Confusão e fuga

17 2 0
                                        

- Você está com aque babaca do Joe né? - ele perguntou depois de um tempo em silêncio. Ele bebeu um gole da bebida e virou pra mim -  porra Ayla, tanta gente melhor solta por ai e você resolve ficar logo com aquele merda?

Apenas fiquei em silêncio e tomei meu drink. O olhei e suspirei  eu estava começando a ficar cansada da minha vida e queria sumir. Comecei a sentir uma sensação estranha, muito estranha afinal. Sabe aquela sensação de que algo está pra acontecer? Eu estava sentindo isso e pela forma que eu estava sentindo, provavelmente não seria uma coisa boa.

Uma mão tocou minhas costas,na área em que meu vestido era aberto e me arrepiou por inteiro. Logo eu ouvi a voz e tive a certeza de que as chances que eu tinha de ter uma noite tranquila, evaporaram. Não consegui acompanhar o que estava acontecendo com eles, porém quando me dei conta um estava perto do outro, literalmente, quase caindo no soco.

Logo me levantei e fiquei em os dois. Virei para o Joe e o empurrei para longe (não sei com que força) e ele me acompanhou. No caminho, virei para o Gustavo e mostrei minha cara de brava e o avisei que vinha falar com ele depois. Eu só queria ter uma noite em paz, será que é pedir muito?

Peguei a mão de Joe e levei para um dos quartos vazios. Entrei logo trancando a porta e me virei o olhando. Ele estava sentando na beira da cama e suspirou quando sentiu meu olhar. Eu estava encostada na porta e quando comecei a me aproximar fui falando.

- Sério que você saiu de onde você estava só para vir brigar com o Gustavo? - cruzei os braços e me aproximei dele - você sabe que essa noite é da minha mãe né? Era pra ser uma coisa tranquila, para celebrar a vida dela e aproveitar para relaxar um pouco. Não é e nunca seria um noite para dois caras brigarem por uma garota.

- Amor, você sabe como ele é. Eu precisava vir. Ele não ia parar até te levar pra cama ou te levar de mim. E você sabe que eu não iria permitir isso - ele disse fazendo uma cara de arrependido, mas eu o conhecia o suficiente para saber o que realmente estava acontecendo.

- Você acha que eu sou o que? - arqueei a sobrancelha e o olhei seria - uma boneca indefesa? Eu sei me defender muito bem. Estávamos conversando em um bar e tinha várias pessoas ali com a gente. Gente que não ia deixar nada acontecer comigo, assim como não aconteceu.

- Tudo bem, tudo bem menina super poderosa - ele disse suspirando, provavelmente não estava com vontade de brigar - agora pode por favor vir me dá um carinho? - ele disse fazendo manha e pegando a minha mão me levando até ele - tô a um tempão longe de você e vim lá da puta que pariu pra te ver e cuidar de você, mesmo sabendo que você é capaz de fazer isso sozinha.

- Quem vê até pensa que é essa doçura toda - ri e me aproximei dele dando um selinho. Resolvi deixar pra lá já que não estava afim de perder uma noite brigando com ninguém. E de certa forma, ele cuidou de mim. Porém isso não diminui a culpa dele - pronto, carinho dado

Ele riu e me deitou na cama, rolando e ficando por cima. Ele entrou entre minhas pernas e começou a me beijar. Senti sua mão por todo meu corpo e eu aproveitei para provocar. Quando vi que ele já estava quase tirando a roupa, sai dali e me levantei.

- Vamos aproveitar a festa. Minha mãe vai notar que eu sumi - ajeitei minha roupa e escutei um longo suspiro dele. Ele concordou com o que eu disse e se levantou indo para o banheiro lavar o rosto. Apesar de tudo que ele era, ele era muito respeitador comigo e eu agraço a Deus por isso.

Passei novamente o batom e ajeitei minha roupa e cabelo. Peguei na mão dele e destranquei a porta indo novamente para a festa. Ele pegou na minha mão e me guiou até minha mãe.

Conversamos um pouco com meus pais e meu pai o levou até umas pessoas que segundo ele, o Joe precisava conhecer. Sai dali e voltei para o bar. Sentei em um banco e peguei meu celular.

- Pelo visto, conseguiu dobrar o senhor perfeitinho - Gustavo se sentou a minha frente e ficou me olhando

- e você? O que tinha na cabeça pra ficar provocando ele? - peguei meu copo e bebi um gole da minha bebida - não estou afim de ficar no meu dessa briguinha de poder entre dois marmanjos, além do mas estamos em uma festa comemorando a porra de mais um ano de vida da minha mãe.

- Certo, tudo bem. Sinto muito - ele disse e deu um sorriso sem mostrar os dente. Dei de ombros e resolvi deixar pra lá.

Conversamos um pouco e o mesmo foi cumprimentar algumas pessoas na festa. Virei e olhei para festa e lá estavam, meus 3 garotos, um em cada canto da festa. Conversando cada um com um grupo de pessoas. Me virei de novo para o bar e virei minha bebida de uma só vez. Pedi ao garçom a bebida mais forte que ele tinha e virei a mesma.

Por um segundo, tive uma ideia louca. E ela não pareceu tão louca quando eu pensei novamente. Respirei fundo e me levantei. Fui até um dos garotos que estavam trabalhando na festa e perguntei qual era o quarto mais discreto possível oferecendo dinheiro em troca.

O quarto era próximo de onde ficava as comidas e as bebidas, bingo. Sai pelos fundos e os 3 estavam ocupados demais para notar, fui correndo para esse quarto e me tranquei lá dentro. Deixei meu celular na mesinha e olhei ao redor. Era um bom quarto. Eu teria comida, bebida, uma boa cama além de um televisão.

Tirei meu salto e deixei no canto, abri a porta devagar e fui até o outro quarto onde as coisas estavam. Peguei tudo que precisava e voltei. Tranquei a porta, deitei na cama e liguei a televisão. Coloquei um filme e fiquei ali, tranquila, assistindo.

Stay With Me Histórias para pegar e não largar. Descubra agora