18 - Concelho Olimpiano

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Catarina Allen

- Tchau Tchau Cat, até mais - se despede Tormenta - espero vê-la de novo.


- Também espero Tormenta, descanse aqui e volte ao acampamento, diga a BlackJack e a Odón que sinto saudades - me despeço dela com um afago em seu focinho.


- Pode deixar - ela diz.


 . Caminho entre as árvores deixando Tormenta para trás, enquanto voávamos eu vi que mais a frente tinha uma cidade. Voamos a noite toda para o leste, normalmente de Nova York para Michigan são dezessete horas, em meia noite nós fizemos metade do caminho, agora eu teria de fazer o caminho sozinha, ando por algum tempo até que saio em uma avenida que separa a floresta da cidade, a atravesso correndo e entro na cidade, é uma cidade um tanto pequena, poucos prédios são visíveis, há várias lojinhas e a rua até que é movimentada, entro em uma loja de antiguidades e vejo um senhor de meia idade arrumando algumas prateleiras, me aproximo e o chamo.


- Senhor? - ele me olha e abre um sorriso.


- Bom dia senhorita - ele me cumprimenta - o que a trás até minha loja?


- Vim apenas pedir uma informação, que cidade é essa? - pergunto.


- Você esta em Pitsburgo criança - ele diz.


- Obrigada pela informação senhor, tenha um bom dia - sorrio e saio da loja.


 . Ok, estou na metade do caminho até Michigan, eu preciso saber onde os semideuses estão, mas para isso eu preciso saber quem eles são, respira fundo Cat, tenta lembrar da profecia, " O filho da Guerra, seu amor há de provar " não conheço nenhum filho de Ares tirando Louis, e não acho que ele está apaixonado, " O filho do mar, mais uma vez o mundo ajudará", mais uma vez?...Percy! É o Percy! Ok, tenho que falar com o Percy, mas só posso falar com ele quando eu for sair da cidade pois a deusa Íris pode contar aos meus pais onde eu estou, tenho que continuar a ir para o leste, paro uma mulher na rua.


- Moça, você sabe onde eu posso achar uma rodoviária? - pergunto.


 . Ela me mostra a direção, eu agradeço e sigo para onde ela disse, paro na frente da rodoviária, paro para pensar, eu não tenho dinheiro mortal, que maravilha, penso um pouco e decido fazer o que eu mais repudio, roubar, vou roubar a passagem de alguém, ando pela rodoviária e vejo várias pessoas com malas, algumas com crianças, procuro alguém sozinho, vejo uma mulher ela não estava com uma cara muito boa, ela escrevia rapidamente em seu celular e segurava descuidadamente sua passagem, ela parecia vir de uma cidade grande por suas roupas.


- Eu não acredito que vão me mandar para Detroit! - ela resmunga e eu sorrio.


 . Finjo estar correndo atrasada e esbarro "sem querer" nela, ela cai no chão e solta o bilhete, mas ela se importa mais com o celular, pego a passagem e escondo rapidamente, me levanto e faço uma cara culpada.


- Me desculpa! Eu não queria - faço meu teatro.


A HerdeiraOnde histórias criam vida. Descubra agora