🦋 False confidence

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aaa gente, antes de começar a leitura, gostaria de agradecer imensamente pelas 119 leituras, vocês são demais <33

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Uma semana se passou e o contato com Hope se tornou cada vez mais frequente. Na Segunda-feira daquela semana, eu cheguei atrasado ao trabalho, mas foi por uma boa causa. Depois da sessão de Hope, resolvemos tomar um café juntos antes de cada um seguir o seu caminho e foi o melhor começo de dia da minha vida.

A cada conversa com a loira, eu a conhecia um pouco mais. Mesmo que ela fosse um pouco fechada em relação a assuntos pessoais, eu já sabia os seus gostos, o que gostava de fazer e seu estilo musical favorito. Hope era a garota mais doce que eu havia conhecido em toda minha vida e, quando ela ria de algo ou de uma piada minha, eu sentia que aquilo era a coisa mais valiosa do mundo.

A Sexta-feira havia chegado e, depois de tanto esforço, havia conseguido o dia de folga. Como comprei a decoração da festa e as outras coisas aos poucos durante a semana, hoje eu só teria que arrumar a casa. Entretanto, como eu não trabalharia, poderia dormir um pouco mais e arrumar as coisas mais tarde, afinal, a festa só começava às oito; eu tinha tempo de sobra.

Parabéns pra você, nessa data querida... – deitei de barriga para baixo e enfiei minha cabeça debaixo do travesseiro. Isso só podia ser brincadeira. — Vamos, Zion! Assopre as velinhas! – emburrado, sentei-me na cama e olhei para Brandon que segurava uma pequena torta de chocolate com algumas velas acesas no topo.

— Que horas são? – indaguei coçando os olhos.

— Oito e meia. O horário que você nasceu. – Brandon respondeu com um enorme sorriso no rosto. O meu olhar dizia mais do que mil xingamentos, assim como o de Brandon. Por isso, apenas revirei os olhos e assoprei as velas. — Vem, vamos comer antes de eu ir pra faculdade. – apontou para a porta com a cabeça e saiu do quarto.

Mesmo contra a minha vontade, me levantei e fui até a sala — que era onde nossa mesa de jantar ficava. Brandon já havia cortado os pedaços e colocado no prato, por isso, apenas me sentei ao seu lado e comi um pedaço da minha torta.

— A Vee não virá hoje. – disse de boca cheia e eu o encarei. — Disse que tem um ensaio fotográfico hoje e não sabe que horas vai acabar. Mas ela te deu parabéns e disse que vai comprar um presente pra você.

— Que pena. – dei de ombros.

Para ser bem sincero, eu não era muito fã de Vênus. Eu a achava, a maior parte do tempo, egocêntrica, metida e narcisista. As conversas dela, comparadas às que eu tinha com Hope, eram tão vazias. Eu não queria conversar sobre a última moda do momento; eu queria passar horas falando sobre uma teoria bizarra de um desenho que marcou a minha infância, ou criando multiversos e minhas outras versões, junto de Hope.

— Pelo jeito seremos os mesmos de sempre. – Arreaga tirou-me de devaneios.

— Esse ano não. Eu convidei uma amiga da psicóloga e ela virá com uns amigos. – olhei para o moreno que parecia surpreso ao me escutar dizer isso.

— Finalmente a sua terapia tá rendendo resultados. Até uma amiga você arranjou. – deu leves tapinhas em minhas costas. — Fico feliz por você, Zion. – sorriu. — Bom, essa torta tá uma delícia, mas eu preciso me arrumar pra faculdade. Quando eu chegar te ajudo a arrumar tudo. – levantou-se e foi direto para o banheiro.

Olhei para a mesa à minha frente e vi alguns papéis amassados de notas fiscais e, olhando ao meu redor, vi o sofá todo bagunçado, com um lençol que deixávamos ali para nos cobrir, todo embolado e os controles do videogame em cima. Havia pacote de biscoito vazio no chão e garrafas de refrigerante. Aquele apartamento estava um chiqueiro e eu precisava arrumar o quanto antes.

HopeHistórias para pegar e não largar. Descubra agora