Yuri e Zedu. Zedu e Yuri. São duas almas destinadas. Juntos há nove anos, os dois estão descobrindo os percalços da vida, mas sempre mantendo o amor e união.
Assombrado por uma dor do passado, Zedu conseguiu um emprego na cidade de Canela no Rio Gra...
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A história da minha vida. O garoto que ficou conhecido por ter um irmão homofóbico que tentou matá-lo. Eu não me arrependo de ter saído do armário — quer dizer, na época fui praticamente jogado para fora. Minha ex-namorada se juntou a outros garotos para me expor.
Você deve estar pensando que essa é uma história triste, né? Muito pelo contrário. Eu sempre soube que era gay, mas o meu próprio preconceito acabou falando mais alto... ou melhor, quase tudo.
A minha vida deu uma guinada de 360 graus quando conheci o meu noivo, Yuri. O que posso dizer sobre ele? É o cara mais lindo, gentil e inteligente que já tive a honra de conhecer.
Nosso namoro começou como uma amizade. Aos poucos, fui me apaixonando. Entretanto, o bendito preconceito continuava rondando a minha cabeça.
As coisas ficaram mais complicadas quando perdi minha avó. E o motivo? Yuri foi perfeito. Ele conseguiu me consolar e me animar de uma forma avassaladora. Em meio a tantos conflitos, passamos a estudar juntos. Yuri fez novas amizades, e eu acabei me sentindo meio abandonado — ou seja, com ciúmes.
A cada dia, eu precisava lutar contra os sentimentos que cresciam dentro de mim. Por causa da minha indecisão, fiz Yuri sofrer bastante. Não me orgulho dessa fase. Agi como um adolescente. No caso, eu era um, mas isso não é desculpa.
O ápice da nossa história aconteceu quando nos perdemos na floresta. Afinal, morávamos na Amazônia — floresta para todos os lados. Para completar o drama, um jacaré mordeu meu pé, e Yuri precisou me carregar por todo o caminho.
Não sei se foi a dor da mordida ou o desespero de estar perdido na mata, mas transamos. Transamos no meio da floresta amazônica. A partir daí, começamos um namoro às escondidas. Aproveitávamos cada minuto para nos encontrar (saudades do banheiro da escola).
A essa altura, eu já havia terminado com minha ex. Mesmo assim, ela cismou que eu ainda a amava. Doida de pedra. Movida pelo ciúme — sentimento que conheço bem —, ela se aliou a João, um garoto apaixonado por mim, e decidiu se vingar de Yuri, que nada tinha a ver com a história.
Eles aproveitaram uma festa para colocar o plano "Fora do Armário" em ação. Cara... que vergonha. Fui flagrado me agarrando com Yuri. Nossos amigos ficaram pasmos, já que ninguém sabia sobre nós.
Alguns dias depois, levaram o plano a um novo nível. Praticamente humilharam Yuri na frente de toda a escola. Por causa disso, iniciei um processo de cura interior. Contei tudo à minha mãe. Em seguida, defendi Yuri e, finalmente, engatamos um namoro assumido.
Entramos de férias e foi só amor. Inclusive, nessa mesma época, fizemos nossa primeira viagem de casal. Na escola, as coisas ficaram mais tranquilas. Todos já sabiam do meu relacionamento com Yuri e, graças a Deus, ninguém se importou tanto.
Tudo maravilhoso, né? Só que não. Meu irmão, José Leandro, descobriu que eu era gay e, a partir daí, transformou minha vida em um inferno. Sempre criando planos para me atrapalhar ou me colocar para baixo.
Ele só deu uma trégua quando meu pai foi diagnosticado com câncer no estômago. Infelizmente, ele não resistiu e faleceu. Mais uma vez, Yuri demonstrou uma sensibilidade ímpar. Dessa vez, praticamente não saiu do meu lado — quase me mudei para a casa dele.
A cereja no topo do bolo? Meu irmão tentou nos matar. Comprou uma arma e arquitetou um plano cruel. Dopou meu irmão mais velho e minha mãe, amarrou os dois e os colocou em um furgão. Em seguida, me abordou na rua — ou melhor, me atacou — e fez o mesmo comigo.
Por sorte, meus amigos organizaram um resgate digno de "Pequenos Espiões" e nos livramos das garras daquele psicopata. José Leandro foi preso e condenado a dez anos. Fred, o primogênito da família, o perdoou assim que saiu do hospital, mesmo tendo sido baleado pelo próprio irmão.
Nunca esqueci aquele dia. As palavras que JL gritou enquanto me perseguia machucaram mais do que qualquer ferimento.
De alguma forma, convenci Yuri a prestar vestibular em São Paulo. A cidade foi nosso lar pelos quatro anos seguintes. Depois de formados, decidimos voltar para Manaus, mas nunca procurei meu irmão. A ferida continuava aberta, ainda sangrando.
Algum tempo depois, recebi uma proposta de emprego em Canela, no Rio Grande do Sul. Apesar de preferir ficar no Amazonas, Yuri veio comigo. Na verdade, ele não teve muita escolha — afinal, me pediu em casamento.
De amigos para namorados. De namorados para noivos. Minha história com Yuri é épica. Mal posso esperar pelos próximos capítulos. E você?
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***Ficou curioso para conhecer mais da história de Zedu e Yuri? Te aconselho a ler os livros nesta ordem:
Amor de PesoAmor de Peso 2Entre Todas as Chances (Yuri e Zedu são personagem secundários, mas um dos maiores acontecimentos de suas vida acontece neste livro)