Finalmente

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Asher

Conferi mais uma vez se estava tudo certo e se todos estavam em seus devidos lugares. Assim que ele chegou, ele abriu a garagem e estacionou o carro. Chris tinha entrado nas câmeras dele e isso nos avisaria o melhor momento. Um carro parou na porta da casa dele e eu arqueei a sobrancelha reconhecendo o carro. Droga Ayla.

Conhecia muito bem minha mulher e ela parecia furiosa. Ela tocou a campainha varias vezes e eu desviei o olhar para o pessoal que também não estavam entendendo. Voltei a olhar para ela e foi no exato momento em que ele abriu a porta. Ele estava sem camisa e só de bermuda. Pela cara, estava bastante cansado, mas assim que seus olhos pousaram nela, ele sorrio.

Ela começou a falar com ele e jogou alguma coisa contra ele. Ele pareceu não entender muito que estava acontecendo, mas logo se situou do que era. Ele se aproximou dela segurando seus pulsos que estavam dando socos contra seu abdômen. Ele disse algumas coisas e ela pareceu mais calma. Ele a soltou e em seguida entraram na casa dele.

- Asher, o que aconteceu ali? - Ryan que estava mais próximo de mim me perguntou e logo todos estavam pertos também.

- Não sei. Ela não deveria estar aqui.

- Manda mensagem pra ela, pergunta onde ela está e se vai demorar. Assim pelo menos temos uma noção de quanto tempo ela vai ficar lá - Chaz disse e eu confirmei com a cabeça. Olhei para Chris que estava quieto e ele olhava o notebook.

Aproximei-me e olhei o que ele estava olhando. Ayla estava sentada em um dos sofás e ele no outro de frente pra ela. Eles estavam provavelmente tendo a conversa que não foi terminada aqui fora. Fiquei aliviado de ver que era só uma conversa, eu estava com medo dele já ter colocado seu plano de ficar com ela em ação.

Peguei meu celular para mandar mensagem pra ela e mordi meu lábio inferior ao ver uma mensagem dela. Abrir a mensagem e fiquei desacreditado. Olhei novamente para o notebook e pedi para o Chris focar na Ayla que estava servindo uma bebida para eles. Ela colocou algo na bebida dele escondido e entregou o copo a ele. Ela pegou o copo dela e voltou a se sentar no sofá. Minutos depois ele estava apagado e os meninos que estavam olhando para o notebook me olharam.

- Ela descobriu. Não me pergunte como, mas descobriu.

Disse e todos seguiram em direção a casa dele. Toquei a campainha e ela abriu. Ela me olhos de uma forma que sabia que estava brava e saiu dali em direção ao seu carro. Deixei os meninos entrarem e eu fui atrás dela.

- Quando que você vai aprender a dividir as coisas comigo? – ela disse quando abriu a porta do carro e se virou pra mim. - Eu estava lá, eu escutei tudo o que vocês falaram. Mas PORRA ASHER, custava conversar comigo? – fechei os olhos quando ela gritou e respirei fundo tentando me acalmar.

- Eu não podia. Ele disse que entregaria os documentos – me aproximei dela e a pressionei contra o carro. Segurei em sua bochecha e levantei um pouco sua cabeça olhando em seus olhos – não briga comigo. Eu não aguento mais isso.

Ela ficou um tempo em silencio e encostou a cabeça em meu peito. Abracei suas costas e fiz um leve carinho ali. Nossa relação não era nada normal e bem diferente do que as pessoas geralmente têm em relacionamentos, mas isso era o que deixava inda melhor.

- Me pega as oito. Preciso arrumar minhas malas e conversas com meus pais. – ela disse e afastou a cabeça do meu peito. Sorri de lado e retribui o selinho dela. Afastei-me e observei ela entrar no carro. Fiquei ali um tempo olhando ate o carro dela sumir e suspirei trincando maxilar.

Entrei na casa dele e os meninos estavam revirando a casa atrás de novas possíveis evidencias. Assim que recuperamos todas, pegamos algumas coisas na tentativa de parecer um assalto e peguei minha arma atirando nele. Chris apagou as gravações das câmeras e deixou algumas gravações para distrair a policia.

Tinha planejado fazer algumas coisas com ele que iam de torturar ate onde o corpo dele aguentasse, mas eu tinha coisa melhor pra fazer. Tinha que estar em outro lugar com uma pessoa que merece mais meu tempo. Deixei lá para os meninos terminarem e fui pro carro dirigindo para casa.

Não vou dizer que nesse tempo em que a Ayla esteve fora, eu fui um santo. Minha casa tinha muita coisa que com certeza não devia ter e eu não queria ter motivos para brigar com ela. Estacionei quando cheguei e entrei já ligando para alguém da boate vir limpara a casa.

Tinha cigarros de maconha, carreirinhas de cocaína, bebidas, brinquedos eróticos por todo lado e duas mulheres que trabalhavam pra mim e vinham me ajudar a relaxar. Coloquei as mesmas pra fora e fui pro quarto quando as faxineiras chegaram.

Liguei a televisão e fiquei vendo um jogo que estava passando enquanto escutava o som da limpeza lá fora. Um bom tempo depois bateu na porta e logo Luiza, uma senhora que trabalha comigo há um tempo e comanda essa parte das coisas. Ela me colocou pra fora afirmando que ia arrumar e brigou comigo por ter melado o sofá com suco e outras coisas. Eu sai do quarto com as mãos pra cima em forma de rendimento e rindo.

Ela me fez prometer que tomaria mais cuidado e disse que iria falar com a Ayla pra ela também ter. Eu gostava dela, ela sempre me tratou como um filho e sempre cuidou de mim quando dona Pattie tinha que trabalhar. Por isso ela esta comigo e é uma das pessoas que eu confio.

Quase uma hora depois, ela voltou com as meninas que vieram juntas e eu dei uma boa quantidade de dinheiro pra ela. Pedi para o segurança levar ela. Olhei no relógio vendo que já se aproximava das sete da noite e subi pro quarto tomando um banho longo e com calma. Lavei meu cabelo e passei os cremes e perfumes que a Ayla mais gostava. Coloquei uma roupa legal e sentei no sofá mandando uma mensagem pra ela e perguntando se estava tudo pronto ja que eram sete e quarenta.

 Coloquei uma roupa legal e sentei no sofá mandando uma mensagem pra ela e perguntando se estava tudo pronto ja que eram sete e quarenta

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