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Como da outra vez naquela casa, Brunna estava sentada em uma cadeira confortável comendo uma fruta, com uma tigela apoiada em sua enorme barriga. Seus olhos estavam presos em Ludmilla que usava apenas um sutiã esportivo e um short curto, seus cabelos estavam presos em um coque firme e uma fina camada de suor escorria por suas costas.

- Mais para o lado. - Brunna orienta e Ludmilla choraminga voltando a empurrar o sofá, ele era bem pesado - Um pouco para trás.

- Amor, nós já mudamos isso de lugar quase quatro vezes.

- Se você não fizer, eu mesma farei. - ameaça e Ludmilla revira os olhos sabendo que teria que continuar até encontrar um local que Brunna gostasse ou correria risco da mulher grávida começar a empurrar os móveis.

Dando instruções a Ludmilla, Brunna permaneceu calma terminando suas jabuticabas até que o sofá ficasse onde ela queria a permitindo abandonar aquela cadeira e se jogar no sofá, esticando os pés.

- Agora a estante. - aponta para o pedaço de madeira que estava no centro da sala, tirando um choramingo de Ludmilla que não reclama, apenas acata suas ordens.

Brunna não podia negar que estava adorando a visão que tinha de Ludmilla completamente suada e os músculos dos seus braços se tensionado sempre que a mulher fazia força, sua expressão seria apenas era a cereja do bolo para deixar Brunna babando.

Elas tinham se mudado no dia anterior, a equipe que Brunna tinha contratado havia montado todos os móveis e guardado a maioria das coisas mas onde eles deixaram os móveis não tinha agradado Brunna, o que resultou em Ludmilla empurrando de um lado para o outro a uma hora. Mia tinha ido para a grande São Paulo ajudar Brunna com a mudança após o casal anunciar a gravidez e que estavam se mudando, a mais velha iria ficar ali até um pouco depois dos bebês nascerem pois queria ajudar sua filha.

Mia e Jorge ficaram em choque quando elas contaram que Brunna estava grávida de trigemelar por uma chamada de vídeo. Eles tinham ficado extremamente confusos pois sua filha sempre dizia que nunca mais teria filhos, porém após um rápida e simples explicação sobre a condição de Ludmilla, eles entenderam e começaram a se alegrar pela família estar crescendo.

Quando seus pais anunciaram que iriam para a cidade as ajudar, Brunna ofereceu seu apartamento para que eles ficassem até que o mesmo fosse vendido e os mais velhos aceitaram de bom agrado pois lá teria tudo o que era necessário, uma cama de casal, um fogão e uma geladeira pois eles passariam a maior parte do tempo nas casa nova de Brunna. Na segunda, apenas Mia tinha ido para a cidade e se instalou no apartamento pois Jorge não poderia deixar o sítio sem ninguém, precisava tomar conta dos animais e continuar fazendo queijo para vender. Jorge decidiu que ele iria para lá apenas quando Brunna começasse a sentir alguma coisa que indicasse que os bebês estavam vindo mas ainda sim, iria manter contato para saber de tudo.

Mia havia ajudado na mudança ficando com Brunna na casa, recebendo os caminhões da mudança e o da loja que havia ido entregar os móveis que Brunna e Ludmilla tinham comprado dias antes para que fossem entregues. Os berços ainda estavam desmontados, elas iriam montar no período da tarde porém o guarda-roupa já estava pronto. A mãe de Brunna tinha ficado até a madrugada ajudando Ludmilla e Rafaela a arrumarem algumas coisas que a equipe não tinha arrumado como as roupas, enquanto Cecília e Brunna dormiam na enorme cama de casal.

Mia foi embora perto das duas da manhã, Ludmilla tinha levado a sogra dizendo que mais tarde a buscaria pois não queria a mulher andando em carro de aplicativo ou a pé. Ainda oito da manhã, a mulher ainda estava dormindo e não havia ligado para a nora.

- Pronto? - ofegante, Ludmilla questiona colocando as mãos na cintura.

- Sim. - sorri orgulhosa colocando a tigela no braço do sofá, fica de pé e vai até a mulher, passando os braços em volta do seu pescoço sentindo o quanto quente e suada ela estava - Obrigada, dengo. - aproxima seus rostos, colando seus lábios.

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