Ep 12

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Assim que saiu do carro e se despediu rapidamente de Kit, S/n abriu o portão e entrou em casa. Estava pronta para largar a bolsa, se jogar no sofá e processar tudo o que tinha acontecido naquela noite... mas parou no meio da sala, arregalando os olhos.

No sofá, sem nenhuma cerimônia, Millie e um cara que ela nunca tinha visto estavam... muito ocupados.

— Meu Deus, Millie?! — a voz saiu alta demais para o que ela pretendia.

Millie se afastou um pouco do garoto, ajeitando o cabelo, claramente constrangida. — Oi, S/n... — disse com um sorriso fraco.

— "Oi, S/n"? — ela ergueu uma sobrancelha, cruzando os braços. — Você tá... se pegando com quem quer que seja esse cara... no meu sofá?

— É... então... — Millie coçou a nuca. — lá na minha casa não tem muita... privacidade, sabe? Então eu pensei...

— Pensou que minha sala fosse um motel? — cortou S/n, com ironia.

— Não! — Millie riu nervosa. — É que... enfim, achei que fosse mais tranquilo aqui.

— E como você entrou? — S/n perguntou, já meio sem paciência.

— A porta estava aberta. Olha, perigo isso, viu? Alguém podia entrar.

— Jura? Nem me diga. — O sarcasmo foi inevitável.

— Millie? — S/N chamou, tentando aliviar o clima.

— Oi?

— Não vai me apresentar ao seu "amigo"? — disse S/n, apontando para o garoto que ainda estava sentado no sofá, tentando não rir da situação.

— Ah, sim! Esse é o Finn. Finn, essa é a S/n.

— Prazer — disse Finn, acenando de forma simpática. — Ei... você não é a menina da festa? Aquela que estava na pista de dança?

S/n o olhou com um misto de surpresa e desconfiança. — Sou eu, sim.

— Você dança muito bem.

— Eu não danço bem, mas vou aceitar o elogio. — Ela riu de canto.

— Aliás... eu sou amigo do Aidan. Acho que você conhece ele.

— Conheço, sim. Somos amigos também.

Millie interrompeu, já puxando Finn pela mão— Tá, já deu, agora vocês se conhecem. Finn, vamos?

— Espera... vocês não vão... — S/n começou, mas Millie cortou.

— Podemos usar o quarto de hóspedes?

S/n suspirou, rendida. — Claro.

E lá se foram os dois, subindo a escada rindo baixinho. Alguns minutos depois, S/n subiu também, mas antes de chegar no próprio quarto... ouviu.

Gemidos. E nada discretos.

Ela fechou os olhos, tocando a maçaneta da porta com um suspiro resignado. — Que nojo...

Sem perder tempo, entrou no quarto, trancou a porta, pegou uma toalha e foi direto para o banho. A água quente caiu sobre seus ombros, e ela deixou o vapor levar embora o peso do dia. Quando saiu, colocou uma roupa confortável, amarrou o cabelo e deitou na cama, tentando ignorar os ruídos ao fundo.

Minha esquentadinha - Aidan GallagherOnde histórias criam vida. Descubra agora