XIII

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Poesia não enche barriga

Não pense você que não sei de nada

Ando por aí a procurar tudo que já é meu

Não há por que perder a fé nos deuses mesmo que os demônios nos sejam mais próximos

Chore, amigo, esse infortúnio

Fosse feliz, também eu, choraria à larga

Tardar-me por aqui, absorto em alguma questão metafísica, é luxo a que não me dou

Quem não me conhece sabe

Parto assim como se aqui nem tivesse estado, na certeza de que falta não farei, embora falte a mim mesmo essa autoindulgência

Adeus, meus pares, amigosde asas e azares...

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