~pov Duda
Acordei com meu celular apitando, levantei e fui fazer minhas higienes matinais. Fui ao meu closet peguei uma calça qualquer, uma blusa preta e o meu moletom. Desci e fui tomar café da manhã.
-Bom dia. -fala a senhora tomando café.
-Bom dia. -respondi me sentando e colocando suco no copo.
-Bom dia. -disse Kio aparecendo na cozinha e se sentando.
-Dormiu bem filho? -perguntou Kristen e logo deu um gole no café.
-Sim, muito bem. -respondeu e piscou para mi.
-E você Duda, dormiu bem? -congelei.
-E-eu... é... eu dormi bem sim. -PORRA Duda, não gagueja.
-Você parece tensa, aconteceu alguma coisa? -ela me perguntou.
-N...
-Bom dia. -disse Maison (ufa salva pelo gongo) -Ainda aqui crianças?
-Não, já estamos indo, não é Kio? -perguntei levantando a sobrancelha.
-É, já estamos de saída. -disse se levantando e eu também. -Tchau pai, tchau mãe.
-Tchau Maison, Tchau Kris. -me despedi também.
-Tchau. -disseram em uníssono. -Eles estão estranhos. -ouvi a voz da senhora Cyr.
Saímos de casa, entramos no carro e fomos o caminho inteiro até a escola em silêncio. Até o imbecil resolver quebrar.
- Você vai fingir que não aconteceu? -ele perguntou me olhando.
-Mas não aconteceu. -falei saindo do carro, mas ele foi mais esperto e travou a porta. -Deixa eu sair Kio, AGORA!
-Não, você só vai sair daqui, a hora que você admitir que me beijou.
-Eu te beijei? -perguntei indignada.
-Sim, você. -ele respondeu apontando para mim.
-Você que me grudou na parede e...
-Você se inclinou e me beijou, ou eu estou mentindo? -perguntou.
-Olha aqui garo...
Eu ia terminar de falar mas não deu tempo, ele me calou com um beijo. O beijo era doce, mas tinha desejo, a língua dele estava em perfeita sincronia com a minha. Até que...
-Mas que porra é essa Kio Cyr? -falou a menina na frente do carro.
-Eu posso explicar Débora. -ele disse descendo do carro, desci também.
-Não tem o que explicar Kio, você estava no seu carro beijando essa aí. -falou o "essa aí" com cara de nojo.
-Opa, pera lá, essa aí não, eu tenho nome garota, e é Eduarda. -falei me aproximando.
-Eduarda, hm... que nome de puta né. Ela não falou isso não.
-Já chega Débora. -Kio falou e as pessoas começaram a se aproximar.
-Ela é Débora. -disse a cobra da Karolina.
-O que foi que você disse garota? -perguntei indo até ela.
-Isso mesmo que você escuto, puta. -ela terminou de falar e eu dei um tapa na cara dela.
-Você é louca menina, eu vou acabar com você. -disse.
Ela veio para cima de mim e eu também fui para cima dela. Dei vários tapas nela, ela tentou me bater, mas, eu sou brasileira né, quando alguém vai ser mais briguento que brasileiro? Eu tinha acabado de dar um soco na cara dela, quando o meu querido paizinho chegou.
-Mas o que está acontecendo aqui. -ele dizia enquanto passava entre os jovens. -Karolina.. ai meu Deus Karolina. -ele foi até a garota, mas perai aí, porque tanta preocupação com ela?
-E você. -meu pai levantou seu olhar à mim. -Para minha sala agora Eduarda, vocês duas aliás. -disse o velho.
Sai correndo dali, mas senti que alguém estava vindo atrás de mim.
-Duda. -ouvi alguém me chamando e sabia quem era. -Duda, por favor.
-Agora não Hacker, você não viu o que acabou de acontecer? -perguntei e ele assentiu. -Então não fode mais.
-Eu só quero saber se você está bem. -disse se aproximando.
-E você se importa? -perguntei me aproximando também.
-Sim, eu me importo, e você sabe disso. -repondeu.
-Não, não sei. -falei. -Agora da licença.
-Mas antes... -disse e me puxou para um abraço. Jurava que ele iria me beijar.
Fiquei ali por uns dez minutos, até ver a corna da namorada del vindo..
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A intercambista
FanfictionOnde uma menina brasileira vai para um intercâmbio em Los Angeles e acaba virando uma assassina...
