Acordei no dia seguinte sem entender o que estava acontecendo. Olhei ao redor e flashes da noite passada me deram um norte do que tinha acontecido. Me levantei com cuidado já que estava me sentindo meio mal e fui até o banheiro. Tirei toda a minha roupa e tomei um banho demorado e relaxante.
Peguei a toalha que estava ali e me enrolei. Olhei para minha roupa e eu não estava com a menor vontade de vesti-la. Fui até o guarda roupa que tinha ali e achei algumas coisas. Provavelmente deveria ser da filha dono, ela deveria ter esquecido.
Aproveite e vesti uma calça jeans e uma blusa branca soltinha. Arrumei meu cabelo e usei os produtos que ela tinha ali. Me olhei no espelho e fiquei feliz com o resultado. Escutei um barulho vindo da mesinha ao lado e peguei meu celular.
Já se passavam das nove da manhã e tinha várias chamadas e mensagens perdidas. Escrevi uma mensagem avisando que estava bem e mandei para todos travando o celular novamente. Sai do quarto e sai em busca de alguém para me levar embora dali.
De longe, avistei uma linda morena a qual eu reconheceria em qualquer lugar. Ela estava brigando com o Gustavo por algum motivo que eu posso imaginar. Corri até a mesma e a abracei. Ela me abraçou de volta quase me esmagando e eu ri sentindo muita falta disso.
É sempre bom você reencontrar pessoas que te fizeram bem e que sempre cuidaram de você, e Paula era essa pessoa. Ela era irmã do Gustavo e dava uns pegas no meu irmão. Mas alguma coisa aconteceu que eles pararam de se pegar e até se afastaram. Nenhum dos dois nunca me contou o que tinha acontecido mas eu morro de curiosidade até hoje.
Peguei meu celular do bolso assim que ele começou a vibrar e o atendi colocando no ouvido. Me afastei um pouco afim de tentar ter um pouco de privacidade assim que escutei a voz do outro lado da linha.
- Onde você está? Te procurei ontem e não te achei. Te mandei mil mensagens e te liguei várias vezes também - ele disse e eu continuei em silêncio. Iria deixar ele soltar tudo de uma vez, afinal eu tinha sumido sem nenhuma explicação e no meio em que vivemos isso é o mesmo de levantar um cartaz dizendo "estou morta" ou "fui sequestrada".
- Pode vim me buscar? Ainda estou no salão da festa. - disse depois de um tempo. Escutei o mesmo suspirar e pedir para que eu não saia daqui. Concordei e desliguei o celular.
Os irmãos metralha vieram até mim e se despediram, me ofereceram carona mas eu recusei dando uma desculpa qualquer. Me sentei em uma das cadeiras e fiquei esperando meu cavaleiro vir me pegar.
------------------------------------------- Em casa
Nunca pensei que sentiria falta do lugar em que eu vim obrigada. Joe me buscou e me levou embora para a nossa casa. Pegamos um jatinho e eu me encostei nele dormindo o vôo todo. Assim que chegamos, ele me carregou no colo até o carro e o motorista nós guiou até em casa.
Já tinha acordado a um tempo mas gostava quando ele me carregava para os lugares. Assim que chegamos em casa, escutei o mesmo ordenar que as malas fossem tiradas do carro e ele entrou em casa me levando para o quarto. Me deitou na cama e foi para o banheiro, minutos depois escutei barulho de água e eu abri os olhos.
Levantei e tirei minha roupa. Entrei no banheiro e o vi na banheira. Fui até a mesma e entrei. Fiquei de frente para o mesmo e ele ficou me olhando. Respirei fundo e mordi meu lábio inferior. Não estava acreditando no que eu ia dizer mas sentia que precisava.
- Tenho que te dizer uma coisa.
- Diga anjo - ele disse e se aproximou de mim
- Mas antes preciso que me responda uma coisa - eu disse e ele concordou com a cabeça. - você me ama? De verdade?
- É claro que eu te amo meu amor. Você sempre foi uma luz para mim. A prova de que eu mereço ser amado. Eu te amo tanto que chega a doer. Eu fiz tudo o que eu fiz por esse amor. Ayla, você é a mulher da minha vida - ele disse e acariciou minha bochecha dando um beijo na outra.
- eu acho que te amo também - sussurro olhando em seus olhos e os vejo brilhar. Ele da um sorriso, um dos sorrisos mais lindos que eu já vi e me puxa para ele.
- Pode dizer de novo? - diz segurando minha cintura em seu colo
- eu disse te amo senhor Joe - deitei minha cabeça em seu ombro e senti um carinho nas costas. Joe jogou a cabeça para trás e ficou soltando risadinhas.
Ficamos um tempo ali até que nos levantamos e fomos nos arrumar. Vesti uma roupa confortável e me deitei na cama. Joe fez o mesmo e pegou seu celular desmarcando tudo que ele tinha para o resto do dia.
Passamos a tarde vendo filmes e séries. Comemos brigadeiro, pizza e até sorvete. Eu estava precisando disso. Precisando de um dia de descanso. Um dia sem preocupação e sem planos mirabolantes. Precisando de um dia com um velho amigo.
Por volta das 8 da noite seu celular começou a tocar sem parar e apareceu um nome estranho na tela. Franzi o cenho e ele pegou o mesmo atendendo e se afastando de mim indo até a varanda. Peguei meu celular liguei o gravador e deixei ali próximo. Voltei para cama e fiquei ali disfarçando enquanto o mesmo estava na ligação.
Ele voltou um pouco tenso e eu fiquei sem entender. Me levantei e peguei meu celular sem que ele notasse. Salvei a gravação para depois escutar e mordi meu lábio inferior começando a me preocupar. Ele ficou mais um pouco comigo e em seguida pegou as coisas e levando para a cozinha.
- Aconteceu alguma coisa? Você está estranho - disse indo atrás dele e cruzei os braços o olhando.
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Stay With Me
Teen FictionQuem melhor do que eles para falar sobre eles? Ayla Ayla Jenner Somerz, 15 anos e 2 anos de tristezas, totalizando 17 anos. Há 2 anos perdi meu pai e minha mãe em um terrível acidente de carro. Meu irmão Chaz, fugiu da c...
