Capítulo 18

3K 251 8
                                    

CONHECENDO GEORGE

Draco se moveu até se encontrar em um canto da sala e Hermione estava em seu colo. Narcissa deu alguns passos na sala antes de parar. Ginny manteve seus movimentos lentos e não ameaçadores. Draco virou-se para observá-la com olhos que permaneciam pretos e claramente não humanos.

"Draco," Ginny disse com firmeza, "Hermione está machucada?"

Draco olhou para a ruiva e algo nele tinha certeza de que ela não era uma ameaça. Ele passou a mão pelos cabelos da preciosa criatura em seu colo. Suas garras estavam lentamente se recolhendo.

"Hermione?" ele sussurrou. Sua voz era mais profunda do que o normal e ele podia ouvir os tons desumanos nela.

Hermione sentiu o hálito quente em sua bochecha e de alguma forma sabia que estava perfeitamente segura antes que seus olhos se abrissem.

"Você está ferida?" Ele estava tão perto e seus olhos eram tão negros. Logicamente ela deveria estar desesperada para se afastar dele, mas instintivamente sabia o que fazer, Draco a observou examiná-lo calmamente e enfiar a cabeça sob o seu queixo. Os braços dela circularam pelo seu torso e o seguraram firmemente.

"Eu não estou machucada", Hermione assegurou, "Não há ameaça."

Draco pressionou a bochecha contra o topo da cabeça dela e deixou as palmas das mãos nas costas dela. Ela deixou suas palavras caírem sobre ele e sentiu suas mãos voltarem ao normal. Ela estava segura, não havia perigo. A adrenalina do confronto diminuiu lentamente. Contanto que ele pudesse sentir o corpo dela contra o dele, não havia desejo de se levantar, conversar ou procurar o homem cujo feitiço ricocheteou nela.

Ginny os observou agarrarem- se um ao outro com uma crescente curiosidade. Draco estava claramente agindo por instinto e ela olhou para interrogar Hermione sobre suas reações a ele.

Narcissa piscou para afastar as lágrimas que se acumulavam em seus olhos. Draco havia lutado tanto pela bruxa que queria; vê-lo abraçado a ela e contente pela primeira vez a deixou tão orgulhosa. Atrás dela, o recém-chegado estava entrando na cozinha com o Sr. Potter e o Sr. Weasley mais novo.

"George!" Molly gritou, "Claro; é sexta-feira. Oh, querido, desculpe-me por não ter avisado que Narcisa e Draco estão conosco."

Ginny atravessou a sala devagar e Narcisa permitiu que a jovem bruxa a guiasse de volta para a cozinha.

"Hermione está bem?" George exigiu de sua irmā: "Eu não estava mirando nela; o feitiço ricocheteou!"

"Vocês dois explicaram?" Ginny exigiu de Ron e Harry.

"Mais ou menos", Harry disse dando de ombros.

"Eles disseram que ele é um Veela e obcecado por Hermione", George disse com desdém. "Eu pensei que eles estavam fumando algo que encontraram no påntano."

Ginny assumiu o comando enquanto Molly admirava a filha. Em questão de minutos, todos estavam sentados e Linna estava servindo xícaras de chá. Ela resumiu os eventos dos dois dias anteriores com a ajuda de Narcissa.

"Você está me zoando?" George disse, incrédulo, "Aquele idiota levou a Marca Negra para que Hermione ficasse segura?"

Ginny assentiu: "Todos nós vimos a memória; ele discutiu com Voldemort por ela."

"Pequeno idiota viscoso", George murmurou, "eu não gosto disso; ele não pode continuar sendo um idiota do mal unidimensional para que possamos odiá-lo em paz?"

Molly franziu o cenho para o filho: "A vida raramente é simples, George".

>...<

Blood TraitorOnde histórias criam vida. Descubra agora