Capítulo 3: Mudanças

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— O Zedu abstraiu todo o choque

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— O Zedu abstraiu todo o choque. — comentei com a Dona Tereza.

— Entendo, Yuri. Eu não sei oque fazer. Não posso dar às costas para o JL. Afinal, ele faz parte desta família. — ela disse com a voz embargada. 

— Pelo menos, o Zedu não desistiu. Estamos nos mudando para Manaus na próxima semana. Vamos ter tempo para processar tudo. Não se preocupe, eu sei que isso é muito difícil para a senhora. — tentei consolar a minha sogra.

— Obrigada, Yuri. O Zedu está em ótimas mãos. Eu sou muito grata pela sua vida, viu.

— Eu que agradeço. Ao invés de uma sogra, tenho uma terceira mãe. — comentei, mas me assustei quando o Zedu entrou na sala. — Tereza, eu preciso desligar. Um beijo.

— Beijo, filho. —  desligando.

— Ah, estão falando mal de mim, é? —  Zedu perguntou, deitando ao meu lado no sofá e pedindo carinho.

— Besta. — deixei o celular de lado e ataquei meu noivo.

Lembra que reclamei da mesmice dos meus dias? Eu retiro o que disse. Estamos há três semanas arrumando caixas e malas para a viagem. O Zedu precisa trabalhar, então, o trabalho fica todo para mim. Fiquei feliz ao saber que a Camille seguiria conosco para Manaus. Ela é um grande suporte para o Zedu. Já empacotei todas as coisas importantes. Sobraram alguns objetos e roupas para doação.

Através das redes sociais consegui o telefone de uma ONG que recebia doação de roupas usadas. Enchi três caixas com casacos, moletons, gorros, entre outros. Afinal, em Manaus essas peças seriam inuteis. Outra parte das doações seria destina a um orfanato. Resolvemos não vender os móveis e o Zedu fez um sorteio na empresa. Os funcionários contemplados foram pegando os objetos durante a semana. 

Três semanas. Três semanas para se desfazer de quatro anos de conquistas. Chegamos em Canela com quatro malas. Aos poucos, fomos conquistando os objetos do apartamento que alugamos. Sim, não gosto do Sul, mas não posso negar que sentirei saudades dos bons momentos que vivemos aqui.

— Os documentos estão onde? — Zedu questionou.

— Na mochila verde, bebê.

— Vai dar certo, né? Tem que dar certo. — Zedu ficou estranho e sentou no chão, pois não havia mais sofá em casa.

— Ei. — sentei ao lado dele. — Já deu certo, amor. José Eduardo, você é um ótimo publicitário. Não é à toa que vai chefiar a própria agência. Eu tenho muito orgulho de você.

— Obrigado. Você é bom demais para mim. Desculpa.

— Por quê? — questionei me aproximando dele.

— Eu queria ter sido um namorado melhor, ainda mais no início do relacionamento. Eu te fiz passar por muitas humilhações e...

— Não, Zedu. — o cortei. — Você tinha 17 anos. Você não pode se cobrar tanto assim. Eu também errei muito lá atrás, não fui perfeito. Eramos adolescentes. — peguei na mão do Zedu e beijei. — Eu faria tudo de novo. A nossa história é linda. Eu não me arrependo de nada. Por esse motivo, — levantando a mão de Zedu. — que coloquei um anel no seu dedo. Quero você para sempre.

Amor de Peso 3 - O CasamentoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora