Capítulo 14: Problemas, grandes problemas

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— Sim

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— Sim. — respondi, mas demorei para absorver tal palavra. — Nós... nós... aceitamos.

Entregamos todos os nossos documentos para serem anexados ao documento de custódia. Eu não tinha certeza se era a decisão correta, mas como já disse, a Isabela lembrava muito do papai. E apesar dos traumas do passado, eu quero ajudá-la, porque a pequena não tem culpa de nada.

Leva horas até o juiz decidir, mas graças aos deuses, o parecer é positivo para o JL. A juíza viu que ele estava trilhando um bom caminho para a sua ressocialização. Graças aos meus familiares e a família do Yuri, que o ajudaram. Eu não sei se vou conseguir amar o meu irmão, porém, eu vou amar a Isabella e serei o melhor tio do universo. Desculpa, Fred, mas só existe um tio favorito e serei eu.

A assistente social levaria a Isabela para a casa da mamãe, o endereço atual do JL. Dei permissão de transformar o meu antigo quarto no da Isabela. Tivemos um tempo curto para preparar tudo, mas conseguimos e a minha sobrinha ganhou um lindo quarto do Toy Story.

— Yuri e Zedu, muito obrigado por tudo. — agradeceu JL, que estava diferente, um pouco mais arrumado, talvez, para receber a filha.

— Tudo bem, JL. Fizemos com carinho. Seremos bons padrinhos para a Isabela. — disse Yuri, que pegou no meu joelho e apertou.

— Ah, tudo bem. Se tú morrer ela vai ser minha. — brinquei, mas todos na sala me olharam de maneira estranha.

— Ele está brincando. — garantiu Yuri, que captou o meu senso de humor, ou não, porque apertou meu joelho mais forte.

— Foi brincadeira. — murmurei passando a mão no meu joelho.

Fizemos uma pequena celebração para receber a Isabella. Compramos bolo, doces e balões do Toy Story. A recepção perfeita para a princesinha do titio. No início da tarde, a assistente social trouxe Isabela. Ela correu para os braços do pai e deu um forte abraço. A moça nos entregou alguns documentos e pertences da Isabela.

A mamãe garantiu para os avós maternos que a Isabela não perderia contato. Em todas as férias, a mandaríamos para o interior. Afinal, não queremos que ela esqueça da mãe. Com tudo resolvido, decidimos curtir a pequena. Eu sentia falta da minha família. Desde a morte do meu pai, a gente não se reunia daquela maneira. Todos juntos, leves e felizes.

— É tão gostoso, né? — a mamãe questionou se aproximando de mim.

— O bolo? Tá mesmo. — respondi, mas ela bateu na minha cabeça.

— A casa está cheia de gente. É o que mais sinto falta. Vocês cresceram e precisam viver a própria vida, mas eu sinto saudades. — ela disse me fazendo chorar.

— Desculpa. — eu a abracei.

— Filho. — a mamãe me apertou e acariciou meus cabelos.

Amor de Peso 3 - O CasamentoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora