Capítulo 5: Jantar da confusão

363 13 3
                                        

Tudo bem

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Tudo bem. Começamos com o pé esquerdo em Manaus. O acidente no aeroporto não definiria o início da nova etapa das nossas vidas. Como resolver um problema desse calibre? Comida. A comida sempre me confortou, então, faria uso dela para unir a família do Zedu. Liguei para a Teodora e marquei um jantar, mas convidei apenas ela e o Fred.

— Passos de bebê. — pensei comigo.

— Irmão! — gritou Giovanna, aparecendo do nada no meu quarto. — Eu soube que vai fazer um jantar? Eu posso trazer o Sérgio?

— O teu namorado bombado? Acho que sim. Falando nisso, como estão as coisas?

— Estamos bem. Só estou no aguardo do anel. O Sérgio é muito lento, tadinho. Até o Santino vai casar e eu vou ficar para a titia. — contou Giovanna sentando ao meu lado na cama.

— Caramba, todo mundo está crescendo, né? Eu fiquei tão triste que não pude acompanhar o noivado do Santino, mas o Kleber arrasou.

O Kleber e o Santino são dois jovens, que conhecemos através da Giovanna. Assim como eu, o Santino é gordo e passou por muitas coisas ruins para se aceitar. No ano passado, rolou um pedido de casamento na praia, inclusive, virou notícia em alguns sites de Manaus. Por causa do Zedu, a minha participação foi online. Na foto oficial, eu estou parecendo o Zordon de Power Ranger.

— Falando no Santino, fiquei de tomar um café para contar as novidades. — lembrei, ligando o celular. — Siri, lembra de ligar para o Santino às 14h.

— E o senhor barraqueiro? Menino, sorte que o Richard gravou a confusão. — disse Giovanna, me fazendo lembrar da confusão da última noite.

— Siri, lembrar de jogar o celular do Richard na piscina. — brinquei. — Ah, mana, o Zedu finge que está bem, eu finjo que acredito. É complicado. Ainda mais agora com esse emprego novo.

— Sabe, Yuri. Eu amo o Zedu, amo mesmo. Porém, você não pode viver a sua vida em função dele. — a Giovanna usou um tom que me assustou. Ela foi séria e quase nunca me tratou assim.

— Eu sei. Só que, — mostrando o anel para a Giovanna. — eu fiz um compromisso com o Zedu, Giovanna. As coisas não são tão fáceis assim. Talvez, morando em Manaus, as coisas mudem.

— Quer saber, esse final de semana vamos beber. Por minha conta, afinal, você é o desempregado da família.

— Fuleira. — rebati.

— Eu sei. Eu pago para você, maninho. Estou muito generosa esses dias.

— Eu te odeio! — pulei em cima da Giovanna e comecei a fazer cócegas.

— Para, Yuri! Para! — implorou Giovanna tendo um acesso de riso.

Eu amo esses momentos. Amo estar com meus irmãos. A gente sofreu muito com a morte dos nossos pais, mas, aos poucos, fomos colocando as coisas nos eixos. Eu sou muito grato por ter nascido nessa família.

Amor de Peso 3 - O CasamentoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora