Millie, eu vou no banheiro, tá?respondeu, tentando parecer descontraída, mesmo sentindo um leve aperto no estômago.

— Pode ir — respondeu Millie com um sorriso tranquilo.

S/N saiu da pista, buscando um pouco de ar e privacidade no caminho para o banheiro. As luzes baixas davam um tom meio etéreo ao ambiente, e o barulho ficava abafado, dando espaço para pensamentos.

Foi então que sentiu um corpo se aproximar rápido demais, colando-se atrás dela e a prendendo contra a parede fria do corredor. O ar pareceu faltar por um instante.

— Oi, linda — a voz grossa e arrogante sussurrou bem perto do ouvido dela.

Ela tentou se virar, surpresa e assustada.

— O-oi.

A mão dele deslizou até sua coxa, um toque invasivo que fez seu corpo congelar.

— Você é tão gostosa — ele murmurou, firme.

S/N tentou puxar o braço, tateando em busca de algo para se apoiar.

— Eu preciso ir no banheiro.

— Não fica aqui — ele disse, puxando seu braço, tentando impedi-la.

— Me solta.

— Fica comigo.

— Eu não quero, seu idiota. — A voz saiu mais alta, carregada de medo e raiva.

Ele apertou seu braço, e a dor cortou seu corpo.

— O que você me chamou?

— Me solta, está machucando!

Nesse instante, uma voz firme rompeu o corredor abafado.

— Solta ela, seu idiota!

Aidan apareceu no final do corredor, o olhar cheio de determinação e algo que S/N não sabia nomear.

— Veio salvar a sua amiguinha? — o homem desafiou, com um sorriso cínico.

— Vim, mas também tava precisando descontar a vontade de bater em alguém.

Com um movimento rápido, Aidan desferiu um soco no rosto do agressor, que caiu ao chão, atordoado.

— Esse é fraco — Aidan comentou, sem disfarçar o desprezo.

S/N não esperou mais nada, virou-se e saiu do bar, o coração ainda acelerado. Aidan a seguiu em silêncio até a calçada.

— Você de novo... Se estava ruim, pra que piorar? — ela falou, ainda tentando controlar a respiração.

— Nem vai dizer obrigado? Eu ajudei você.

— Não precisava — respondeu, com os olhos fixos no chão. — Eu poderia ter me defendido sozinha.

— Sabe, S/N, você é muito ingrata.

Ela se virou para encará-lo, a irritação crescendo.

— Sinceramente, não ligo para a sua opinião, "Aidan Gallagher". Especialmente depois de te ver com aquela garota.

Ele arqueou uma sobrancelha, um sorriso desafiador surgindo.

— Isso é ciúmes?

Ela riu, um riso seco, quase desdenhoso.

— Eu nunca sentiria ciúmes de um idiota como você.

O silêncio caiu entre os dois, pesado e carregado de coisas não ditas.

— Já tá tarde — disse ele, abrindo a porta do carro. — Vou te levar para casa.

— Não quero.

— Vai.

— Não.

— Vai logo.

Ela suspirou, derrotada, e pegou o celular para avisar Millie.

Ela suspirou, derrotada, e pegou o celular para avisar Millie

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— Vamos.

Sem dizer uma palavra, Aidan entrou no carro e ligou o motor. O trajeto até a casa dela foi feito em silêncio, com os dois presos em pensamentos próprios, enquanto a cidade passava rápida pelas janelas.

Minha esquentadinha - Aidan GallagherOnde histórias criam vida. Descubra agora